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Braga: “Os Alegrienses” querem partilha do Campo de Futebol e doação da sede ao clube

© Ricardo Silva

Ricardo Silva, candidato independente à Junta de Freguesia de São Victor, em Braga, visitou “Os Alegrienses, na Rua Quinta da Armada, tendo sido acompanhado por Rui Magalhães e Flávio Gonçalves, dirigente do “Os Alegrienses” e membro da lista. Do lado do “Os Alegrienses” esteve presente o presidente do clube, Feliciano Santos, bem como o dirigente Nuno Xavier.

Para Feliciano Santos, “um clube com a história e a longevidade do “Os Alegrienses merece uma sede que se vá modernizando e que acompanhe a necessidade de manutenção. Por isso, vai sendo categórico com a necessidade de se promoverem, de uma vez por todas, as obras na sede do clube”.

Feliciano Santos informou a candidatura liderada por Ricardo Silva que as obras na sede “eram para ser inauguradas na Páscoa passada” e que visavam “retirar as telhas de amianto e promover a beneficiação de toda a cobertura, impedindo que a sede seja novamente assaltada pelo telhado”. “Estas obras também se tornam urgentes para garantir que o clube não volte a ter água a cair em cima de um quadro elétrico, como a vereadora viu com os seus próprios olhos”, afirma Feliciano Santos, contestando o “constante protelar das obras”.

“As obras já estavam feitas se a sede fosse nossa e se a Câmara de Braga assumisse a comparticipação das mesmas, em vez de chamar a si a execução da obra, pois é um processo muito mais moroso”, lamentou o presidente do clube.

Outro dos problemas apontados foi a “falta de campo próprio e a sobrecarga dos campos do Complexo Desportivo da Rodovia”. “Os campos da Rodovia são muito jeitosos, mas têm clubes a mais a jogar ali. Para crescermos, não podemos ter tantos clubes. Bom seria partilhar um campo no máximo entre dois ou três clubes, como é o caso do AC e do Inter de Milão, por exemplo. E, para isso, temos aqui ao lado o campo do Gualtar, que poderia perfeitamente servir para esse efeito e libertar a Rodovia de tanta pressão e dar outra dignidade aos clubes”, sublinhou Feliciano Santos.

Para Nuno “Guga” Xavier, o antigo campo de Gualtar, partilhado entre as duas freguesias, a Universidade do Minho e com os três clubes a ter ali balneários, armazém, posto médico e a poderem desenvolver a sua atividade desportiva, “iria ajudar a fazer crescer o clube e permitiria que ‘Os Alegrienses’ pudessem voltar a olhar para ligas superiores, almejando chegar até à Liga 3. Mas, para isso, é preciso primeiro ter um campo e condições de trabalho”.

Ricardo Silva garante que irá “procurar soluções para a sede”, sendo “inaceitável que se demore tanto tempo a efetuar umas obras fundamentais como estas”. “Iremos encetar diversos contactos com a reitoria da Universidade do Minho, com a Junta de Freguesia de Gualtar e com a Câmara Municipal de Braga para que se possa ter um campo partilhado, porque numa altura em que temos escassez de recursos, falamos de sustentabilidade, de eficiência de recursos e de partilha, a única solução que faz sentido é, efetivamente, ter um campo partilhado entre clubes, ainda que sejam de freguesias diferentes. Temos aqui que ter uma visão superior, dos interesses de toda a população, e não apenas dos interesses de uma freguesia ou de outra. Uma freguesia deve contribuir para a visão de cidade e numa cidade, com esta proximidade, onde no limite de freguesias há três clubes que se dão bem entre si, não faz sentido ter três campos, ou construir mais dois campos, quando há um que pode e deve servir todos”, referiu o candidato independente à Junta de São Victor.

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