PolíticaAutárquicasBraga: Iniciativa Liberal afirma que Semelhe sente-se “ignorada” nas decisões do TGV

Braga: Iniciativa Liberal afirma que Semelhe sente-se “ignorada” nas decisões do TGV

O partido realizou um debate onde vários habitantes expressaram preocupações sobre “a ausência de diálogo e participação nas decisões” relativas à conclusão da Variante do Cávado, à passagem do TGV e à construção da nova Estação de Alta Velocidade.

© IL

Sérgio Gomes, candidato da Iniciativa Liberal à União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe, em Braga, manifestou a sua “satisfação” com o debate público realizado em Semelhe.

O candidato referiu que “foi evidente o descontentamento generalizado da população face à forma como têm sido tomadas decisões que impactam profundamente a sua qualidade de vida”.

“Durante o encontro, vários habitantes expressaram preocupações legítimas sobre a ausência de diálogo e participação nas decisões relativas à conclusão da Variante do Cávado, à passagem do TGV e à construção da nova Estação de Alta Velocidade. Estas infraestruturas foram decididas nos gabinetes centrais de Lisboa, sem consulta ou consideração pelas pessoas que vivem e trabalham na freguesia”, acrescenta.

“A população de Semelhe sente-se ignorada e marginalizada. É fundamental que os habitantes tenham voz nas decisões que afetam diretamente o seu território. É nosso dever estar presentes, ouvir e agir em defesa daqueles que enfrentarão expropriações e alterações profundas no seu modo de vida. O executivo socialista da Junta da União de Freguesias falhou mais uma vez neste capítulo”, afirmou Sérgio Gomes.

O debate contou ainda com a presença do candidato da Iniciativa Liberal à Câmara Municipal de Braga, Rui Rocha, e de especialistas em mobilidade e ordenamento do território, nomeadamente Jorge Eiras, Baptista da Costa e Rafael Remondes, que alertaram para “a desatualização do novo Plano Diretor Municipal (PDM) face à nova realidade urbana que estas obras vão gerar”.

Foi sublinhado que “com a introdução destas infraestruturas, se criará uma nova centralidade na cidade, o que exige uma resposta coordenada e planeada em termos de mobilidade, habitação e acesso a serviços públicos”. “Em vez disso, o PDM em vigor não contempla medidas de mitigação ou valorização para estas zonas, podendo gerar uma segregação urbana entre a freguesia e o centro da cidade”, reforçam os liberais.

“Estas duas grandes vias podem transformar-se numa barreira física e social. É imperativo planear desde já uma resposta integrada que evite a fragmentação territorial e promova um crescimento urbano sustentável e orgânico”, defendeu Rui Rocha.

A Iniciativa Liberal critica a “passividade da Câmara Municipal de Braga perante as decisões do Governo central”. “Ao não exigir contrapartidas, nem envolver a população nos processos de decisão, a autarquia falha no seu papel de defesa dos interesses locais”, sustenta.

“É urgente uma nova forma de fazer política em Braga: próxima das populações, tecnicamente competente e verdadeiramente descentralizada. A Iniciativa Liberal está pronta para liderar essa mudança e continuará a promover debates públicos nesta União de Freguesias para garantir que ninguém é deixado para trás”, concluiu Sérgio Gomes.

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