BragaBraga: Grupo Érre lança solução de inteligência artificial para licenciamento municipal

Braga: Grupo Érre lança solução de inteligência artificial para licenciamento municipal

Plataforma tem como objetivo reduzir a morosidade administrativa e reforçar a transparência e a eficiência dos serviços públicos.

Ramiro Brito © Grupo Érre

O Grupo Érre, em Braga, anunciou hoje o lançamento do Érre Urbis, uma plataforma de inteligência artificial desenvolvida para transformar os processos de licenciamento urbanístico nos municípios portugueses, para “reduzir significativamente a morosidade administrativa e reforçar a transparência e a eficiência dos serviços públicos”.

“Num contexto em que o licenciamento continua a ser um dos principais entraves ao investimento e ao desenvolvimento urbano, o Érre Urbis apresenta uma proposta clara: passar ‘do caos à celeridade’, através da automatização inteligente, da validação em tempo real e da centralização da informação”, refere o grupo em comunicado.

O Érre Urbis resulta da convergência de conhecimento especializado dentro do Grupo Érre, combinando a experiência da Érre Technology, empresa de IT e desenvolvimento com mais de 20 anos de atividade, com a LRB, empresa com 13 anos de experiência nas áreas da engenharia ambiental, sistemas de informação geográfica, planeamento e ordenamento do território.

Esta integração garante que “a plataforma não é apenas uma solução tecnológica, mas uma resposta alinhada com a realidade técnica, legal e operacional dos processos urbanísticos em Portugal”.

Uma das principais inovações da plataforma é o seu motor de validação automática no momento da submissão, que “assegura que os processos só entram nos serviços municipais quando estão devidamente instruídos, eliminando sucessivos pedidos de correção por falhas formais”.

“O resultado é imediato: menos retrabalho, menos atrasos e uma relação mais eficiente entre técnicos, promotores e administração pública”, refere.

O Érre Urbis reposiciona o papel dos técnicos municipais, “libertando-os de tarefas repetitivas e permitindo-lhes concentrar-se na análise técnica e na tomada de decisão”.

A plataforma integra gestão centralizada de pareceres internos e externos e uma timeline única e estruturada de cada processo. “Elimina-se, assim, a fragmentação e a dependência de múltiplos ficheiros e versões dispersas. Decisões em dias, não em meses. Com uma abordagem totalmente digital e integrada, o Érre Urbis permite encurtar significativamente os ciclos de decisão, com reduções até 60% no tempo total de tramitação administrativa. O executivo municipal passa a dispor de visão consolidada dos processos prontos a despacho; contexto completo acessível em qualquer dispositivo; capacidade de decisão mais rápida e informada; e transparência total para o requerente”, explica.

A plataforma elimina a tradicional “caixa negra” do licenciamento.

Os requerentes passam a ter acompanhamento do estado do processo em tempo real; previsão das próximas fases; e notificações automáticas por email e SMS.

“O resultado é claro: menos incerteza, menos contactos desnecessários e maior confiança no sistema. O Érre Urbis introduz uma nova camada de inteligência na gestão municipal, permitindo monitorizar o cumprimento dos prazos legais (RJUE); identificar gargalos por departamento; e estimar o volume de investimento privado associado a processos em curso. Mais do que eficiência administrativa, trata-se de uma ferramenta de gestão com impacto direto na economia local”, reforça.

Desenvolvido com uma arquitetura robusta e escalável, o Érre Urbis assegura “elevados padrões de segurança de dados; atualização contínua face a alterações legais (RJUE e Simplex Urbanístico); integração com o Balcão Único e outros sistemas do Estado; e desbloquear municípios, atrair investimento”.

“Os municípios não precisam de mais processos; precisam de capacidade para decidir melhor e mais rápido. O Érre Urbis é a resposta a esse desafio”, afirma Ramiro Brito – CEO do Grupo Érre.

O Grupo já iniciou contactos com vários municípios para apresentação do Érre Urbis, com tempos de “Go live”, previstos de 90 dias.

Paralelamente, o Grupo Érre encontra-se a desenvolver novas funcionalidades avançadas para a plataforma, incluindo mecanismos de comparação automática de peças desenhadas, reforçando a capacidade analítica do sistema e a sua evolução contínua.

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