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Braga: Escultura “Constructo Natural” evoca os monges do Mosteiro de Tibães

© CM Braga

O Mosteiro de Tibães, em Braga, tem desde o início deste mês de março um novo ponto de atração artística. Trata-se da escultura “Constructo Natural, 2022” da autoria do artista plástico João Dias.

O trabalho produzido no âmbito do Programa de Intervenções Artísticas e Comunidade “No Minho não há aldeia melhor do que a minha!” foi apresentado pelo artista no passado dia 16 de março. João Dias foi desafiado a criar uma escultura para o Mosteiro de Tibães fazendo uma proposta de leitura do lugar e das suas identidades e memórias.

De acordo com a memória descritiva, a obra assume-se como elemento natural, que opera como um espelho da sua envolvência, refletindo “a árvore grossa” perto dela e, também, a forma da “árvore bifurcada” que está atrás, bem como “os pequenos troncos” que crescem do lado esquerdo, combinados numa escultura-casca que é a memória do seu entorno neste espaço-tempo. “Constructo Natural” forma um novo corpo e esse corpo, tendo mais ou menos uma escala humana, assume a relação com o espaço de retiro e com o mosteiro, rememorando os monges que fundaram o complexo de Tibães. Um monge, que ali está, a zelar por todos os elementos naturais do espaço, referindo-os, invocando-os e honrando-os.

A obra insere-se no Programa de Intervenções Artísticas e Comunidade “NO MINHO NÃO HÁ ALDEIA MELHOR DO QUE A MINHA!”, promovido pelo consórcio MINHO IN que integra os 24 municípios do Minho. A curadoria é de Helena Mendes Pereira.

João Dias é um artista visual com foco no desenvolvimento de linguagens visuais que exploram relacionamentos entre Escultura, Arquitetura e – particularmente – as práticas da Arqueologia. Para tal, utiliza estratégias de pensamento decorrentes da Pintura e do Desenho, a fim de explorar mediums e materiais contemporâneos industriais, refletindo sobre os limites da linguagem plástica e da tradição. Foi premiado com a bolsa INOV-ART para a cidade de Berlim onde viveu e trabalhou desde 2008 a 2012.

Fundou (2018) e é diretor Artístico do POLDRA – Public Sculpture Project Viseu , uma iniciativa que pretende promover o debate em torno à Arte em Espaço Público, nomeadamente quanto à definição/redefinição da temática da escultura (poldra.com) e que permitiu a criação de um Circuito de Escultura Pública na Mata do Fontelo (Viseu, Portugal). A sua obra pode ser encontrada nas coleções de Arte da Fundação PLMJ, Coleção Edge Arts, Coleção de Múltiplos Carpe Diem, e Pacific Felt Factory. A sua obra de espaço público pode ser encontrada em localizações específicas em Bodiosa, Tondela, Castelo Branco, Viseu e São Francisco (USA). É representado pela Galeria das Salgadeiras (Lisboa, PT) e pela This Is Not a White Cube (TINAWC) (Lisboa, PT).

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