
A EB1 da Escola da Sé, do Agrupamento de Escolas de Real, em Braga, atribuiu, esta quarta-feira, o nome de Maria do Céu Nogueira à Biblioteca Escolar.
A ilustre personalidade da cultura e educação literária nasceu no concelho de Vila Verde, mas tem vivido e trabalhado nas últimas décadas no concelho de Braga, mais especificamente na União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade.
No âmbito do Mês da Biblioteca Escolar, sob o slogan “Biblioteca escolar – o meu lugar preferido para criar e imaginar”, o Agrupamento de Escolas de Real/Escola Básica da Sé comemora o mês das bibliotecas escolares em outubro com inúmeras atividades que visam promover o livro, a leitura e as bibliotecas. A cerimónia, dinamizada pelos alunos, contou com a presença da escritora Maria do Céu Nogueira, a quem é reconhecida o seu mérito no campo das artes, concretamente da literatura infanto-juvenil. Esta cerimónia de homenagem contou com a presença de Luís Pedroso, presidente da União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade.
O Plano Anual de Atividades da Rede de Bibliotecas de Braga 2023/2024 tem previsto no seu Eixo de Ação o tributo a Autores Locais e a valorização da sua obra.
Maria do Céu Nogueira nasceu em Escariz São Martinho, concelho de Vila Verde. Vive em Braga, onde fez os seus estudos secundários e completou os superiores com o curso Filosófico-Humanístico na Faculdade de Filosofia (UCP). Entre 1990 e 2005 fez parte da Associação Cultural e Literária Autores de Braga, ligada à qual publicou algumas das suas obras. Foi professora largos anos da sua vida, lecionando, particularmente, a disciplina de Português, tendo-se aposentado na Escola EB 2/3 de André Soares, em Braga.
Como escritora, além da publicação de obras para todas as idades, colabora em vários jornais com artigos de opinião (crítica literária, política e social), contos, poemas, crónicas e pequenas peças de teatro.
No seu voluntariado cultural realizou durante vários anos a ‘Hora do Conto’ na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga e visita escolas, colégios, bibliotecas e Instituições de Solidariedade Social para contar ou ler as suas histórias, tentando criar e desenvolver nas crianças e jovens o amor que ela mesma sente pela língua portuguesa.


