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Braga é o terceiro distrito do país onde mais fecharam empresas

Fernando Araújo

Braga é o terceiro distrito do país onde mais fecharam empresas. A análise da InfotrustGo, empresa fornecedora de soluções de informação para negócios, concluiu que em Braga encerraram 2599 empresas entre o primeiro trimestre de 2017 e o período homólogo de 2021.

Só os distritos de Lisboa e do Porto é que registaram mais encerramentos, 12951 e 4821, respetivamente.

Observatório Infotrust

Analisando a evolução entre o primeiro trimestre de 2017 e o período homólogo de 2021, o número de empresas encerradas estava em tendência decrescente até ao ano de 2020. Os efeitos provocados pela pandemia da Covid-19 poderão ajudar a explicar a quase duplicação do número de encerramentos entre o primeiro trimestre do ano passado (385) e o período homólogo do presente ano (686).

Dentro da realidade do distrito, os concelhos que registaram mais encerramentos foram Braga (726), Guimarães (546) e Vila Nova de Famalicão (335). Os setores de atividade mais afetados no período supramencionado, foram as Indústrias Transformadoras (480), os Serviços (458) e o Comércio a Retalho (442).

Observatório Infotrust

Insolvências em Braga crescem desde 2018

Nos últimos cinco anos, o distrito de Braga tem observado um crescimento no número de empresas que, por decisão do Tribunal, estão incapazes de cumprir as suas obrigações. Embora tenha havido uma descida das insolvências entre o 1º trimestre de 2017 e 2018 (76 e 70, respetivamente), o período homólogo dos anos seguintes registou cada vez mais empresas insolventes.

Criação de empresas em Braga cai 32% em dois anos

De acordo com o estudo levado a cabo pela InfotrustGo, entre o 1º trimestre de 2017 e o mesmo período de 2019, o nascimento de novas empresas seguia uma tendência de crescimento. No entanto, ainda antes da pandemia chegar a Portugal, o distrito de Braga já registava uma queda acentuada no número de novas empresas (apenas 878 entre janeiro e março de 2020). De facto, quando observamos para os dados mais recentes, verificamos que entre 2019 e 2021 nasceram menos 388 empresas (uma descida de 32%).

Ainda assim, nos últimos dois anos, os setores de atividade que registaram o maior número de novas empresas foram os Serviços (240), a Construção (109) e o Comércio a Retalho (103). No sentido inverso, as Indústrias Extrativas, a Administração Pública e a Eletricidade, Gás e Água não apresentaram qualquer novo registo entre o 1º trimestre de 2019 e o mesmo período de 2021.

O Observatório Infotrust analisa informação relativa a sociedades empresariais e outras entidades ativas, com sede em Portugal, com as naturezas Jurídicas de Sociedades Anónimas, Sociedades por Quotas, Sociedades Unipessoais, Entidades Públicas, Associações, Cooperativas e outras Sociedades. Não fazem parte desta análise os empresários em nome individual.

Todas as entidades foram atualizadas com o CAE (Classificação Atividade Económica) Rev3., tendo sido também classificadas através da localização da sua sede, representando os 22 distritos de Portugal. Os Setores de Atividade são um agrupamento criado pela Infotrust, com base na Tabela de CAE.

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