
Mónica Jerónimo Lopes, membro da oposição do CHEGA eleita em São Vicente, Braga, apresentou propostas do partido para a freguesia.
Em comunicado, Mónica Jerónimo Lopes afirma que formalizou, junto do presidente da Junta, o seu “direito de oposição”, reafirmando “uma postura política construtiva, leal e exigente, comprometida com o interesse dos vicentinos”.
No documento entregue à Junta de Freguesia, a eleita garante que apoiará “todas as medidas que consideram justas e benéficas para a população”, recusando “iniciativas que entenda serem danosas, inúteis ou contrárias ao interesse coletivo”, e apresentando “um conjunto alargado de preocupações e propostas para integrar no plano de ação de 2026 e no restante mandato”.
Entre as “bandeiras centrais” assumidas pelo CHEGA em São Vicente destacam-se “a defesa e o património vicentino, com particular enfoque no Campo Novo (Praça Mouzinho de Albuquerque) e no Palacete dos Condes de Carcavelos” que, segundo a deputada, deveriam “ser classificados como edificado de interesse municipal”. Por outro lado, Mónica Lopes entende que, “a Junta deve pressionar a Câmara Municipal para que haja mais cuidado em não desrespeitar a harmonização arquitetónica de ruas históricas da freguesia”.
No plano da imigração e da coesão social, Mónica Lopes propõe “maior rigor e transparência na emissão de atestados de residência através de uma base de dados do parque habitacional que permita prevenir situações de exploração e redes criminosas associadas à imigração ilegal, garantindo que uma integração respeita a lei e a capacidade real da freguesia”.
A eleita chama ainda a atenção para “a falta de estacionamento para residentes”, referindo que “é impossível para um vicentino vir a casa na hora de almoço, pois a freguesia transformou-se em estacionamento de longa duração de todos os que chegam a Braga”. “A falta de manutenção dos espaços verdes e parques infantis, e a inexistência de um centro de dia em São Vicente e carecem de soluções concretas”, reforça.
Relativamente aos terrenos verdes junto à pedreira de Montariol, Mónica Lopes sublinha que “há que ter um olhar atento para que não se transformem em mais uma área comercial, devendo estes ser usados em benefício direto da comunidade”. Entre as propostas apresentadas constam “a criação de caravanas de bicicletas escolares para o 1.º ciclo, a implementação de uma comunidade de energia local que possa ter paralelamente uma dimensão social”.
Monica Lopes refere que “é importante apoiar todas as iniciativas que promovam a participação cidadã, como os movimentos associativos da freguesia, pois segundo ela “é lá que se encontram as aspirações e preocupações do cidadão real”.
“Uma democracia local viva exige canais permanentes de escuta, envolvimento e participação dos fregueses. A segurança e a qualidade de vida dos vicentinos devem estar sempre em primeiro lugar”, afirma Mónica Jerónimo Lopes, que manifesta ainda “total disponibilidade para participar em reuniões com a Câmara Municipal de Braga, nomeadamente no contexto das futuras obras no Nó de Infias”, defendendo “soluções que minimizem o impacto no trânsito e no quotidiano dos residentes”.


