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Braga celebra música jazz com a 1ª edição do Festival ZZ

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Braga vai receber o Festival ZZ – Jazz no Eixo, iniciativa promovida pelo Município de Braga no âmbito da Capital da Cultura do Eixo Atlântico, que se realiza entre 8 e 18 de julho.

O festival traz à cidade de Braga alguns dos nomes mais sonantes do jazz nacional e internacional, como Mário Laginha (LAN Trio), Dave Douglas, Jaimie Branch, Yazz Ahmed, Rita Payes Roma, Thumbscrew (Mary Halvorson, Tomas Fujiwara, Michael Formanek) e Alabaster Deplume, entre outros. Os espetáculos decorrem no Theatro Circo, gnration e Espaço Vita.

Com este festival pretende-se que “Braga seja contaminada pelo melhor do jazz atual e por uma mostra de tendências e inovações várias. O ZZ oferece um ambiente privilegiado para artistas e público. Em Braga, a proximidade favorecerá o aparecimento de momentos raros. Assim, o ZZ é para pessoas que realmente amam o jazz. Mas não só. Na verdade, é para pessoas que amam a música. E Braga tem vindo a mostrar isso como poucas cidades, mantendo-se no eixo da criatividade e da oferta”.

Para informações sobre horários e compra de bilhetes, pode consultar os websites do Theatro Circo, gnration e Espaço Vita.

Braga recebe nomes sonantes do jazz nacional e internacional 

A 8 e 9 de julho o arranque do festival tem lugar no gnration com duas das mais relevantes artistas do jazz de vanguarda norte-americano. A trompetista Jaimie Branch, que se apresenta no primeiro dia, é um dos nomes da atualidade do jazz que mais atenção tem gerado à sua volta, muito por culpa dos dois tomos discográficos Fly Or Die. Branch estará acompanhada por Lester St. Louis, no violoncelo, Jason Ajemian, no contrabaixo, e pelo enigmático baterista Chad Taylor.

Já a guitarrista Mary Halvorson, que atuará no segundo dia, dará a conhecer o trio Thumbscrew, com Tomas Fujiwara, na bateria, e Michael Formanek, no contrabaixo. O talento singular da compositora será um regresso a Braga, depois de se ter apresentado em 2019 com o projeto Code Girl.

No dia 10 de julho, no Espaço Vita, Dave Douglas e Franco D’Andrea, amigos de longa data e cúmplices, alinham com um novo quarteto que inclui a baixista italiana Federica Michisanti e o percussionista norte americano Dan Weiss, apresentando temas de ambos.

No mesmo dia, no Theatro Circo, a cantora Maria Mendes traz “Close To Me”, álbum vencedor de um prémio Edison e nomeado para os Grammy e Latin Grammy, que contou com o famoso produtor e pianista americano John Beasley e com os préstimos da maior orquestra sinfónica de jazz do mundo, a Metropole Orkest.

No dia seguinte, 11 de julho, primeiro no Espaço Vita com A’Mosi Just a Label, artista angolano premiado com o título de Le Reve Africaine em França, canta em Kikongu, fundindo influências contemporâneas e urbanas numa clara homenagem ao género musical Konono Soul. No Theatro Circo, é Mário Laginha que apresenta o seu LAN Trio, juntamente com os músicos Julian Argüelles & Helge Andreas Norbakken, trabalho editado pela Edition Records.

Na véspera do fim de semana seguinte, o gnration dedicada-o ao jazz nacional e levará a palco dois quartetos de luxo. A 15 de julho, o saxofonista Ricardo Toscano mostrará a sua paixão por John Coltrane com “A Love Supreme”; no dia seguinte, o trompetista Luís Vicente convida Luke Stewart (Irreversible Entanglements e Archie Shepp), a quem ainda juntará nesta estreia de formação o saxofonista norte-americano John Dikeman e o baterista holandês Onno Goevart.

No último fim de semana do ZZ, será primeiro o Theatro Circo a receber no dia 17 de julho a aclamada trompetista, compositora e produtora talentosa, a artista britânica do Bahrein, Yazz Ahmed, considerada pela revista Downbeat como uma das 25 artistas a moldar o jazz no futuro. A música de Yazz Ahmed é descrita como “Jazz árabe psicadélico, inebriante e atraente”, tendo já colaborado com nomes como Radiohead, Lee Scratch Perry e These New Puritans. A Orquestra Galega De Liberación, atuará no Espaço Vita, apresentando-se em palco com 17 músicos residentes na Galiza reunidos em torno da música de vanguarda, da procura de novas formas de criação espontânea e da improvisação.

O último e derradeiro dia do Festival ZZ conta com dois dos mais promissores artistas do género, primeiro no Theatro Circo com o londrino Alabaster Deplume, uma das jóias da nova cena de jazz britânica, protegido do produtor e melómano Gilles Peterson (worlwide FM, BBC Radio), e para encerrar estas duas semanas da melhor música jazz da atualidade, chega-nos pela primeira vez a Portugal as artistas catalãs de que meio mundo fala: Rita Payés & Elisabeth Roma. A estreia da trombonista Rita e a guitarra clássica de Elisabeth, filha e mãe, acontecerá no Espaço Vita, para apresentar o novo disco “Imagina”.

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