
Foram aprovadas, em Reunião de Câmara, intervenções num valor de 16 milhões de euros para o Cineteatro São Geraldo, a criação de um Parque Ecológico e a renaturalização da margem do Rio Cávado.
No encontro, a oposição abordou ainda as trotinetas na cidade, as datas para o início das obras já anunciadas, o regresso de vigilantes nas escolas e a relocalização da Feira Semanal para o Forum Braga.
Para Filipe Aguar, vereador do Chega, a circulação das trotinetas em Braga “continua a ser um flagelo para quem anda na cidade, tanto a nível pedonal, como em termos de automóvel”. “É uma desregulação completa e esses atropelos todos que têm acontecido e a desorganização para aquelas pessoas que têm menor mobilidade e que têm mobilidade normal, sentem essa dificuldade nos passeios de trotinetas completamente atravessadas. É algo que as pessoas nos falam diariamente e nós sentimos que é uma preocupação que as pessoas têm e não vamos desistir até que o Executivo tome uma posição firme, independentemente dos custos que isso possa ter”, referiu.
Já Rui Rocha, vereador da Iniciativa Liberal, pretende exigir a concretização das obras anunciadas e as datas das suas concretizações. “Falei de alguns exemplos, da Casa dos Crivos, do Museu da Imagem, mas é uma apreciação mais genérica sobre a capacidade do Executivo concretizar e é isso que será o nosso combate neste mandato. É muito fácil anunciar coisas, é fácil anunciar novas questões em termos de mobilidade, mas depois as semanas vão passando e ainda não temos o protocolo relativo à Circular Externa de Braga assinado. Nós desejamos que ele seja assinado o mais rapidamente possível, porque é muito importante que as obras e os equipamentos culturais que são anunciados sejam feitos, mas depois tardam em estar disponíveis para os munícipes e para quem nos visita. Portanto, é isso que faremos durante este mandato, que é exigir aquilo que é anunciado seja concretizado e em tempo”, disse o liberal.
Por seu turno, Ricardo Silva, vereador do Amar e Servir Braga, falou sobre a necessidade do regresso dos vigilantes às escolas no concelho. “Nós queremos que se voltem a adotar os vigilantes escolares, seja negociando com o Ministério da Educação, ou seja assumindo essa competência em sede própria do Município, até porque nesta ausência de perceber exatamente se a competência é municipal se ainda compete ao Ministério da Educação. A Câmara de Braga diz que tem tão bons contactos no Governo, então há que os usar e que articule com o nosso Ministro da Educação, o nosso presidente da Assembleia Municipal, e que se mexam todos para resolver uma questão que está mais que adormecida e que todos os diretores de agrupamentos querem ver resolvida. Não há um único diretor de agrupamento que diga que não quer um vigilante escolar. Portanto, nós, em sede de campanha, visitámos os agrupamentos, nós ouvimos essas necessidades, nós pusemos essa reivindicação no nosso compromisso eleitoral e queremos vê-la satisfeita e, portanto, queremos obviamente forçar ou recomendar que o Município trabalhe mais e que seja em sede própria para resolver esta questão”, sublinhou.
Pedro Sousa, vereador do Partido Socialista, referiu que a Feira Semanal de Braga foi “desvalorizada” quando foi direcionada para a Nacional 101 e que o seu regresso para o Forum Braga no mês de setembro “trará outras condições para os feirantes e para a economia local”. “A Feira de Braga é hoje, no quadro das quatro grandes cidades do distrito, a feira com menos dimensão, a feira com menos volume de negócio, a feira com menos operadores e isso teve muito que ver com o contexto de desvalorização de ter uma feira no meio de uma estrada nacional. Era uma preocupação e nós, apesar de ser apenas em setembro, ficámos contentes que haja um calendário, que haja uma previsão e que as pessoas possam começar a organizar-se e a começar a planear a sua atividade económica num novo espaço e com outras condições para poderem desenvolver o seu trabalho”, salientou.
João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, falou sobre a aprovação das três intervenções com investimento num valor de 16 milhões de euros. “O Parque Ecológico, em Lomar, e a renaturalização da margem do Rio Cávado, junto ao Parque Industrial de Padim da Graça, são intervenções de monta. Uma delas é esperada há anos para que avance e finalmente avança com um investimento de 13,5 milhões de euros do Município de Braga. O grosso é pago inteiramente pelo orçamento municipal, naquela que é uma intervenção absolutamente necessária, naquilo que nós entendemos que deve ser a reputação urbana do centro histórico da cidade naquele meio quarteirão que fica praticamente todo ele dedicado às artes. É um quarteirão absolutamente central da cidade e, portanto, acho que isso é claramente a notícia mais importante do dia de hoje. Ao mesmo tempo, a aprovação das intervenções em Lomar. São dois hectares de parque, tirando obviamente aquela questão que foi citada há pouco do Parque no Monte Picoto em que grande parte dessa área não é acessível. Portanto, são dois hectares acessíveis que vão passar a estar disponíveis à população e, assim, a obra avança e termina. Além de resolver a questão das cheias em Ferreiros, também é uma questão que vem sendo abordada há muitos anos, e depois a renaturalização da margem do Rio Cávado na zona do Padim da Graça”, finalizou o edil.
O presidente da Câmara Municipal de Braga anunciou ainda que brevemente as Reuniões de Câmara passarão a ser transmitidas online.


