
O Bar Académico de Braga, localizado na Rua D. Pedro V, em São Victor, vai reabrir a ala destinada à dinamização da atividade dos Grupos Culturais da Universidade do Minho, no dia 1 de julho.
“Este espaço, com mais de três décadas de história ligada à vida académica e cultural da Universidade do Minho, tem acolhido, ao longo dos anos, diversos Grupos Culturais. Estes, totalmente compostos por estudantes e antigos estudantes, no dia a dia ensaiam, criam, e animam a Academia e a cidade, representando a UMinho em palcos dentro e fora de Braga, carregando o seu nome para todos os cantos do país, e também Europa e pelo Mundo. Atualmente, são 10 os diferentes grupos que têm sede de atividade neste corredor, com algumas centenas de membros a passar por lá semanalmente: desde as tunas até à percussão, do folclore à sátira, poesia e ainda música popular, alguns deles com atividade desde os anos 80”, refere a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho).
Para a AAUMinho, “estes grupos têm um papel essencial na promoção de uma verdadeira integração dos estudantes, na valorização do espírito académico e na produção cultural da cidade de Braga e região minhota. A sua atividade é desenvolvida em regime voluntário, procurando os seus membros apenas dar o seu contributo à cultura, à Academia… trabalhar em prol de algo maior. Enquanto agentes fundamentais na aproximação da Universidade à cidade, estes têm enriquecido a nossa vida cultural e afirmado a UMinho como uma instituição aberta, participativa e culturalmente ativa”.
“Nos últimos tempos, devido ao encerramento do edifício, os grupos culturais de Braga tiveram de recorrer a espaços alternativos para manter os seus ensaios e guardar o seu património, o que trouxe constrangimentos logísticos e uma maior dificuldade em manter, tanto a regularidade, como também a qualidade da sua atividade. Apesar de conscientes de que as atuais condições do edifício não são as ideais, todas as entidades envolvidas consideraram que esta reabertura parcial representa, neste momento, a melhor solução possível para garantir a continuidade da atividade dos Grupos Culturais, permitindo que os grupos retomem o seu trabalho de forma organizada, com acesso ao seu espaço e aos recursos indispensáveis ao seu funcionamento”, acrescenta.
Recorde-se que a 12 de abril de abril deste ano foi assassinado um jovem de 19 anos, aluno do 12.º ano da Escola Secundária Dona Maria II, à porta do Bar Académico de Braga.


