
A cada ano, nos primeiros fins de semana de Agosto, Arentim e Cunha desperta para aquele que é um dos momentos mais marcantes. As Festividades em Honra do Divino Salvador em Arentim e as festividades em Honra da N. Sra. Do Carmo, em Cunha representam a expressão máxima da nossa identidade, onde a fé, a cultura e os laços de vizinhança se entrelaçam para dar vida à nossa união de freguesia.
Esta celebração é, antes de mais, o resultado e o apogeu de meses de esforço contínuo em prol da comunidade. Por trás do brilho das luzes e da animação do programa, está o trabalho abnegado das comissões, zeladores, patrocinadores e de tantos outros que, ao longo de todo o ano, doam o seu tempo e dedicação para erguer festas dignas da nossa história.
É também nesta altura que a terra se volta a encher de vida com a chegada daqueles que a distância não consegue afastar, os “filhos de Arentim e Cunha”, os que emigraram e todos os que vivem noutros pontos do país, fazem do seu regresso um ritual sagrado. Há abraços guardados durante um ano inteiro que só aqui ganham forma.
Estas festas são o ponto de encontro de gerações, onde se partilham memórias e se fortalece o sentimento de pertença a esta comunidade.
O auge da celebração em Arentim vive-se no sábado à noite com a atuação dos “Vizinhos” e com a emblemática sessão de fogo de artificio, mas é no Domingo, que a tradição atinge a sua expressão mais solene e majestosa na Procissão em honra do Divino Salvador. Em Cunha o auge vive-se com a atuação do grupo The Legends, e com a emblemática sessão de artifício, e no domingo com a majestosa procissão em honra da N. Sra. Do Carmo.
Ver sair à rua andores exuberantes, inteiramente embelezados com flores naturais doadas por gentes da nossa terra, é um momento de pura devoção e beleza singular. Cada andor é uma obra de arte, um testemunho vivo da generosidade de uma comunidade que se entrega de corpo e alma para honrar o seu Padroeiro.
Estas festas demonstram que preservam o valor da união e do acolhimento a todos os que nos visitam por estes dias.
Há laços que o tempo e a distância jamais conseguirão romper: a devoção, as memórias de infância e o permanente orgulho de ter Arentim e Cunha no coração.


