
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que o aumento da dívida pública para 92,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2026 não altera a trajetória de redução prevista pelo Governo para o final do ano.
As declarações foram feitas durante a inauguração da primeira Unidade de Saúde Familiar Modelo C, em São Pedro da Cadeira, no concelho de Torres Vedras, na sequência da divulgação dos dados do Banco de Portugal, que apontam para uma subida de 1,9 pontos percentuais face ao primeiro trimestre.
Segundo o Banco de Portugal, a dívida pública atingiu 293,9 mil milhões de euros em junho, mais 5,2 mil milhões do que no mês anterior, refletindo sobretudo o aumento dos depósitos das administrações públicas e da emissão de títulos de dívida.
O Ministério das Finanças explicou que esta evolução resulta da acumulação de liquidez destinada ao plano de amortizações do Estado. De acordo com o Governo, descontando os depósitos das administrações públicas, a dívida teria diminuído para cerca de 262,5 mil milhões de euros.
O Executivo mantém a previsão de que a dívida pública desça para 87,5% do PIB até ao final de 2026, recordando ainda que, em julho, Portugal reembolsou cerca de 10 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro que atingiram a maturidade.


