
O movimento independente Amar e Servir Mire de Tibães, liderado por Joaquim Loureiro, apelou à adoção de medidas urgentes para aumentar a capacidade do atual cemitério da freguesia, considerando que a construção de um novo espaço continua sem uma solução a curto prazo.
Num comunicado divulgado esta terça-feira, o movimento refere que, na sequência das informações transmitidas pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, durante a visita realizada à freguesia em 15 de julho, conclui que “tão cedo não teremos novo cemitério”.
Apesar disso, o movimento reconhece e agradece “o trabalho e esforço do Dr. António Barroso”, da Câmara Municipal de Braga, na procura de uma solução para o problema.
O Amar e Servir Mire de Tibães defende, no entanto, que a freguesia necessita de respostas imediatas e considera que essas passam pela utilização do atual cemitério. Nesse sentido, exige à Junta de Freguesia a abertura imediata de 12 sepulturas, correspondentes à primeira fase de um projeto de 24 sepulturas apresentado pelo movimento em 13 de fevereiro de 2023.
No comunicado, o movimento deixa ainda uma posição firme, afirmando que “não permitirá, em caso algum, que os nossos mortos sejam sepultados noutra freguesia”.
Câmara garante alargamento ainda neste mandato
Entretanto, durante a segunda visita do roteiro “Freguesia a Freguesia”, o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, reafirmou que o alargamento do cemitério de Mire de Tibães será concretizado durante o atual mandato, classificando o processo como prioritário.
Após uma reunião de trabalho com o executivo da Junta de Freguesia, presidido por Jorge Dias, o autarca garantiu que o Município já iniciou contactos para a aquisição dos terrenos necessários à expansão do cemitério, privilegiando uma solução negociada. Caso não seja possível chegar a acordo com os proprietários, a Câmara admite recorrer aos mecanismos legais disponíveis para avançar com a obra.
“Mire de Tibães não pode esperar mais. O nosso compromisso é resolver este assunto já neste mandato”, afirmou João Rodrigues.


