
A freguesia de Salamonde, no concelho de Vieira do Minho, viveu na manhã deste domingo um dos momentos mais solenes das festividades em honra do Imaculado Coração de Maria e de Nossa Senhora de Fátima, com uma procissão marcada pelo respeito, pela oração e pela ausência de pirotecnia.
Carlos Dobreira, ativista ambiental de Braga, marcou presença nas festividades e destacou o respeito e a fé que marcaram esta celebração, enaltecendo os procedimentos adotados e a preservação das tradições locais. Após a Eucaristia, celebrada pelo pároco Fernando Machado, que apelou à participação dos fiéis com espírito de recolhimento e fé, o cortejo religioso saiu da Igreja Paroquial e percorreu as principais artérias da freguesia, passando pela Rua Padre Mesquita Pimentel, Estrada Nacional 103, Capela das Almas e lugar da Cruz, regressando depois ao templo paroquial.

De acordo com Carlos Dobreira, o cortejo religioso teve “cerca de uma hora e meia de duração e integrou a cruz processional, estandartes de São José e de Nossa Senhora das Dores, cinco andores — entre os quais três dedicados a Nossa Senhora de Fátima —, o pálio de seis varas, representantes das autoridades civis, a Banda Musical de Couto de Dornelas, do concelho de Boticas, e numerosos fiéis”.

A celebração destacou-se ainda pela participação do grupo coral da paróquia durante a missa solene e pela prestação da Banda Musical de Couto de Dornelas, que interpretou, ao longo do percurso, as tradicionais marchas fúnebres “Epístola” e “São Martinho”, reforçando o ambiente de devoção e solenidade.
Salamonde viveu uma procissão onde o silêncio, a música sacra e a fé dos participantes foram os principais protagonistas, num testemunho de profunda religiosidade que voltou a unir a comunidade em torno da sua tradição.



