
O PCP acusou o Governo de não ter dado resposta aos prejuízos provocados pela tempestade Kristin, seis meses após o temporal que atingiu várias regiões do país. Em comunicado, os comunistas afirmam que “quase tudo continua por fazer” e criticam a demora na atribuição de apoios às populações, agricultores, empresas e autarquias afetadas.
Segundo o partido, continuam por avaliar e concretizar milhares de candidaturas para a reconstrução de habitações danificadas, enquanto a maioria dos pequenos e médios agricultores e empresários ainda não recebeu qualquer apoio. O PCP denuncia também que muitos caminhos rurais e florestais permanecem por desobstruir e que cerca de 90% das árvores derrubadas continuam no terreno, aumentando o risco de incêndios.
O comunicado refere ainda que escolas, estradas, pavilhões e outros equipamentos públicos continuam à espera de obras de recuperação, acusando o Governo de deixar as autarquias suportarem grande parte dos custos da intervenção.
Os comunistas criticam igualmente a resposta das seguradoras, das empresas de energia e de comunicações, apontando atrasos na reposição de serviços essenciais e situações de precariedade que, segundo o PCP, ainda persistem em várias localidades.
Entre as medidas defendidas, o PCP propõe o reforço urgente das equipas das CCDR para acelerar a análise dos processos, o pagamento dos apoios prometidos, o aumento do investimento na recuperação de infraestruturas públicas e o reforço da capacidade de construção civil para responder às necessidades de reconstrução.
O partido garante que continuará a acompanhar a situação no terreno e a apresentar iniciativas políticas até que as populações afetadas obtenham as respostas que considera necessárias.


