
O PCP requereu uma audição, com caráter de urgência, do ministro da Educação, Ciência e Inovação na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, para prestar esclarecimentos sobre os problemas registados no processo de avaliação dos exames nacionais.
Em comunicado, o partido manifesta preocupação com os constrangimentos verificados durante a atual época de exames, referindo que continuam a existir dificuldades relacionadas com a distribuição e correção das provas, bem como com o funcionamento da plataforma digital utilizada no processo.
Segundo o PCP, os sucessivos adiamentos do calendário de avaliação, da publicação dos resultados e da realização dos exames da segunda fase demonstram que “a situação está longe de estar resolvida”, considerando que “nem mesmo assim há garantias que seja exequível”, face aos constrangimentos que continuam a verificar-se.
O partido afirma que “há exames ainda por distribuir, exames distribuídos a professores aposentados ou a professores de outras disciplinas, há exames que estão incompletos, há trabalho de avaliação que não consta”, acrescentando que a indisponibilidade da plataforma informática registada na segunda-feira significou “praticamente um dia perdido” no prazo alargado para a correção das provas.
No requerimento, o PCP sustenta que “os exames nacionais são um dos requisitos, com um peso determinante, para o acesso ao ensino superior”, defendendo que a situação “gera uma enorme ansiedade junto dos estudantes e uma grande preocupação das famílias”.
Os comunistas consideram ainda que “a prioridade neste momento é a de garantir que nenhum estudante seja prejudicado na sua avaliação, percurso educativo, incluindo acesso ao ensino superior”, defendendo que compete ao Ministério da Educação e ao Governo assumir responsabilidades e adotar as medidas necessárias para resolver rapidamente os problemas identificados.
Com este pedido de audição, o PCP pretende que o ministro da Educação esclareça as causas dos constrangimentos verificados e apresente as medidas previstas para assegurar que “nenhum estudante fique prejudicado face aos problemas verificados na época dos exames nacionais”.


