
Guimarães deu início, esta quinta-feira, às comemorações nacionais do Dia do Marinheiro com a inauguração do Monumento aos Marinheiros, instalado no Parque da Cidade e dedicado a todos os homens e mulheres que serviram Portugal no mar. A cerimónia marcou um dos momentos mais simbólicos de uma programação que, pela primeira vez, traz à cidade o Dia Nacional do Marinheiro, integrado no 46.º Encontro Nacional dos Marinheiros e nas celebrações do terceiro aniversário da Delegação de Fuzileiros do Minho.
Promovida pela Associação de Fuzileiros, pela Delegação de Fuzileiros do Minho, pela Irmandade da Penha, pela Marinha Portuguesa e pelo Município de Guimarães, a iniciativa decorre até sábado, reunindo cerimónias oficiais, exposições, atividades culturais e homenagens à tradição marítima nacional.
Da autoria do escultor José Castro Silva, o monumento presta uma homenagem permanente às gerações de marinheiros portugueses, simbolizando o espírito de missão, o serviço e os valores associados à Marinha. Executada exclusivamente com granitos e mármores portugueses, a obra inspira-se no navio-escola Sagres e estabelece um diálogo entre a embarcação e a figura humana, representando, segundo o autor, “o navio e o homem, a missão e o serviço, a história e a continuidade”.
Na cerimónia inaugural estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, o vice-chefe do Estado-Maior da Armada, vice-almirante Pedro de Sousa Costa, o presidente da Delegação dos Fuzileiros do Minho, Fernando Almeida, o juiz da Irmandade da Penha, Jorge Mendes Roriz Neiva, além de diversas entidades civis e militares.
Ricardo Araújo destacou o significado histórico e simbólico da homenagem, sublinhando que o monumento representa uma escolha de memória e de afirmação de valores que Guimarães assume como seus. O autarca considerou ainda que a iniciativa pretende inspirar as novas gerações, transmitindo a ideia de que o serviço à comunidade e ao país constitui uma das mais elevadas formas de cidadania.
Por sua vez, o vice-almirante Pedro de Sousa Costa salientou o caráter duradouro da obra, considerando que esta ficará como um testemunho permanente da ligação entre Guimarães e o mar, homenageando marinheiros de ontem, de hoje e do futuro.
Também Fernando Almeida realçou o esforço coletivo que permitiu concretizar o projeto, agradecendo o apoio da autarquia e da Irmandade da Penha na concretização de uma ambição antiga da comunidade de antigos militares da Marinha.
As celebrações prosseguem até sábado com um vasto programa que inclui exposições de artefactos navais históricos, demonstrações operacionais, celebrações religiosas, homenagens e o concerto da Banda da Armada. O encerramento contará com a presença do Chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Nobre de Sousa, numa edição histórica que reforça a ligação entre Guimarães e a tradição marítima portuguesa.


