BragaPCP define prioridades para Braga e reforço da organização partidária

PCP define prioridades para Braga e reforço da organização partidária

Comunistas alertam para problemas na saúde, habitação e mobilidade e elegem nova Comissão Concelhia.

© PCP

O Partido Comunista Português (PCP) reuniu, no passado dia 13 de junho, a Assembleia de Organização Concelhia de Braga, sob o lema “PCP, ao Serviço de Braga e do Povo”, num encontro destinado à análise da situação política local e à definição de objetivos para o reforço da intervenção partidária no concelho.

Durante os trabalhos, os comunistas traçaram um retrato da realidade bracarense, destacando “o crescimento populacional do concelho, que ultrapassou os 200 mil habitantes, bem como a forte presença de população jovem e estudantil”. O PCP sublinhou, contudo, “a existência de várias desigualdades e desafios associados ao desenvolvimento do território, apontando problemas relacionados com os serviços públicos, a mobilidade, a habitação e o ordenamento urbano”.

No plano económico, foi destacada “a importância da Universidade do Minho e da indústria tecnológica e de componentes automóveis, setores que contribuem para a capacidade exportadora do concelho”. Ainda assim, o partido considera que “o crescimento económico não tem sido acompanhado por uma valorização adequada das condições de vida e de trabalho da população”.

© PCP

Entre as principais preocupações apresentadas estão “a defesa do Serviço Nacional de Saúde, a oposição à eventual implementação de uma parceria público-privada no Hospital de Braga, a melhoria dos transportes públicos, a redução do tráfego automóvel no centro da cidade e a adoção de medidas de resposta à crise habitacional”.

A assembleia serviu também para avaliar a atividade partidária desenvolvida nos últimos anos, tendo sido aprovadas orientações políticas para o próximo mandato e eleita, por unanimidade, a nova Comissão Concelhia de Braga.

No final do encontro, o PCP reafirmou “a intenção de reforçar a sua organização e intervenção política no concelho”, defendendo “uma maior mobilização em torno das reivindicações que considera essenciais para o desenvolvimento de Braga e para a melhoria das condições de vida da população”.

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