
A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso formalizou a adesão ao movimento internacional Plant Based Treaty, uma iniciativa que defende a transição para sistemas alimentares de base vegetal como resposta às alterações climáticas, à perda de biodiversidade e à degradação dos ecossistemas.
O momento simbólico marcou também o arranque da segunda edição da Semana do Ambiente, que decorre entre 1 e 5 de junho, e teve lugar no Centro de Interpretação do Carvalho de Calvos. O Município esteve representado pelo presidente da Câmara, Frederico Castro, enquanto o Plant Based Treaty foi representado por Noel Santos, responsável pela entrega do certificado de adesão.
Na ocasião, o autarca destacou a importância de envolver as novas gerações na construção de políticas ambientais mais sustentáveis, sublinhando o papel das escolas na mudança de comportamentos a médio e longo prazo. “Queremos que as faixas etárias que estão neste momento na escola tenham contacto com esta necessidade de boas práticas ambientais”, afirmou.
Também o representante do movimento internacional, Noel Santos, defendeu a necessidade de repensar os sistemas alimentares, aproximando-os de modelos mais sustentáveis e alinhados com a dieta mediterrânica.
O primeiro dia da iniciativa contou com a presença de responsáveis políticos, técnicos, entidades regionais e representantes do setor educativo e ambiental, incluindo a vice-presidente da CCDR-N, Gabriela Leite, e representantes da CIM do Ave, CONFAGRI e Braval.
Foram promovidos dois painéis de debate, dedicados à gestão de resíduos e à requalificação de espaços escolares, com a participação de várias entidades ligadas ao ambiente, educação e administração local.
Ao longo do dia, estudantes e comunidade participaram em atividades como uma eco-caminhada e um showcooking dedicado a alimentação saudável e sustentável, dinamizado em parceria com o Plant Based Treaty e a ASPEA.
Está também prevista a integração de workshops e showcookings em eventos municipais, bem como ações no âmbito do programa “Cozinha Feliz”, focadas em gastronomia vegetal acessível e saudável.
Outro dos eixos estratégicos passa pela reestruturação das hortas comunitárias do concelho, com eventual relocalização e valorização destes espaços enquanto polos de soberania alimentar e coesão social.
A autarquia pretende ainda lançar uma campanha de literacia alimentar dirigida a diferentes equipamentos públicos, reforçando a ligação entre saúde, sustentabilidade e ambiente.
Segundo o Município, “estas medidas poderão contribuir para a redução do consumo de água, emissões de carbono e custos operacionais, além de reforçar o acesso a financiamento europeu ligado à transição climática”.
A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso afirma ainda a ambição de “posicionar o concelho como referência em políticas ambientais no Minho, através de uma estratégia centrada na educação, sustentabilidade e inovação social”.


