
A GNR alertou para o fenómeno de furtos no interior de veículos, que tende a intensificar-se com a aproximação da época estival. Apesar de em 2025 se ter registado uma diminuição de 7,6% no número de crimes em comparação com o ano anterior, a GNR intensificou a sua resposta operacional, registando um aumento de 160% no número de detenções por este ilícito. Em Braga, no ano passado, foram registados 522 casos.
“Este tipo de crime ocorre prioritariamente em zonas de maior densidade populacional e junto à orla costeira, aproveitando os períodos de lazer e a maior afluência de turismo sazonal. Os autores direcionam a sua atuação para viaturas em parques de estacionamento de praias, centros comerciais, palácios e museus”, refere a Guarda.
Em 2025, a GNR registou um total de 5.667 crimes, menos 470 do que em 2024, sendo o Porto o distrito com o maior volume de ocorrências (1440). Em Setúbal registou-se 722 crimes, houve em Lisboa, 629 em Faro, 573 em Aveiro e 522 em Braga.
A GNR afirma que a prevenção “é a primeira barreira de segurança”. “Muitos destes furtos ocorrem por oportunidade, ao serem deixados bens visíveis do exterior. Nesse sentido, recomenda-se que tranque sempre o veículo, verifique janelas, vidros e tetos de abrir, mesmo que se ausente por pouco tempo; não deixe objetos visíveis do exterior. Se tiver de guardar bens na bagageira, faça-o antes de chegar ao local de estacionamento, para não indicar onde os mesmos se encontram; opte por estacionar em locais seguros, com preferência por locais iluminados, movimentados ou com vigilância; ative o alarme e, se possível, utilize aplicações de localização em equipamentos eletrónicos (tablets, computadores, telemóveis. Caso detete sinais de arrombamento no seu veículo evite a contaminação do local do crime para preservar vestígios que auxiliem a investigação; contacte as autoridades facultando o máximo de informação (local, descrição dos bens, suspeitos ou viaturas estranhas que tenha avistado). A descrição detalhada e fotografias dos bens furtados são essenciais para uma possível recuperação”, alerta a GNR.
A Guarda Nacional Republicana sublinha que mantém um patrulhamento reforçado nestas áreas críticas, reafirmando que “a segurança de todos começa com a responsabilidade e prevenção de cada cidadão”.


