
A Ágora do Hospital de Braga recebe, durante o próximo mês, a exposição de fotografia de vida selvagem ‘Os nossos vizinhos selvagens’, da autoria de Carlos Palma Rio, fotógrafo natural de Fão, concelho de Esposende, com 25 anos de experiência na fotografia de natureza. A entrada é gratuita e a exposição pode ser visitada por todos os utentes, profissionais e visitantes do Hospital de Braga.
Composta por 17 fotografias de animais selvagens, a exposição revela a diversidade faunística da mata de folhosas situada entre Apúlia e Fão, numa área conhecida como Marouços, um espaço verde que coexiste com zonas urbanizadas e que alberga uma riqueza natural muitas vezes ignorada pela população. As imagens captadas por Carlos Palma Rio mostram que a natureza selvagem está mais próxima do quotidiano urbano do que habitualmente se imagina.
O trabalho fotográfico que deu origem a esta exposição esteve também na base do documentário “Marouços, o último refúgio”, aprofundando o olhar sobre este ecossistema e a sua importância para a preservação da biodiversidade local.
Para além do seu valor estético e ambiental, a exposição tem como propósito contribuir para o bem-estar de quem frequenta o espaço hospitalar, humanizando o ambiente clínico através da arte e da natureza. A iniciativa alinha-se com a dimensão cultural e humanista que a ULS Braga tem vindo a promover, reconhecendo o papel do ambiente físico e das experiências culturais na recuperação e no bem-estar dos doentes.
“Sou acompanhado no Hospital de Braga desde há muitos anos e também o meu neto nasceu neste hospital. Estamos muito agradecidos pela forma como o Hospital de Braga tem cuidado de nós. Por isso, gostaria de retribuir fazendo uma exposição de fotografia”, refere Carlos Palma Rio.
Mais do que apresentar imagens de fauna local, a exposição pretende despertar nos visitantes uma maior consciência sobre a necessidade de preservar os habitats naturais que subsistem junto às áreas habitadas. Estes espaços verdes funcionam como refúgios essenciais para diversas espécies e desempenham um papel determinante no equilíbrio ecológico, mesmo quando situados no interior ou na periferia das cidades.
‘Os nossos vizinhos selvagens’ convida, assim, o visitante a olhar de forma mais atenta para a natureza que o rodeia e a reconhecer que a conservação destes ambientes é também uma forma de proteger a biodiversidade que partilha connosco o território.


