
O PCP celebrou o 105.º aniversário com um jantar em Braga. A iniciativa, sob o lema “Projecto. Luta. Confiança”, contou com animação musical por parte de elementos do grupo Cantares da Terra e com um jantar.
“Com os pés bem assentes na terra transformaremos o sonho em vida”, foi desta forma que terminou a intervenção de Pedro Fernandes, da Juventude Comunista Portuguesa. Saudou o PCP e o seu “mais de um século de combate pelos interesses da juventude”. Falou no Dia Nacional do Estudante, construído no ensino secundário e superior, e apelou à Manifestação Nacional convocada pelo Movimento Associativo no dia 24 de março pela Gratuitidade, Alojamento e Democracia no Ensino Superior.
João Sousa, da Comissão Concelhia de Braga do PCP, mencionou que “em 105 anos, o PCP atravessou a Primeira República, teve um papel ímpar na resistência ao fascismo português e ao seu derrube, que teve um papel decisivo na Revolução de Abril”. “O PCP existe com a tarefa de lutar e defender quem vive do seu trabalho. Por isto, o PCP é indispensável. Em Portugal não houve avanço, conquista ou direito conquistado nos últimos 105 anos que não tenha contado com as ideias, o esforço, a luta, o contributo directo ou indirecto do Partido Comunista Português”, explicou.
Margarida Botelho, do Secretariado e da Comissão Política do Comité Central, falou sobre” a situação internacional, marcada pela confrontação e agressão promovidas pelo imperialismo”. “O militarismo e a guerra são sintomas da crise estrutural do capitalismo e das dificuldades que as principais potências capitalistas enfrentam, com os EUA à cabeça. Os EUA não conseguem continuar a impor a sua hegemonia com as regras e os instrumentos económicos que eles próprios ditaram e impuseram ao mundo desde o fim da Segunda Guerra Mundial e, sobretudo, depois do fim da União Soviética”, disse.
“No plano nacional, intensifica-se a política de direita, ao serviço dos interesses dos grupos económicos, de abdicação da soberania nacional e de submissão ao imperialismo, em crescente confronto com os interesses dos trabalhadores, do povo e do país. O Governo PSD/CDS agrava os problemas, degrada as condições de vida, acentua as injustiças e as desigualdades, compromete o desenvolvimento e a soberania do país, agrava a exploração, ataca os direitos laborais, faz regredir direitos e degrada os serviços públicos, dificulta ainda mais o acesso à habitação, promove privatizações. Numa frase, querem fragilizar tudo o que é público para ficar o espaço livre para os grupos económicos”, disse a dirigente do partido.


