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Comissão de Utentes da Saúde contra aumento do preço do estacionamento no Hospital de Braga

De acordo com a Comissão, os profissionais de saúde têm uma despesa anual na ordem dos 612 euros.

© Hospital de Braga

A Comissão de Utentes da Saúde de Braga contestou “os sucessivos aumentos no preço do estacionamento no Hospital de Braga”, numa nota enviada à redação.

De acordo com a Comissão, “são mais 2 euros por mês no ano passado e mais 1 euro este ano”, que representam um aumento acumulado de 3 euros por mês para os profissionais de saúde e 6,70 euros por dia para os utentes. “Quem tiver de colocar o carro, obrigatoriamente” lá, por falta de alternativa, como é o caso dos profissionais de saúde, tem uma despesa anual na ordem dos 612 euros”, contesta

A Comissão de Utentes da Saúde de Braga reforça que “este agravamento pesa fortemente sobre quem trabalha todos os dias no hospital e sobre os doentes e familiares que necessitam de cuidados regulares. Estamos a falar de centenas de euros por dia retirados do rendimento de profissionais de saúde e de utentes já fragilizados. Acresce que, 25% da receita reverte para ACSS – Administração Central do Sistema de Saúde. Isto significa que, o estacionamento deixou de ser apenas um serviço de apoio e passou a ser também um instrumento de financiamento, feito á custa de quem precisa do SNS”. 

Esta Comissão considera “inaceitável que se transforme um hospital público numa fonte de lucro através do estacionamento; que se penalizem profissionais que garantem o funcionamento do SNS; que se agravem encargos para doentes e famílias em situação de vulnerabilidade” e exige “a redução imediata do preço por parte da empresa que explora os parques, no valor de 1,50 euros por dia; que a parte da receita destinada à ACSS reverta integralmente para a descida das tarifas; transparência total sobre os valores arrecadados e os contratos estabelecidos; isenção da taxa de estacionamento para utentes com doenças especiais e crónicas – atestados multiusos – que necessitam de tratamentos regulares e mais respeito pelos utentes, pelos profissionais de saúde e pelo SNS – Serviço Nacional de Saúde”.

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