
O movimento independente Amar e Servir Braga pretende instalar um tram-train no concelho, meio de transporte elétrico híbrido. O projeto foi apresentado esta terça-feira, no apeadeiro de Ferreiros.
Este projeto é “a resposta à solicitação da candidatura às eleições autárquicas de 2025 ‘Amar e Servir Braga’ à empresa Sextante Motriz” para “dar resposta aos problemas encontrados e às preocupações da população”.
Para o movimento independente Amar e Servir Braga, o ramal de Braga, gerido pela IP – Infraestruturas de Portugal, “pode ter outros operadores a fazer outros serviços em concorrência com a CP”.
“Há que introduzir um novo operador que passa a oferecer um serviço com frequência de 10 minutos entre Arentim e Ferreiros, compatibilizado com o serviço da CP nestes 8 km que são percorridos em 12 minutos. A possível expansão do serviço para sul terá de ser articulada com as autarquias vizinhas. A partir de Ferreiros o veículo segue, em canal dedicado, pela Rua Cidade do Porto, Rodovia e Fojo até ao limite do Concelho em São Mamede D’Este onde nascerá uma nova centralidade e será instalado um interface, assim como o PMO – Parque de Material e Oficinas. O veículo não pode ser sobre pneus (BRT) porque já vem em carris desde Arentim”, explicou Ricardo Silva, candidato à Câmara de Braga.
O Tram-Train é um elétrico híbrido, que permite que o mesmo veículo possa circular numa linha de elétrico urbano, mas também pode circular no canal ferroviário pesado. “O Tram-Train é a solução em muitas cidades, que começou em Karlsruhe em 1992 e tem vindo a ser instalado em muitas outras cidades. Cádis inaugurou o serviço de Tram-Train em 2022. Este serviço deve considerar uma inversão de sentido de marcha junto à estação de Ferreiros por forma a não comprometer o serviço na zona densa da cidade por constrangimentos da linha férrea Porto – Braga”, sustentou o candidato.
O movimento explicou ainda que “este traçado da linha de Tram-Train coincide com a linha de BRT projetada em 3 km, pelo que neste troço o BRT já deve instalar carris e os negativos para os cabos de elétricos por forma a não inviabilizar esta solução. Os veículos poderão ser dotados de um sistema ACR – Acumulador de Carga Rápido que é um sistema de alimentação sem necessidade de catenária ao longo do traçado (cabo fio aéreo de contacto), melhorando o ambiente urbano, tal como sucede em Sevilha. Ao longo do traçado urbano desta linha será construída uma ciclovia tendo como referência o projeto aprovado pela Câmara Municipal de Braga em 2017″.
Para dar resposta ao desenvolvimento da cidade, este projeto visa “trazer uma rede regrante de transportes públicos deve contemplar outras linhas estratégicas para dar resposta às necessidades do presente sem condicionar o futuro. Esta rede tem de dar respostas às necessidades de mobilidade no concelho de Braga, desenhar novas centralidades e criar interfaces atrativos para convidar os automobilistas a interromper a sua deslocação, optando por outros modos de transporte”.
Para o movimento, “o consensual é a necessidade de ter uma ligação direta da Universidade do Minho à cidade eliminando a barreira que hoje constitui a Avenida Padre Júlio Fragata. A linha desde a Estação de Alta Velocidade Ferroviária junto ao E.Leclerc até S. Mamede D´Este tem uma extensão de 10 km e serve a zona histórica de Braga. Será parcialmente a mesma rota da antiga linha do elétrico de Braga entre a Estação e a Universidade do Minho estendida para Este até São Mamede onde será localizado um PMO. Também consensual é a construção de uma linha que percorra a Avenida Frei Bartolomeu do Mártires seguindo pela Av. Júlio Fragata”.
O movimento referiu que “esta linha terá início em Lomar seguindo pela Avenida Miguel Torga, Avenida Dr. Francisco Salgado Zenha, Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires, Avenida Padre Júlio Fragata até ao limite do Concelho de Braga junto ao Rio Cávado. Com uma extensão de 12 km, atravessa o concelho de Braga de Sul a Norte e dá resposta às deslocações dentro do concelho de Braga e participa na resolução do estrangulamento que representa o Nó de Infias, bem como cria a possibilidade de articulação com os concelhos de Vila Verde e Amares. Outra linha estratégica é a ligação de Sul a Norte que tem de percorrer o Centro Histórico não só para dar resposta às necessidades de deslocação, mas também para participar na sua necessária revitalização. Esta linha, que parcialmente será a mesma rota da linha do elétrico de Braga entre o Estádio 1.º de Maio e o Cemitério. Será estendida para sul, através da N101, até às proximidades do Quartel dos Bombeiros Voluntários de Braga, e para Nordeste, para servir as Sete Fontes e o Hospital Central de Braga numa extensão de 7 km”.
A apresentação do projeto contou com a presença de Ricardo Silva, candidato à presidência da Câmara Municipal de Braga pelo Amar e Servir Braga, Mário Meireles, também da lista do movimento e Batista Costa, apoiante do Amar e Servir Braga.


