Opinião105 anos a lutar, a Força de quem nunca desiste

105 anos a lutar, a Força de quem nunca desiste

Artigo de Rui Vilaça.

© Rui Vilaça

Celebramos 105 anos de vida do Partido Comunista Português. Mais do que uma data redonda, mais do que um número, são 105 anos de luta, de coragem e de uma fidelidade inquebrantável ao povo português.

Num tempo em que tantas convicções parecem frágeis e tantas promessas se desfazem ao primeiro sopro de dificuldade, há algo profundamente admirável num partido que atravessou um século inteiro sem renegar aquilo que sempre o definiu, a defesa dos trabalhadores, dos mais humildes e de todos os que sonham com um país mais justo e fraterno.

A história do PCP não é feita de facilidades. É uma história escrita com sacrifício, com clandestinidade, com prisões e perseguições. É uma história de homens e mulheres que enfrentaram a noite longa da ditadura sem nunca baixar os braços, que resistiram quando resistir parecia impossível, e que ajudaram a abrir caminho à liberdade que hoje muitos tomam como garantida.

Mas o PCP nunca viveu apenas da memória. Vive do presente. Vive da luta de todos os dias.

Vive nos locais de trabalho, nas escolas, nas ruas e nas pequenas freguesias deste país profundo onde a política não se faz de ambições pessoais nem de jogos de poder, mas de compromisso sério com o bem comum.

Em freguesias como Ruílhe, no concelho de Braga, esse espírito tem rosto e tem história. Aqui, como em tantos outros lugares, há militantes que fazem política de forma simples e honesta, com os pés bem assentes na terra e o coração voltado para a comunidade. Pessoas que não procuram protagonismo, nem cargos, nem aplausos fáceis. Procuram apenas servir.

É dessa gente que se faz a força do Partido Comunista Português.

De gente que acredita que a política pode e deve ser digna.

De gente que não vira a cara às dificuldades.

De gente que sabe que lutar pelo interesse coletivo é, muitas vezes, um caminho longo e exigente, mas também o único que vale verdadeiramente a pena.

Ser comunista é, no fundo, carregar uma chama que passou de geração em geração. Uma chama feita de esperança, de solidariedade e de uma profunda confiança no povo. Uma chama que não se apaga com campanhas, nem com incompreensões, nem com o passar do tempo.

Porque enquanto houver injustiça haverá sempre razões para lutar.
Enquanto houver desigualdade haverá sempre quem se levante para a combater.

Os 105 anos do PCP são a prova viva dessa persistência.

São a prova de que as ideias que nascem da justiça e da dignidade humana não envelhecem. Pelo contrário, renovam-se em cada jovem que decide participar, em cada trabalhador que se organiza, em cada cidadão que recusa aceitar que o mundo tem de ser como está.

Celebrar estes 105 anos é também renovar um compromisso. O compromisso de continuar a lutar por um Portugal mais justo, mais solidário e mais humano. Um Portugal onde ninguém fica para trás.

Porque a história do PCP, é no fundo, a história de quem nunca desistiu do futuro. E quem luta pelo futuro, nunca luta em vão.

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