
Uma moradora da Rua de Parada, na freguesia de Barbudo, em Vila Verde, denuncia que os residentes continuam sem acesso à rede pública de água e de saneamento, apesar das promessas de intervenção feitas ao longo dos últimos anos.
Em comunicado enviado à comunicação social, Maria da Conceição Oliveira Lopes afirma que a situação “se arrasta há demasiado tempo” e acusa a Câmara Municipal de Vila Verde de não ter concretizado as obras anunciadas para 2025.
Segundo a denunciante, todos os moradores da Rua de Parada têm mais de 70 anos, sendo que um deles possui uma incapacidade permanente de 95%, considerando que esta é “uma população particularmente vulnerável, que deveria merecer uma atenção prioritária”.
A moradora refere que a ligação da rede pública de água termina a cerca de 300 metros das habitações, permanecendo os residentes dependentes de poços particulares. “Há mais de 10 anos que os moradores esperam pela água canalizada”, afirma.
Além da ausência de abastecimento público, denuncia também a inexistência de rede de saneamento básico, mantendo-se as fossas sépticas e os poços de captação de água em proximidade, situação que, no seu entender, poderá representar riscos para a saúde pública.
Outra das preocupações prende-se com a reduzida largura da via, que, segundo a mesma, dificulta o acesso de viaturas de emergência, como ambulâncias do INEM e veículos dos bombeiros.
Maria da Conceição Oliveira Lopes afirma ainda que o caso foi comunicado ao Delegado de Saúde, à Provedoria de Justiça, a grupos parlamentares, aos Bombeiros e a outras entidades competentes.
A denunciante considera igualmente “incompreensível” que tenha sido aprovado um projeto para construção de uma nova habitação na rua, prevendo a instalação de uma fossa séptica e de um poço, uma vez que não existem infraestruturas públicas de água e saneamento.
Apesar das críticas, a moradora refere que recebeu recentemente uma nova informação transmitida pelo Município de Vila Verde à associação ambientalista Quercus, segundo a qual “a rede de abastecimento público de água na Rua de Parada, assim como noutras ruas do concelho identificadas para prolongamento de rede, já foram objeto de concurso público, prevendo-se a consignação da empreitada para meados de agosto”.
Os moradores aguardam agora que a intervenção seja finalmente concretizada, pondo fim a uma situação que, segundo afirmam, se prolonga há mais de uma década.


