
A Câmara Municipal afirmou que a qualidade do ar em Braga tem vindo a registar melhorias consistentes, com particular destaque para a zona da Circular Sul, onde os dados mais recentes evidenciam “uma redução significativa da poluição atmosférica”.
De acordo com os indicadores da estação de monitorização localizada na Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires, a Autarquia explica que se verificou uma diminuição de cerca de 25% na concentração média anual de dióxido de azoto (NO₂) entre 2024 e 2025, passando de 42 µg/m³ para 31 µg/m³. “Este valor situa-se abaixo do limite legal de 40 µg/m³ definido para a proteção da saúde humana, refletindo uma evolução positiva num dos principais poluentes associados ao tráfego rodoviário”, salienta.
Neste âmbito, o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa, sublinha que “a melhoria observada demonstra que as políticas de mobilidade e sustentabilidade implementadas ao longo dos últimos anos estão a produzir resultados concretos”.
Integrada na Rede de Monitorização da Qualidade do Ar da Região Norte e classificada como estação urbana de tráfego, esta infraestrutura, pertencente à CCDR Norte, permite avaliar diretamente o impacto da circulação automóvel na exposição da população à poluição, constituindo um indicador relevante do contexto urbano. Neste sentido, Altino Bessa destaca que “o investimento numa rede alargada de monitorização tem sido fundamental para conhecer melhor a realidade da cidade e sustentar uma atuação mais eficaz”.
Em complemento à rede regional, o Município de Braga dispõe de um sistema próprio de monitorização, operado através da Monitar, composto por 12 estações distribuídas pelo concelho, assegurando uma leitura contínua e territorialmente abrangente da realidade atmosférica local.
Os resultados alcançados decorrem de uma estratégia no domínio da mobilidade e da sustentabilidade ambiental. “O Município tem vindo a reforçar a oferta de transporte público, a investir na criação de ciclovias, a promover modos suaves de deslocação e a implementar medidas de reorganização da circulação urbana. Em paralelo, têm sido desenvolvidas ações de qualificação ambiental, com destaque para a valorização de espaços verdes e para iniciativas de sensibilização dirigidas à comunidade”. Como refere o vice-presidente, trata-se de “um trabalho de continuidade, que exige capacidade de adaptação às crescentes exigências ambientais”.
Os dados relativos a 2025 confirmam igualmente que as concentrações médias anuais de partículas PM10 e PM2,5 se mantiveram abaixo dos valores limite legais em todas as estações monitorizadas, reforçando a tendência positiva verificada no concelho.
Altino Bessa salienta que “o caminho passa por continuar a reduzir emissões, melhorar o ambiente urbano e proteger a saúde dos bracarenses”.


