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PSD Braga pede explicações ao Governo sobre exploração de lítio no Seixoso

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A Distrital do PSD Braga vai solicitar aos deputados eleitos pelo distrito que exijam ao Governo “estudos concretos e objetivos sobre a prospeção e exploração de lítio” no Monte do Seixoso e serras adjacentes que abrangem os concelhos de Celorico de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Amarante e Felgueiras.

“Não podemos pactuar com decisões precipitadas e extemporâneas por parte do Governo de António Costa, que podem colocar as populações e agentes económicos em risco ambiental e por inerência com prejuízos financeiros para a toda esta Região, inserida já no mapa de intenções de prospeção e exploração de Lítio”, alerta Paulo Cunha, presidente da Distrital do PSD Braga e vice-presidente da Comissão Política Nacional do partido.

Já o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, que em conjunto com os autarcas envolvidos neste processo solicitou assessoria sobre esta matéria à UTAD e à UMinho, sublinha que “o Governo não está a tratar este dossier de uma forma séria assente em decisões técnicas, o que pode ser muito prejudicial para todas os habitantes desta região”, adiantando ainda que “é necessário e urgente o Governo apresentar um estudo completo sobre esta matéria”.

Por sua vez, Rui Novais, vereador na Câmara Municipal de Fafe e responsável pela concelhia do PSD neste concelho, também lamenta que “o executivo fafense nada tenha referido sobre esta intenção do Governo socialista que apoia”.

Também o presidente da concelhia do PSD de Guimarães e vereador na Câmara vimaranense, Ricardo Araújo, mostra-se “solidário com a Distrital de Braga e com todas as concelhias do PSD envolvidas, para que este assunto seja discutido com a seriedade que se exige num assunto tão melindroso”.

A concluir, Paulo Cunha reafirma a sua preocupação com “a qualidade da água, cortes dos lençóis freáticos, a escassez de água bem como com a afetação e as consequências económicas que daqui vão advir, uma vez que, para além de se desvalorizarem as terras, a agricultura vai ficar quase impraticável e o turismo também vai perder muito com a existência de uma mina a céu aberto”.

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