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Marcha pela Escola Pública trouxe multidão às ruas de Braga

© Carlos Dobreira

A Marcha pela Escola Pública trouxe, nesta manhã de quarta-feira, centenas de profissionais de Educação até às ruas do centro histórico da cidade, vindos dos concelhos de Amares, Barcelos, Braga, Famalicão, Guimarães, Póvoa de Lanhoso e Vila Verde.

Na marcha, iniciada frente à Igreja da Senhora à Branca, participaram assistentes operacionais, assistentes técnicos, técnicos superiores e especializados, professores de vários grupos de recrutamento, alunos, pais e encarregados de educação.

© Carlos Dobreira

De acordo com Carlos Dobreira, professor do QZP1 desde 2017 mas contratado durante 22 anos referiu que “nos cartazes e faixas era possível ler muitas reivindicações ligadas, por exemplo, à justa contagem de todo o tempo de serviço docente, à exigência do fim das quotas que limitam o acesso ao 5.° e ao 7. ° escalões, à dignidade e respeito para o pessoal não docente remunerado com baixos salários, à precariedade laboral que se arrasta desde os finais do século XX em relação aos professores contratados, à precariedade laboral dos terapeutas, da fala e ocupacional, dos intérpretes de língua gestual, dos psicólogos escolares, assim como à situação dos professores abrangidos pela mobilidade por doença e a necessidade de revogação do Decreto-Lei n.° 41/2022 de 17 de Junho (Regime de Mobilidade de docentes por motivo de doença)”.

Ao longo da marcha foram muitos os cidadãos que se associaram aos protestos com cartazes, faixas ou através de palavras de ordem.

O coordenador do Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (S.TO.P,), André Pestana, esteve presente nesta marcha e proferiu uma intervenção num plenário interconcelhio realizado junto ao busto da escritora Maria Ondina Braga.

André Pestana abordou alguns dos muitos problemas da Escola Pública, desde “o  desrespeito para com os profissionais de Educação por parte de governos sucessivos, a desvalorização salarial dos assistentes operacionais com serviço exigente e extenuante e, com frequência, em ambiente de falta de recursos humanos, os sacrifícios de professores deslocados e distantes das áreas de residência, privando-os da proteção e do afeto a prestar aos seus filhos, até à necessidade se construir uma Escola feliz, de exigência e não de facilitismo, estável e com reconhecimento profissional de quem nela trabalha”.

O dirigente sindical fez ainda questão de mencionar com orgulho que a sua mãe, já aposentada, foi professora de História.

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