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Presidente da JP Braga escreve ao presidente da República e ao Governo sobre recusa de medicamento a bracarense

Juventude Popular

Renata Faria, presidente da Juventude Popular de Braga, redigiu uma carta aberta ao presidente da República e ao Governo, após ter conhecimento que o Infarmed rejeitou o pedido do Hospital de Braga para administrar monoterapia com Lynparza (substância ativa Olaparib) a uma doente oncológica.

Segundo a jovem centrista, “a Susana, pessoa querida e de uma sensibilidade inigualável, vive em Braga, tem 42 anos e tem dois filhos. Aos 34 anos foi-lhe diagnosticado cancro da mama, doença que a tem acompanhado nos últimos oito anos. Durante este período, foi submetida a diversos tratamentos: quimioterapia, radioterapia, hormonoterapia e intervenção cirúrgica – uma vez que o cancro recidivou duas vezes em 2018 e 2019. No final de 2020, o mesmo cenário repetiu-se, contudo, desta vez, o único tratamento possível, que lhe permitirá prolongar e melhorar a sua qualidade de vida, é a monoterapia com Lynparza (substância ativa Olaparib), no entanto, o Infarmed rejeitou o pedido do Hospital de Braga para administrar este tratamento”.

Renata Faria assevera que “em duas semanas, é a segunda vez que temos acesso a este tipo de situações. No caso da Constança, existia um medicamento que ainda não estava autorizado em Portugal pelo Infarmed, todavia, agora a situação agrava-se: o tratamento que a Susana necessita existe e é administrado em Portugal, contudo, apenas em Hospitais privados. O Estado e o Governo recusam este tratamento num hospital público e não comparticipam o mesmo num serviço privado”.

A centrista reforça que “é inadmissível que o Governo continue com esta embirração ideológica, que continue a colocar a ideologia à frente da vida dos portugueses, nomeadamente daqueles que mais necessitam. Não quero entrar em demagogias, mas numa altura em que se gastam e desbaratam milhares de euros em fatos e vinho na presidência portuguesa da União Europeia, é incompreensível que não se façam todos os possíveis e os impossíveis para que a Susana e todos aqueles que se encontrem em situações semelhantes, tenham acesso aos tratamentos e vejam as suas vidas melhoradas”.

Para Renata Faria a saúde é “um direito consagrado” na constituição portuguesa. “Para a Susana, em particular, e para os portugueses, em geral, não lhes interessa quem é detentor da propriedade do hospital onde o tratamento é prestado. Interessa sim a administração do mesmo, independentemente de quem é o dono do hospital. Para eles o mais importa é salvar vidas”, ressalva.

“Enquanto política, humanista e personalista, não posso admitir que as pessoas não estejam no centro da ação política. A Susana não precisa de um favor, apenas precisa que o Estado não lhe falhe, como ela nunca falhou ao Estado e ao país enquanto cidadã portuguesa. Este Governo continua a colocar a sua agenda ideológica e sua submissão perante a extrema-esquerda à frente daqueles que mais precisam. O Governo socialista não pode deixar as ‘Susanas’ e ‘Constanças’ deste país à sua sorte, onde o que tem para lhes oferecer são entraves à vida”, finalizou a centrista.

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