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Portugal fecha Campeonatos Ibero-Americanos com 17 medalhas

© Federação Portuguesa de Atletismo

No último dia de competição, Portugal conquistou mais sete medalhas nos Campeonatos Ibero-Americanos, que terminaram em La Nucia, na Espanha, avultando as medalhas de ouro de Leandro Ramos, no lançamento o dardo, e de Isaac Nader, nos 1.500 metros.

Os dois atletas portugueses assumiam-se como candidatos a chegar ao pódio e cumpriram o objetivo máximo. Leandro Ramos, vindo de uma excelente participação no meeting de Doha, da Liga Diamante, onde foi quarto classificado com recorde de Portugal, com 84,78 metros, não começou muito bem o concurso, mas chegou aos 80 metros no terceiro ensaio e melhorou para 81,37 metros ao quinto ensaio e conquistou o ouro (o recorde dos campeonatos, 81,75 metros, fica para outra oportunidade).

Já Isaac Nader, chegado com o melhor recorde pessoal dos participantes, não se deslumbrou e soube usar as suas capacidades e esperar pela melhor oportunidade para arrancar um triunfo expressivo na prova em que os espanhóis se mostram muito fortes, cortando a meta, destacado, em 3m43s86”.

Como “não há duas sem três”, na prova de 200 metros, Lorene Bazolo conquistou a sua terceira medalha dos Campeonatos, sendo segunda classificada com a marca de 23,67 segundos. Juntou assim a prata dos 200 metros à dos 100 e dos 4×100 metros. Na final de 200 metros, Rosalina Santos, foi sexta classificada (24,08 segundos).

As outras medalhas, todas de bronze, foram conquistadas por Tsanko Arnaudov, no lançamento do peso, com melhor marca do ano (20,43 metros), em prova ganha pelo campeão mundial de pista coberta, Darlan Romani, do Brasil; e pelos oitocentistas Patrícia Silva, que cortou a meta em 2m04s23” (recorde pessoal), e José Carlos Pinto, que fechou a corrida em 1m46s61” (também um recorde pessoal). José Carlos Pinto não fechou aqui o seu pecúlio de medalhas pois fez parte do quarteto português (com João Coelho, Ricardo dos Santos e Mauro Pereira) que obteve a medalha de bronze na estafeta de 4×400 metros, com a marca de 3.07,23, a oitava melhor marca portuguesa de sempre.

Quanto às restantes participações, João Vitor Oliveira foi quarto classificado nos 110 metros barreiras (13,95 segundos, melhor marca portuguesa do ano). Nesta mesma final, Abdel Larrinaga, que já caíra na meia-final, voltou a não ser feliz e a queda de hoje até o impediu de terminar.

Terminaram na quinta posição os atletas Delvis Santos, nos 200 metros (21,33 segundos) e Evelise Veiga, no triplo-salto (13,95 metros); e com o sexto lugar nas suas provas regressam Irina Rodrigues, no lançamento do disco (56,73 metros); Olímpia Barbosa, nos 100 metros barreiras (13,49 segundos) e Anabela Neto, no salto em altura (1,75 metros) para além da já citada Rosalina Santos.

Portugal fecha assim a sua participação nestes Campeonatos com a terceira melhor prestação de sempre, somando 17 medalhas, atrás das 21 de 1998 (ano em que Portugal organizou estes campeonatos em Lisboa) e das 18 da edição inaugural, em 1983 (Barcelona).

A Espanha liderou o medalheiro, com 30 medalhas (14 de ouro, 8 de prata e 8 de bronze), seguida da República Dominicana, com 14 (6-5-3), de Cuba, com 10 (5-3-2), do Brasil, com 22 (4-10-8), e de Portugal, com 17 (3-6-8).

Em termos de pontuação, de finalistas, a Espanha somou 309 pontos, contra 261 do Brasil, com Portugal a fechar em terceiro, com 182 pontos.

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