PAN defende reforço dos meios de deteção da Covid-19 à entrada do país
Sábado , Setembro 26 2020 Periodicidade Diária nº 2586
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PAN defende reforço dos meios de deteção da Covid-19 à entrada do país

Aumentar os meios de controlo e de deteção da Covid-19 à entrada de Portugal, de modo a que a abertura das fronteiras nacionais não venha a representar um aumento do número de casos de contágio, é o objetivo da iniciativa que o Grupo Parlamentar do PAN deu entrada na Assembleia da República.

De acordo com André Silva, porta-voz e deputado do partido Pessoas–Animais–Natureza, “o PAN sempre disse que esta reabertura era necessária, mas que deveria ser cautelosa, para que todos os esforços que o país levou a cabo durante 2 meses não fossem desperdiçados em semanas. O Governo teima em pôr tudo em risco, ao não garantir essa cautela, por exemplo, no que toca à reabertura do país aos voos internacionais. Estes voos são importantes para a retoma do turismo e da restauração, que são das principais atividades económicas do nosso país. Mas o modo como o Governo o está a querer fazer – sem um eficaz controlo sanitário – levanta não só muitas dúvidas como também preocupações”.

Reconhecendo o peso do turismo na economia nacional e, logo, a importância da abertura das fronteiras nacionais, o PAN recomenda, porém, que o Governo  proceda com a devida cautela à reabertura dos aeroportos continentais a voos provenientes de quaisquer destinos, e que “não se fique apenas pela obrigatoriedade de medição da temperatura corporal à entrada”.

Para André Silva, “esta medida é uma espécie de faz-de-conta que controlamos sanitariamente quem entra no país”.  “Só nos últimos dias Portugal recebeu 5 voos vindos do Brasil, país que é nada mais do que o epicentro da epidemia na América Latina e o 3º país do mundo com mais mortes pela Covid-19, contabilizando mais de 600 mil casos e de 35 mil mortes. Apesar de no Brasil, infelizmente, o vírus estar em total descontrolo e de, devido às decisões irresponsáveis e negacionistas de Bolsonaro, a situação não ter quaisquer perspetivas de melhoras à vista, Portugal não só não impede voos provenientes deste país, como à chegada limita-se a fazer controlos sanitários iguais aos que são feitos a passageiros provenientes de quaisquer outros destinos: medir a temperatura corporal”, critica.

No entender do PAN, em linha com diversas organizações de saúde, “somente este tipo de controlo é manifestamente insuficiente, atendendo a tudo o que já sabemos sobre a Covid-19”. “Com efeito, as evidências científicas permitem hoje afirmar que a melhor abordagem no controlo de entrada do vírus no país terá que ser a de uma estratégia combinada de atuação. O ideal seria uma abordagem universal à realização de testes de diagnóstico e de identificação de casos, pois os procedimentos mais eficazes de triagem e de identificação precoce de casos, ao nível dos pontos de entrada internacional, são aqueles que ampliam a rastreabilidade e reforçam os mecanismos de rápido isolamento de indivíduos infetados após a identificação de um caso suspeito”, advoga o porta-voz do PAN.

Na proposta do PAN são dados os exemplos dos procedimentos adotados nos aeroportos das Regiões Autónomas ou de países como a Áustria e Grécia em que são solicitados aos passageiros comprovativos de testes negativos para a Covid-19, feitos pelos passageiros até 72 horas antes da viagem, para além da medição da temperatura corporal.

O PAN propõe assim que ao invés de uma “ótica facilitista”, o Governo opte não por uma postura de “facilitismo sanitário” e adote medidas que salvaguardem a saúde de quem está no país ou de quem chega para o visitar, contribuindo também desta forma para aumentar os níveis de confiança por parte quem procura o país, nomeadamente, para turismo.

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