A Paróquia de Santa Maria de Moure, na Póvoa de Lanhoso, inaugurou o restauro do altar-mor e retábulos laterais da sua igreja.
Este momento representou “o culminar de um objetivo com mais de 30 anos, que foi possível alcançar através do alinhamento de vontades e da união de esforços entre diferentes entidades, como o Conselho Económico, a Junta da União de Freguesias de Águas Santas e Moure e a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso”.
A celebração de uma eucaristia, pelo Vigário Geral da Arquidiocese de Braga, Padre Manuel Joaquim Costa, coadjuvado pelo pároco, Padre Elias Amaral, e pelo antigo Pároco, Padre Guilherme Peixoto. Esteve ainda presente o Arcipreste da Póvoa de Lanhoso, Padre Albino Carneiro.
A recuperação dos altares da Igreja de Moure foi financiada pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, através da União de Freguesias de Águas Santas e Moure.
A inauguração contemplou ainda, no final, o descerrar de uma placa alusiva à concretização deste objetivo e intervenções oficiais.
O protocolo tendente à conservação e restauro do altar-mor e a pintura dos retábulos laterais da Igreja Paroquial de Santa Maria de Moure foi assinado no dia 29 de setembro de 2024, entre a Fábrica da Igreja de Moure, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e a União de Freguesias de Águas Santas e Moure, prevendo a atribuição à Fábrica da Igreja de um subsídio no valor de 150 mil euros.
O maestro Filipe Cunha, diretor artístico da Orquestra Filarmónica de Braga, foi convidado para dirigir a Orquestra di Matera, em Itália.
O maestro de Braga volta a Itália pela quinta vez este ano, desta vez à cidade de Matera (património mundial), para dirigir o concerto.
O convite surge no seguimento do “bom trabalho” que o maestro tem levado a cabo naquele país onde é reconhecido pela sua “enorme expressividade, rigor, musicalidade, e emoção que coloca nas suas interpretações das obras”.
A sua “presença enérgica e a sensibilidade na forma de trabalhar as orquestras, extraindo o melhor de cada um” têm colhido grandes elogios a nível internacional, sendo já neste momento “um grande embaixador da música erudita portuguesa no estrangeiro”.
O concerto terá lugar no dia 21 de setembro, no Palazzo Viceconte, pelas 20:00.
O concerto “amore, visione e sinfonie” terá como solista convidado Francesco Mariozi, no violoncelo, que irá interpretar o Concerto de Haydn em dó maior para Violoncelo e Orquestra. Na segunda parte será apresentada a Sinfonia nr. 29 de Mozart.
Como é hábito, o maestro leva sempre alguma obra portuguesa quando vai dirigir fora do país para dar a conhecer a música nacional, e desta vez será a abertura de João de Sousa Carvalho – l’amore industrioso.
“Dirigir em Itália é sempre especial. Ainda mais numa cidade lindíssima como Matera. Sinto-me muito motivado e honrado por este convite. O programa do concerto é espectacular e tudo isto, associado ao local do concerto que é espectacular, será sem dúvida um momento de muita emoção e glamour”, disse Filipe Cunha.
Mariana Machado terminou a segunda meia final dos 5000 metros em 20.º lugar, com 15m39s61”.
No final da prova, Mariana Machado assumiu que nunca esteve dentro do ritmo da prova. “Saio daqui insatisfeita, triste, desiludida, foi uma época difícil, apesar de ter começado de uma forma muito boa, ter batido recorde nacional dos 10 quilómetros, ter baixado dos 15 minutos aos 5000 metros. Depois passei por uma cirurgia, uma apendicite, passei o mês de junho sem treinar, estava num momento de forma muito em baixo, tentei ao máximo melhorar, estou há dois meses fora de casa, fiz um estágio de altitude, para tentar melhorar a minha forma o máximo possível. Esse período não foi suficiente, senti falta de ritmo, nunca entrei na corrida”, afirmou, notando que “este foi apenas um dia mau”.
Mariana também cumpriu o estágio de aclimatação em Oita e já está há umas semanas no Japão. “Estou a gostar de estar no Japão, tenho muito boas memórias do continente asiático. Foi na China que me tornei campeã do Mundo Universitária, baixei pela primeira vez dos 15 minutos, ambicionava aqui no Japão de voltar a baixar dos 15 minutos, o povo japonês é muito acolhedor, fomos muito bem recebidos, sou muito grata pela forma como esta organização tem gerido este Campeonato do Mundo e peço desculpa se alguma vez fui mal interpretado por alguma atitude minha, mas estou a gostar muito desta cultura, do ambiente, e sem dúvida é um país ao qual desejo voltar”, concluiu.
Na Praça das Medalhas do Estádio Nacional do Japão, num palco multimédia, o português Isaac Nader fez ouvir “A Portuguesa” nos Campeonatos Mundiais de Tóquio 2025.
Isaac Nader foi para a cerimónia junto de Salomé Afonso e do seu treinador Enrique Pascual. Duas cerimónias a antecederem a dos 1500 metros e finalmente Isaac Nader sobe ao palco e recebe a medalha das mãos do presidente da World Athletics.
“É um sonho de criança. Tive de me controlar um pouco, não queria chorar, não é muito a minha coisa, mas não se explica. A medalha de ouro permite ouvir o hino nacional, no futebol ouve-se no início do jogo, nós só ouvimos se ganharmos”, disse o atleta português.
O cancro é uma das principais causas de morbilidade e mortalidade em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os tipos de cancro mais frequentes são o cancro do pulmão (12,4%), mama (11,5%), colorretal (9,6%), próstata (7,3%), estômago (4,8%) e fígado (4,3%). Em termos de mortalidade, os mais letais são o cancro do pulmão (18,7%), colorretal (9,3%), fígado (7,8%), mama (6,8%) e estômago (6,8%). O impacto do cancro digestivo é particularmente expressivo, com mais de 350.000 mortes anuais na Europa devido aos cancros colorretal, gástrico, pancreático e hepático.
Para reduzir a incidência e mortalidade destes tumores, é fundamental a prevenção, por meio da redução dos fatores de risco, e o diagnóstico precoce, alcançado através de programas de rastreio eficazes. O rastreio pode ser organizado e monitorizado, dentro de programas estruturados, ou realizado de forma oportunística durante consultas clínicas.
Em Portugal, existem três programas de rastreio oncológico de base populacional: cancro da mama, cancro do colo do útero e cancro do cólon e reto, que é o cancro digestivo mais frequente. No rastreio do cancro colorretal, são elegíveis todos os adultos assintomáticos entre os 50 e 74 anos. O processo inclui inicialmente a realização de um teste imunoquímico para pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF). Se o resultado for negativo, o teste é repetido passados dois anos. Se o teste for positivo, o utente deve ser rapidamente submetido a uma colonoscopia para detetar e, quando possível, remover lesões precursoras (também designados de pólipos) ou cancro em fase inicial.
Dados de 2022 indicam que o programa de rastreio do cólon e reto está implementado em todas as regiões de saúde, mas a taxa de cobertura populacional foi de apenas 33%, com uma adesão de 41%. Entre os que realizaram o rastreio, 5,9% tiveram PSOF positivo, mas só 35% deste grupo fizeram colonoscopia. Das colonoscopias realizadas, 36% evidenciaram lesões precursoras ou cancro precoce. Embora o programa esteja quase totalmente implementado, a baixa cobertura e adesão limitam a eficácia da deteção precoce, o que resulta na perda de muitas oportunidades de diagnóstico e, por conseguinte, em bastantes mortes que poderiam ser evitadas.
Quando instituído de forma oportunística, é habitual que o exame de rastreio do cancro colorretal escolhido seja a colonoscopia, visto ser o único exame que, para além de diagnóstico é também terapêutico, permitindo a excisão das lesões percursoras num único momento. Pela remoção dos pólipos, a colonoscopia reduz em 76-90% a incidência e em 53-92% a mortalidade por cancro colorretal. Se forem detetados pólipos, o intervalo até à próxima colonoscopia depende do número e tipo histológico dos mesmos. Se não forem detetados pólipos, a colonoscopia só terá que ser repetida no espaço de 10 anos. A colonoscopia é realizada com apoio anestésico e é comparticipada pelos diferentes sistemas de saúde, estando à disposição de todos os portugueses.
O World Cancer Research Fund aponta que 47% dos cancros colorretais podem ser prevenidos pela alteração de fatores de risco, que são: a obesidade, o sedentarismo, o elevado consumo de carne vermelha e/ou processada, a baixa ingestão de frutas e vegetais e os hábitos de consumo de álcool e tabaco.
Para o cancro do estômago, os fatores de risco incluem a infeção por Helicobacter pylori, o álcool, o tabaco, o consumo excessivo de sal e a baixa ingestão de frutas e vegetais. Em Portugal, existe uma prevalência muito elevada da infeção por Helicobacter pylori, estimando-se que entre 60% a 70% dos adultos estejam infetados, o que coloca o país entre os que apresentam maior prevalência na Europa Ocidental. Estudos demonstram que a erradicação do Helicobacter pylori em indivíduos saudáveis reduz a incidência do cancro gástrico. Em Portugal, foi demonstrado que a combinação da endoscopia digestiva alta com a colonoscopia a partir dos 50 anos tem uma relação custo-benefício positiva, razão pela qual todos os gastrenterologistas adicionam a endoscopia digestiva alta à prescrição da primeira colonoscopia de rastreio.
Os cancros do fígado e do pâncreas também apresentam fatores de risco modificáveis. No cancro do fígado, destacam-se a infeção pelos vírus das hepatites B e C e os hábitos alcoólicos. Em ambos os cancros, a obesidade e o tabagismo são fatores importantes.
O cancro digestivo é mais prevalente em adultos com mais de 50 anos, no entanto, a sua incidência em idade inferior a 50 anos tem vindo a aumentar de forma consistente nas últimas décadas a nível mundial. Esta tendência é particularmente evidente no cancro colorretal, mas também se observa no cancro gástrico. Atualmente, cerca de 10% dos novos casos de cancro colorretal ocorrem em indivíduos com menos de 50 anos, sendo que aproximadamente 75% destes diagnósticos surgem entre os 40 e os 49 anos. Este aumento de incidência tem sido atribuído à exposição em idade jovem a fatores de risco relacionados com estilos de vida pouco saudáveis, como padrões alimentares inadequados, excesso de peso e alterações da microbiota intestinal. Face a esta realidade, as recomendações de rastreio do cancro colorretal foram revistas nos Estados Unidos, passando a iniciar-se aos 45 anos. A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia defende igualmente esta posição.
No Dia Mundial do Cancro Digestivo, as recomendações fundamentais são:
Adotar uma dieta rica em frutas e vegetais e pobre em sal e em carne vermelha e/ou processada
Reduzir o consumo de álcool e tabaco
Praticar exercício físico regularmente
Participar no rastreio, seja pelo programa nacional ou de modo oportunístico pela realização de colonoscopia e endoscopia digestiva alta a partir dos 45 anos.
Estas medidas são essenciais para a prevenção e diagnóstico precoce, contribuindo para a redução do impacto dos cancros digestivos na população portuguesa.
O PAN reuniu com a APPACDM – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental, núcleo de Famalicão.
“Queremos um concelho verdadeiramente inclusivo, e que trabalhe nessa inclusão de forma diária”, defendeu a candidata à Câmara Municipal de Famalicão, Sandra Pimenta.
O partido recolheu informações sobre “as principais dificuldades e preocupações” desta associação. Paralelamente, na visita guiada às instalações, a comitiva do PAN conheceu vários projetos que envolvem os utentes em atividades diárias e lhes permitem desenvolver competências.
“Trouxemos desta reunião algo que para nós é também fundamental – a responsabilidade social das empresas locais. E para incentivar essas práticas, defendemos a criação de uma plataforma digital que permita colocar em contacto as várias empresas do concelho e as associações locais, com vista a identificar necessidades, as quais o tecido empresarial pode ajudar a colmatar”, acrescenta Sandra Pimenta.
Como compromisso na defesa destas políticas públicas, o partido entregou o “Compromisso Tricolor”, que reúne um resumo das medidas na área da inclusão que o PAN defende para Famalicão.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizou, na última semana, uma operação nacional de prevenção criminal, através das suas Unidades Regionais, tendo em vista o combate à contrafação em brinquedos e produtos com apelo infantil “suscetíveis de colocar em risco a saúde e segurança dos consumidores mais jovens”.
A ASAE fiscalizou mais de 40 operadores económicos, entre importadores e distribuidores, com especial incidência em entrepostos comerciais de grande volume e estabelecimentos de venda a retalho, tendo resultado na instauração de 28 processos-crime por contrafação, imitação e uso ilegal de marca e, ainda, a aposição indevida da marca CE, ausência de rotulagem em língua portuguesa e incumprimento dos deveres legais do distribuidor.
Esta ação operacional integrada na estratégia de fiscalização do mercado, da ASAE, teve como objetivo “verificar o cumprimento dos requisitos legais aplicáveis à comercialização de brinquedos e à segurança geral dos produtos, com especial enfoque nos artigos da marca ‘POPMART – LABUBU’ e similares, pela popularidade junto da camada mais jovem”.
Foram ainda detidos dois indivíduos e apreendidos no total, aproximadamente 35.000 brinquedos.
Teve início, no Museu D. Diogo de Sousa, o Congresso Internacional de Arqueologia Urbana – Que Futuro?, iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Braga e pela Universidade do Minho. Até ao próximo dia 20 de setembro, o encontro reúne especialistas nacionais e internacionais e pretende refletir sobre os desafios e oportunidades da arqueologia urbana no contexto europeu.
A sessão de abertura contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, do reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, do presidente da CCDR-Norte, António Cunha, e da vice-presidente do Património Cultural I.P., Ana Catarina Sousa.
O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, destacou “o papel estratégico da arqueologia e do património no desenvolvimento da cidade”, sublinhando que “Braga tem realizado um forte investimento na sua valorização, salvaguarda e divulgação”.
O autarca recordou “projetos emblemáticos como o do Convento de São Francisco e o da Ínsula das Carvalheiras”, considerando-os “marcos fundamentais para a afirmação de Braga como referência nacional e internacional neste setor”. “O património deve ser entendido como um vetor estratégico de identidade, cidadania e desenvolvimento, e Braga tem dado provas de estar na linha da frente deste compromisso”, afirmou.
A Unidade Local de Saúde de Braga associou-se ontemàs comemorações do Dia Mundial da Segurança do Doente, uma iniciativa promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), este ano dedicada ao tema ‘Cuidado seguro para cada recém-nascido e cada criança’, sob o lema ‘Segurança do doente desde o início!’.
O objetivo da efeméride foi sensibilizar para a vulnerabilidade de recém-nascidos e crianças a riscos e danos resultantes de cuidados inseguros, apelando a uma ação global para eliminar danos evitáveis e promover melhorias significativas nos cuidados pediátricos e neonatais.
“A segurança do doente é um pilar fundamental da nossa atuação e ganha ainda maior relevância quando falamos de recém-nascidos e crianças, um grupo particularmente vulnerável. Na ULS Braga trabalhamos diariamente para reforçar práticas seguras, promover a formação contínua dos profissionais e envolver pais e cuidadores, garantindo que cada criança tem direito a cuidados de saúde de qualidade, prestados em condições de máxima segurança”, afirma Sílvia Oliveira, coordenadora do Gabinete de Gestão do Risco da ULS Braga.
Em Braga, a data foi assinalada de forma simbólica com a iluminação da fachada do Theatro Circo, que ontem à noite se vestiu de cor de laranja, cor oficial da campanha. A iniciativa contou com o apoio da Braga Eventos, que assegurou a iluminação do edifício.
O PS assinalou o arranque do ano letivo com uma ronda nacional pelas escolas para acompanhar o início das aulas. No distrito de Braga, os deputados eleitos pelo Partido Socialista visitaram a Escola André Soares, onde conversaram com elementos da Direção sobre os desafios iniciais do ano escolar, incluindo questões de logística e recursos.
O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, sublinhou a educação como “o esteio fundamental da democracia”, destacando “a valorização dos professores, auxiliares e técnicos uma prioridade nacional”.
O Partido Socialista sublinha que mantém “o compromisso com a escola pública e com todas as expressões de cidadania”, reforçando “a importância de apoiar a comunidade educativa e garantir condições adequadas para o desenvolvimento de todos os alunos”.