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Famalicão vai assinalar Dia Internacional dos Direitos da Criança

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© CM Famalicão
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O Município de Famalicão vai, na noite desta quarta para quinta-feira, iluminar os Paços do Concelho de azul, de forma de sensibilizar a comunidade e reforçar o compromisso local com a Defesa dos Direitos das Crianças.

Recorde-se que o Dia Internacional dos Direitos da Criança celebra-se esta quinta-feira, 20 de novembro, reafirmando a importância de proteger, promover e defender os direitos de todas as crianças no mundo.

Em 2024, a UNICEF atribuiu a Vila Nova de Famalicão o título de ‘Cidade Amiga das Crianças’ em 2024. Ao longo dos últimos anos, o Município tem criado uma ampla estratégia de desenvolvimento para assegurar que todos os famalicenses, independentemente da idade, condição social e circunstância cultural e religiosa, tenham as mesmas oportunidades de crescimento. O compromisso da autarquia para com o bem-estar das crianças reflete-se na participação do concelho no Programa Cidades Amigas das Crianças e no desenvolvimento do Plano de Ação Local, que pretende dar a conhecer os programas e ações promovidas pelo município para garantir o pleno desenvolvimento dos mais novos e os respetivos direitos.

O Programa Cidades Amigas das Crianças, promovido pela UNICEF, pretende contribuir para a realização dos direitos da criança através da adoção de políticas locais centradas no bem-estar da comunidade e, principalmente, das crianças. A UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância –  é a principal agência humanitária que promove e defende os direitos e o bem-estar das crianças.

Braga: Augusto Canário vai atuar na Aldeia de Jesus em Santa Lucrécia de Algeriz

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© Augusto Canário e Amigos
© Augusto Canário e Amigos

A freguesia de Santa Lucrécia de Algeriz, em Braga, recebe a 12ª edição do Mercado “Aldeia de Jesus” de 5 a 8 de dezembro.

O evento irá decorrer no adro da Igreja e contará com um mercado, um Presépio ao vivo, animação musical, espetáculo de fogo, concerto de Augusto Canário e muito mais.

Programa

5 de dezembro (sexta-feira)

  • 19:00 – Abertura do Mercado
  • Guardião da cidade e Presépio ao vivo

6 de dezembro (sábado)

  • 14:00 – Abertura do mercado com animação
  • 21:00 – Espetáculo musical com concerto do grupo “Amigos em Diálogo”
  • 22:00 – Espetáculo de fogo

7 de dezembro (domingo)

  • 10:30 – Eucaristia com encenação do quadro bíblico “Anunciação do Anjo Gabriel”
  • 14:00 às 18:00 – Animação
  • 18:00 – Espetáculo de rua
  • 21:00 – Espetáculo musical com Augusto Canário
  • 22:00 – Tradicional “Queimada Galega”

8 de dezembro (segunda-feira)

  • 10:30 – Eucaristia com encenação do quadro bíblico “Nascimento de Jesus”
  • 14:00 às 16:00 – Animação
  • 16:30 – Espetáculo musical com os Bomboémia
  • 18:00 – Encerramento do Mercado “Aldeia de Jesus”

Vieira do Minho assinalou 511 anos da atribuição do Foral Manuelino

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© CM Vieira do Minho
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Vieira do Minho celebrou esta sábado, o Dia do Município, assinalando os 511 anos da atribuição do Foral por D. Manuel I, em 1514.

As comemorações iniciaram no exterior dos Paços do Concelho, com o hastear das bandeiras ao som do Hino Nacional, num momento que contou com guarda de honra dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho e do efetivo da Polícia Municipal.

Durante a cerimónia, foram prestadas várias homenagens. O Município homenageou o Guilherme de Abreu e o Álvaro de Magalhães, reconhecendo o contributo de ambos para a valorização histórica e cultural da região. Seguiu-se a homenagem aos ex-combatentes, marcada pela deposição de uma coroa de flores e pela interpretação do Hino do Silêncio, num momento de elevado simbolismo e respeito.

Foi ainda realizada a imposição de insígnias a três elementos da Polícia Municipal, destacando o compromisso e o serviço prestado à comunidade.

As celebrações prosseguiram no Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde tiveram lugar as intervenções oficiais. O presidente da Assembleia Municipal, António Lobo Gonçalves, abriu a sessão, seguindo-se o Convidado de Honra, o Vice-Reitor da Universidade do Minho, Professor Hernâni Gerós, que destacou a importância do território no contexto regional e académico.

O presidente da Câmara Municipal, Filipe de Oliveira, encerrou a sessão com um discurso centrado na identidade, história e futuro do concelho. Na sua intervenção, lembrou que o Dia do Município “celebra a nossa identidade, as nossas gentes, a nossa cultura e a tradição. Celebramos Vieira do Minho, como um todo”.

Sublinhou também que o foral manuelino continua a representar, ainda hoje, “o reconhecimento da nossa autonomia, da nossa dignidade e da nossa vontade de construir uma comunidade forte e coesa”.

O autarca recordou as raízes profundas do concelho e a riqueza histórica do território, afirmando que “Vieira do Minho é um filão do tempo na História da Península Ibérica”, evocando igualmente momentos marcantes como a resistência às invasões francesas e o papel central da região no movimento de Maria da Fonte.

Numa intervenção marcada por forte ligação pessoal à terra, Filipe de Oliveira destacou: “Nasci aqui, cresci por cá, constituí família e vivo no concelho. Nunca me desliguei das minhas raízes vieirenses e sempre procurei lutar pelo progresso na minha terra”.

O presidente reafirmou a visão de um concelho unido e próximo das populações, anunciando que “já foi aprovado o novo regimento das reuniões de Câmara Municipal, que permitirá descentralizar uma reunião mensal aberta à população”, defendendo que “a política é das pessoas e é para as pessoas”.

Quanto ao futuro, destacou os desafios que se colocam a Vieira do Minho, nomeadamente a demografia, a fixação de jovens e a transição digital, reforçando que “a cada desafio deve corresponder uma oportunidade” e que essas oportunidades exigem o compromisso de toda a comunidade.

Deixou ainda um apelo claro à participação cívica: “Participem, questionem, proponham, envolvam-se. Vieira do Minho precisa de cada um de vós”.

A cerimónia terminou com uma mensagem de confiança: “Vieira do Minho é, e sempre será, a nossa casa. E enquanto caminharmos juntos, não haverá limite para aquilo que podemos alcançar”.

PRIO reabre loja de conveniência no posto de abastecimento de Braga Fojo

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© PRIO
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O posto PRIO de Braga Fojo reabriu a loja de conveniência com um conceito renovado e soluções mais modernas.

O posto, localizado na variante do Fojo, passou por uma renovação do seu conceito de loja e dos serviços disponíveis, com foco em “facilitar a utilização diária e proporcionar maior conveniência a todos os que o visitam”.

Aberto todos os dias entre as 07:00 e as 23:00, o posto conta agora com uma loja PRIO & Pronto, com uma cafetaria, e um conjunto alargado de serviços que vão além do abastecimento de combustível.

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Entre os produtos e serviços disponibilizados neste posto destacam-se uma Caixa de Multibanco (ATM); venda de gás engarrafado, lubrificantes para veículos e produtos de limpeza automóvel; raspadinhas e Payshop; serviços de delivery,Glovo e Uber Eats; plataformaToo Good To Go; lockersInPost para receber encomendas e ponto de recolha NACEX; ilha de ar e água; gasóleo profissional, com vantagens adicionais para empresas e profissionais; e terminal de pagamento automáticona bomba disponível 24 horas.

“Esta remodelação simboliza a nossa aposta em estar cada vez mais próximos dos clientes e a nossa estratégia de modernização. Queremos que os postos PRIO continuem a ser espaços funcionais, adaptados às necessidades dos nossos clientes e que estes saibam que podem contar connosco no seu dia a dia”, sublinha Miguel Rangel, diretor de conveniência e Marketing da PRIO.

Até domingo, dia 23 de novembro, no posto PRIO de Braga Fojo, está em vigor a oferta de um café (ou descafeinado) em qualquer compra ou abastecimento.

Empresa de Braga mobiliza clientes e colaboradores a realizar desejos de instituições solidárias

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Este Natal, a Zome, imobiliária de Braga, volta a transformar os seus hubs imobiliários em pontos de encontro entre quem precisa e quem quer ajudar com a ação “Pede um Desejo ao Zomee”. A imobiliária desafia diversas instituições de solidariedade a escreverem um postal dirigido ao Zomee, a mascote da Zome, com um desejo concreto ou necessidade para esta época festiva. Estes postais estarão expostos nos hubs da Zome para serem concretizados pela comunidade de clientes, colaboradores e parceiros da rede.

De 17 de novembro a 17 de dezembro, qualquer pessoa, cliente ou colaborador da Zome poderá visitar um Hub, escolher um dos postais e assumir o compromisso de concretizar o desejo ali escrito. Os presentes deverão ser entregues no próprio Hub, devidamente identificados, para depois serem encaminhados às instituições acompanhados de uma mensagem de Natal personalizada.

A iniciativa “Pede um Desejo ao Zomee” nasceu em 2020 de uma realidade recorrente nesta época: a maioria das instituições recebe sobretudo alimentos, roupa ou cobertores, apesar de muitas vezes também necessitarem de outros apoios, como material escolar, roupa interior, brinquedos, bens de higiene ou equipamentos do dia a dia. Assim, o objetivo é perguntar diretamente às instituições o que realmente precisam e garantir que cada contribuição chega ao destinatário certo, com o impacto certo.

Cada postal pode representar um presente para uma criança, material de apoio para idosos, produtos para famílias ou simplesmente melhorias nos recursos das instituições de ação social inseridas na área de atuação dos hubs, que trabalham diariamente no terreno para ajudar quem mais precisa.

Segundo Carlos Santos, CEO da Zome, “o Natal é um lembrete de que todos temos a capacidade de mudar alguma coisa na vida de alguém”. “Quando aproximamos a comunidade das necessidades reais das instituições, criamos valor onde ele faz mais falta. Na Zome, acreditamos que ajudar não tem de ser complexo para ser transformador. Às vezes começa com algo tão simples como escolher um postal e decidir fazer acontecer”, afirma.

A iniciativa reforça também o compromisso da Zome em “evitar desperdício e promover doações alinhadas com as necessidades reais das instituições, incentivando uma cultura de proximidade, consciência social e responsabilidade coletiva”. Mais do que uma ação de Natal, este movimento integra o projeto Zome 4Life, o programa social da marca, dedicado a envolver colaboradores, clientes e parceiros em causas de impacto comunitário ao longo de todo o ano.

SC Braga abre nova escola Gverreiros do Futuro em Coimbra

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© SC Braga
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O SC Braga vai abrir uma nova escola Gverreiros do Futuro em Touriz, Coimbra. O clube e o GD Tourizense formalizaram uma parceria estratégica para a criação da escola destinada a jovens atletas dos escalões sub-7 até sub-19.

Esta iniciativa visa “promover o desenvolvimento do futebol de forma estruturada e educativa, oferecendo aos participantes a oportunidade de treinar seguindo a metodologia e os valores do SC Braga”.

A escola funcionará sob a marca “Gverreiros do Futuro – SC Braga”, contando com o apoio técnico e metodológico do clube. Os atletas terão acesso a atividades organizadas ao longo da época, enquanto os treinadores receberão formação especializada promovida pelo SC Braga.

Autarca de Guimarães quer 24 de Junho celebrado como feriado nacional

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© CM Guimarães
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O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, expressou, esta segunda-feira, ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, o seu desejo e determinação em ver a data de 24 de Junho, feriado municipal evocativo do Dia Um de Portugal, celebrada como feriado nacional por ocasião das comemorações dos 900 anos da Batalha de S. Mamede, em 2028. 

“A Batalha de S. Mamede, em 1128, foi o momento fundador da nossa nacionalidade. E celebrar os seus 900 anos é a oportunidade de nós projetarmos Guimarães como o berço da nacionalidade, como uma cidade e um concelho histórico fundamental para a nação que hoje somos. Mas, particularmente, para consolidarmos Guimarães como o berço da nação. Esta foi a data em que ocorreu a primeira tarde portuguesa. Assim, celebrar os 900 anos da Batalha de S. Mamede é celebrar Portugal. E é reafirmar que o momento fundador dessa nacionalidade ocorreu, em 1128, aqui, em Guimarães. Parece-nos, por isso, perfeitamente justo e legítimo ambicionarmos que, em 2028, o 24 de junho seja celebrado condignamente a nível nacional. Desde logo, sendo feriado nacional no 24 de junho de 2028. É algo que é importante para a celebração de Portugal. Nós queremos que estas celebrações partam de Guimarães, mas que sejam celebrações nacionais”, afirmou e suportou o presidente do Município de Guimarães na sua intervenção. 

Ricardo Araújo recordou que “José Pedro Aguiar-Branco preside à Comissão de Honra das comemorações” e solicitou os seus “bons ofícios para que o 24 de junho, Dia Um de Portugal, possa ser celebrado «condignamente a nível nacional como feriado nacional», suportando que celebrar os 900 anos da Batalha de S. Mamede é celebrar Portugal”. 

Reiterando o seu empenho na valorização das comemorações dos 900 anos da Batalha de S. Mamede, o presidente da Assembleia da República concordou e reforçou que “estas comemorações não são apenas de Guimarães, têm escala nacional” e que, por isso, “a Assembleia da República deve envolver-se e dar visibilidade à importância desta data para Portugal”.

José Pedro Aguiar-Branco encorajou a Câmara Municipal de Guimarães a articular com o Parlamento, neste âmbito, iniciativas que possam decorrer não só em Guimarães, mas também em Lisboa, no sentido de “reforçar o alcance e afirmação nacional das celebrações da efeméride”. “Temos de ver o momento e o modo em que podemos envolver a Assembleia da República nesta visibilidade importante daquilo que tem a ver com a data, a sua importância para o país e, claro, ao fazermos isso, também estamos a colocar Guimarães no lugar que merece, no que diz respeito à história de Portugal”, considerou. 

Na mesma cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães destacou também o objetivo de celebrar o título de Capital Verde Europeia 2026 como “uma referência nacional e internacional”. “Queremos ser a melhor Capital Verde da Europa de sempre»”, reafirmou Ricardo Araújo, endereçando a José Pedro Aguiar-Branco o convite para que a Assembleia da República possa, também, realizar reuniões e eventos em Guimarães, ao longo do próximo ano. De igual modo, o presidente da Assembleia da República expressou a sua “inteira disponibilidade e empenho colaborativo com o Município”, expressando que “Guimarães tem todas as condições para acolher grandes eventos nacionais e internacionais”.

Literacia em Saúde na Hospitalização Domiciliária: uma década de proximidade, conhecimento e cuidado

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© Sofia Ribeiro
© Sofia Ribeiro

A Hospitalização domiciliária (HD) representa uma modalidade assistencial que combina a complexidade técnica da hospitalização com o conforto e a personalização do cuidado no domicílio. Proporciona uma experiência de cuidados mais centrada na pessoa, reduz os riscos hospitalares e oferece um serviço de excelência, pautado pelo rigor clínico e a visão holística e mais humanizada da Medicina Interna. Esse modelo reduz a interrupção dos cuidados formais e informais existentes no domicílio, gerando maior satisfação do doente e da família.

A importância da literacia em saúde na HD

Ao longo destes dez anos de atividade em Hospitalização Domiciliária, temos testemunhado diariamente o impacto transformador da literacia em saúde.

Cuidar em casa implica uma participação mais ativa do doente e da sua rede de apoio — cuidadores e familiares — no processo terapêutico. Promover a literacia em saúde é, por isso, valorizar o papel da família e do cuidador, prevenindo a rejeição, o abandono e a institucionalização, e reforçando a autonomia e a dignidade de quem cuidamos.

A comunicação entre os profissionais de saúde e o doente adquire uma dimensão ainda mais delicada e atenta. A linguagem técnica, frequentemente utilizada nas instituições de saúde, precisa ser adaptada para um discurso claro e culturalmente adaptado ao doente e aos familiares presentes. Assim, os profissionais devem estar capacitados para avaliar o nível de literacia dos doentes e cuidadores e ajustar as suas estratégias de comunicação, de forma personalizada.

Tecnologias de apoio à literacia

O recurso a tecnologias de informação e comunicação em saúde (eHealth), como o uso de aplicações móveis, plataformas de telemonitorização, vídeos e sistemas de mensagens instantâneas, podem apoiar a gestão da informação e facilitar o contacto entre a equipa de saúde e o doente.  Estas ferramentas digitais, quando bem aplicadas, reforçam a autonomia e a confiança do doente, além de promoverem uma comunicação mais eficaz e contínua entre os intervenientes.

O papel educativo da equipa de HD

A equipa da HD assume um papel educativo essencial. Nas visitas diárias são prestados não apenas cuidados clínicos, mas também momentos de aprendizagem, reforçando a autonomia do doente e a confiança da família.  A literacia em saúde é entendida como um processo contínuo e flexível, ajustado às necessidades e ao ritmo de aprendizagem de cada pessoa. A empatia e o respeito são tão importantes quanto a técnica.

A  literatura demonstra que a HD está associada a uma redução dos custos na ordem dos 26,5%, a uma diminuição das infeções hospitalares e da mortalidade em cerca de 38% em 6 meses. Mas mais do que números, são as histórias humanas que confirmam o valor deste modelo: famílias mais confiantes, cuidadores mais capacitados e doentes mais envolvidos no seu processo de recuperação.

Desafios e estratégias práticas

É indiscutível que o sucesso dessa modalidade de internamento depende fortemente do nível de literacia em saúde dos envolvidos, ou da recetividade para adquirir conhecimento,  já que o doente e os cuidadores tornam-se corresponsáveis pela execução de procedimentos, monitorização de sinais e comunicação com a equipa de saúde.

É frequente encontrarmos famílias com baixa literacia académica, mas com enorme disponibilidade afetiva para cuidar. Ensinar, reforçar e acompanhar são atos profundamente gratificantes. À data da alta, estas famílias estão quase sempre mais fortes, mais autónomas e mais seguras. Quando necessário, prolongamos o internamento para consolidar ensinos e garantir segurança. Estes ganhos são incalculáveis, tanto no plano individual, como no social.

Dimensões da literacia em saúde na HD

A literacia em saúde na HD assenta em quatro dimensões essenciais: a capacidade de aceder à informação, compreender as orientações clínicas, aplicar o conhecimento na prática quotidiana e manter a motivação para aprender. Esta última dimensão, embora menos formalmente descrita na literatura, é determinante, pois o envolvimento emocional e a vontade de aprender são motores essenciais da recuperação.

Os desafios variam com a idade, o contexto sociocultural, o nível educacional e as condições habitacionais. As equipas de médicos e enfermeiros procuram dar resposta a estas limitações de forma individualizada. Por vezes, é necessário simplificar esquemas terapêuticos com administrações únicas diárias, adaptando horários à disponibilidade da vizinha do lado, utilizar imagens representativas nos recipientes dos medicamentos, realizar ensinos de cuidados no leito ou propor adaptações nos quartos, para facilitar a prestação dos cuidados e reduzir o risco de quedas.

São muitas as histórias que refletem a criatividade e a proximidade da HD. Recordamos, por exemplo, um doente com necessidade crónica de broncodilatadores, cuja filha, cuidadora principal, era invisual. Os ensinos foram dirigidos ao neto de nove anos, que assumiu com orgulho e competência a administração do tratamento. Este caso mostra como a hospitalização domiciliária se molda à realidade de cada família e promove a literacia funcional desde cedo.

O papel dos cuidadores informais

A capacitação dos cuidadores informais é um pilar essencial. Cuidadores formados e apoiados contribuem para prevenir agudizações, reduzir internamentos e aliviar a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde. A sua ação diária — gerir a medicação, apoiar na alimentação, higiene e cuidados básicos — é decisiva para a qualidade de vida do doente. Além do cuidado físico, prestam também apoio emocional e social, tornando-se parte integrante do processo terapêutico.

Promoção e políticas de literacia em saúde

Promover a literacia em saúde em contexto de HD exige uma abordagem global. É necessário que a educação em saúde seja reconhecida politicamente como componente essencial do plano terapêutico e da sustentabilidade do sistema de saúde. A formação dos profissionais deve incluir competências pedagógicas e de comunicação, e as Unidades de HD devem continuar a criar materiais educativos acessíveis, programas de capacitação de cuidadores e indicadores que permitam avaliar o impacto desta aposta.

A transição de um modelo centrado no hospital para um modelo centrado no doente, na família e na comunidade é um caminho de futuro. A literacia em saúde é o alicerce desse percurso — o que transforma cuidados em conhecimento, e conhecimento em autonomia.

Em suma, ao celebrar dez anos de Hospitalização Domiciliária, celebramos também uma década de confiança, proximidade e partilha de saberes. Investir na literacia em saúde no contexto da hospitalização domiciliária é investir na sustentabilidade do SNS, na dignidade dos doentes e na construção de uma sociedade mais informada, solidária e saudável.

Livro “José Veiga, o desenhador da alma de Braga” apresentado esta terça-feira

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© CM Braga
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Vai ser hoje apresentado o livro “José Veiga, o desenhador da alma de Braga”, de Ana Maria Macedo, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, às 18:00.

A iniciativa contará com a presença de João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga.

A apresentação do livro decorre no mesmo local onde está patente uma exposição de homenagem a José Veiga, que pode ser visitada até ao dia 22 de novembro.

GNR registou 179 acidentes em Braga

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A GNR registou 179 acidentes no distrito de Braga na semana de 10 a 16 de novembro, que resultaram em quatro feridos graves e 51 feridos leves.

Nesse período, a Guarda deteve 35 pessoas, destacando 16 por condução sob o efeito do álcool, seis por condução sem habilitação legal, quatro por tráfico de estupefacientes, três por furto, dois por violência doméstica e um por crimes de caça.