
Até às 12:00 votaram 22,35% dos eleitores para as Presidenciais 2026, segundo consta no portal do Ministério da Administração Interna.

Até às 12:00 votaram 22,35% dos eleitores para as Presidenciais 2026, segundo consta no portal do Ministério da Administração Interna.

No atual panorama do discurso político nacional e local, assistimos a uma inversão perversa da dialética clássica. A crítica é frequentemente recebida não como um contributo, mas como uma declaração de guerra. Esta resistência manifesta-se através de uma tríade perniciosa: o ataque pessoal (ad hominem), a negação da responsabilidade e o isolamento na sobranceria hierárquica.
O recurso ao ataque pessoal é o sintoma mais evidente da debilidade argumentativa. Quando o conteúdo de uma crítica é sólido, o recetor, incapaz de o refutar logicamente, opta por assassinar o carácter do emissor (“matar o mensageiro”, como prosaicamente costumamos dizer).
Na esfera política, este fenómeno é exacerbado pela polarização. Se um erro de gestão é apontado, a resposta padrão não é a análise dos dados, mas a catalogação do crítico como “opositor” ou “ressentido”. Admitir um erro exige que o indivíduo aceite uma imagem de si mesmo que não corresponde à sua idealização de competência. Para evitar o desconforto desta tensão, prefere-se atribuir a culpa a fatores externos, a interpretações erradas ou, no limite, a uma intenção malévola de quem critica.
A sobranceria, ou o que os gregos chamavam de húbris, é, por estes dias, algo tão comum no debate político que nos questionamos se a forma não pretende subvalorizar o conteúdo e torná-lo imune ao contraditório. Os decisores políticos devem saber lidar com visões contrárias, pois um líder que não desce do seu palácio de cristal torna-se refém da sua própria infalibilidade fictícia. Enquanto a crítica for encarada como uma afronta pessoal e não como um instrumento de aferição, continuaremos reféns de lideranças frágeis que confundem autoridade com autoritarismo.
Um dos aspetos mais desoladores do panorama atual é a formação de “exércitos” de subordinados e seguidores. Estes grupos não funcionam como filtros de qualidade, mas como câmaras ressonância e escudos humanos. Quando há críticas, estes seguidores não param para analisar os argumentos da parte contrária, mas limitam-se a “defender a sua dama” com uma ferocidade cega. Isto preocupa-me, pois, a lealdade acrítica anula o pensamento individual. Queremos tribos ou indivíduos com pensamento crítico? Ter pessoas com ideias diferentes, sem medo de as expressar, abertas ao contraditório e à critica enriquece qualquer instituição, incluindo partidos e movimento políticos.
Ressalvo, no entanto, que o peso da integridade não recai apenas sobre quem recebe a crítica. Por vezes, a crítica é mal fundamentada, enviesada ou movida por interesses que nada têm a ver com a melhoria da realidade. Exige-se, igualmente, que quem critica saiba retratar-se de forma honesta e célere quando percebe que errou. Se persiste num erro óbvio por mera teimosia ou estratégia, as suas intervenções futuras serão lidas como meros artifícios mediáticos ou ataques políticos. A autoridade moral para apontar o dedo a outrem advém da capacidade de apontar o dedo a si mesmo quando o erro é próprio.
Em suma, enquanto o ego for maior do que o desejo de aprender, continuaremos presos num ciclo de ataques e defesas que nada constroem. É necessário exercer uma cidadania institucional que privilegie a solução em detrimento da retaliação. Quando o “exército de seguidores” abdica do pensamento crítico para proteger o líder, ou quando quem critica o faz apenas por artifício mediático, ambos estão a falhar a sua responsabilidade para com o bem comum.

O Forum Braga recebe, no fim de semana de 14 e 15 de fevereiro, os 33.º Campeonatos Nacionais de Clubes em Pista Curta, 1.ª e 2.ª Divisão.
A prova é organizada pela Federação Portuguesa de Atletismo e pela Associação de Atletismo de Braga.
A competição decorre no Pavilhão do Forum Braga, reunindo os principais clubes nacionais, com entrada livre.

O Núcleo de Estudantes de História e Arqueologia da Universidade do Minho (UMinho) promove de 10 de fevereiro a 31 de março o curso breve online “Entre deuses, pirâmides e faraós: uma introdução ao Antigo Egipto”. A formadora é a arqueóloga Cláudia Barros, investigadora do Centro de Estudos Humanísticos da UMinho e professora da Universidade Pontifícia Bolivariana (Colômbia).
Os governos da era dos faraós, os deuses, a construção das pirâmides e túmulos, os avanços na medicina, a escrita hieroglífica e o fenómeno da egiptomania (desde Napoleão a Hollywood) são alguns temas a abordar. As oito sessões do curso vão decorrer à terça-feira, das 18:00 às 20:00. As inscrições estão abertas online, são a 16 euros e dão direito a um certificado do curso com a nota do teste final de conhecimentos.
“Decidi partilhar a paixão desmedida que tenho, desde cedo, pelo mundo dos faraós e quero sensibilizar para a sua importância, explorando temas sociais, políticos, religiosos, económicos e esclarecendo algumas polémicas”, frisa Cláudia Barros. Por exemplo, sabia que no antigo Egipto a mulher podia gerir propriedades, testemunhar em tribunal e até divorciar-se? Ou que as pirâmides de Gizé foram erigidas com operários pagos e não com escravos como cita a “Bíblia”? Ou que a língua egípcia incluía sons e palavras que imitavam os animais?
Cláudia Barros fez a licenciatura e o mestrado em Arqueologia na UMinho, onde está a fazer o doutoramento em Ciências da Cultura. É autora do site “Ancient Egypt”, do canal YouTube “Debaixo dos pés da Esfinge” e do livro infantil “As aventuras do pequeno Ramsés”. Participou em escavações em Marrocos (Ksar Sghir) e Portugal (Boticas, Guimarães, Viana do Castelo), tem publicado em revistas científicas, é a delegada para Portugal da Associação Galega de Egiptologia e ainda tradutora da “World History Encyclopedia”, no âmbito da Assirologia e Egiptologia.

A Junta de Freguesia de Padim da Graça, em Braga, está a promover uma campanha solidária de apoio à população de Leiria com a recolha de bens de primeira necessidade.
A Autarquia local está a aceitar:
Alimentos não perecíveis
• Arroz, massas e leite
• Conservas (atum, sardinhas, salsichas, feijão, grão, milho, entre outros)
• Bolachas, cereais e barras energéticas
• Papas e outros alimentos infantis
Produtos de higiene pessoal
• Sabonetes e gel de banho
• Pasta e escovas de dentes
• Desodorizantes
• Papel higiénico
• Pensos higiénicos e fraldas para adultos
Água engarrafada
• Garrafas individuais ou garrafões
Artigos para bebés
• Fraldas (todos os tamanhos)
• Toalhitas
• Leites infantis e papas
Cobertores e vestuário para todas as idades
Os bens deverão ser entregues na Junta de Freguesia de Padim da Graça, na Rua da Escola Velha, n.º 27, no horário de funcionamento, às segundas, das 14:00 às 17:00, quartas, das 20:30 às 21:30, e quintas, das 09:00 às 12:00.

O SC Braga recebe hoje, às 18:00, o Rio Ave, em jogo da 21.ª jornada da I Liga. Na antevisão, Carlos Vicens disse que a equipa tem de dar continuidade ao bom momento que atravessa e somar os três pontos.
“A nossa atenção está centrada em nós e na forma como vamos encarar o encontro. Precisamos de apresentar um rendimento elevado e entrar em campo com mentalidade vencedora. É com essa atitude que estamos a trabalhar. Ainda não atingimos o nosso patamar ideal, a equipa está em evolução e continuamos à procura da melhor versão do SC Braga. Fechámos bem o último mês e entrámos de forma positiva em fevereiro. Temos de tirar partido do intervalo entre jogos para reforçar a ambição, a intensidade e a energia, começando as partidas com personalidade e foco total”, afirmou o treinador do SC Braga.

O Município de Braga ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, na sequência da Declaração da Situação de Contingência, publicada hoje em Diário da República.
A decisão surge face à previsão de condições meteorológicas adversas susceptíveis de provocar risco significativo para pessoas, bens e ambiente, com potencial impacto no concelho de Braga até às 23:59 do dia 15 de fevereiro.
A ativação do plano, determinada pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Braga e presidente da Comissão Municipal de Proteção Civil, Altino Bessa, vigorará “enquanto se mantiverem as circunstâncias que justificaram esta medida ou até nova determinação em contrário”.
“Com esta decisão, são acionados mecanismos excecionais de prevenção, planeamento, coordenação e resposta operacional, garantindo uma atuação articulada de todos os agentes de proteção civil e entidades com dever de cooperação. A Comissão Municipal de Proteção Civil permanecerá em permanente articulação e em estado de prontidão, assegurando a coordenação institucional e operacional das ações previstas no plano, com o objetivo de salvaguardar a segurança das populações, proteger bens e minimizar eventuais danos”, refere a Câmara de Braga.
O Município de Braga diz que acompanhará permanentemente a evolução da situação, apelando à população para que se mantenha informada através dos canais oficiais e adote comportamentos preventivos adequados às condições meteorológicas previstas.

Portugal é vice-campeão da Europa de Futsal. A Seleção Nacional perdeu frente à Espanha, este sábado, na final, por 3-5.
A Espanha vence com golos de António Pérez (2), Raya, Toni Pérez e Adolfo Fernández. Afonso Jesus, Rúben Góis a Pauleta fizeram os tentos portugueses.
Portugal falhou a conquista do “tri”, após ter vencido em o título em 2018 e 2022.

O bombeiro José Valter Canastreiro morreu, este sábado, numa missão de auxílio a famílias afetadas pelo mau tempo, junto ao rio Caia, entre os concelhos de Elvas e Campo Maior. Tinha 46 anos.
José Valter Canastreiro, que também era militar da GNR, terá tentado atravessar uma área alagada quando caiu numa zona mais profunda e ficou totalmente submerso. Os colegas ainda o socorreram, mas não resistiu.
Sobe para 14 o número de mortos associados ao mau tempo registado nas últimas duas semanas.

Afonso Oliveira, jogador do SC Braga, foi chamado à Seleção Nacional Sub-18 para o estágio de preparação, que terá dois jogos de preparação frente à Áustria.
O Gverreiro do Minho junta-se a uma convocatória que já contava com Gabriel Dbouk, João Aragão, Romário Cunha e João Lomba, passando o SC Braga a estar representado por cinco jogadores neste estágio da equipa das quinas.
O estágio decorrerá entre os dias 8 e 13 de fevereiro, em Lousada, Freamunde. Os encontros frente à formação austríaca estão agendados para os dias 10 e 13 de fevereiro.