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Covid-19: 2 mortos, 874 infetados e 894 recuperados no país

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Morreram 2 pessoas por Covid-19 em 24 horas no país, registaram-se 874 infetados e 894 recuperados. Desde 6 de março que Portugal não registava tantos infetados por Covid-19.

Desde o início da pandemia morreram 16.887 pessoas, somaram-se 824.368 casos positivos e 781.537 casos de recuperação.

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde indica que os dois óbitos foram registados em Lisboa e Vale do Tejo.

A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 317 novos casos, seguindo-se o Norte com 273, Centro com 140, Alentejo com 57, Açores com 37, Madeira com 32 e Algarve com 18.

Esta terça-feira estão 25.944 casos ativos em Portugal, menos 22 do que ontem. Em vigilância pelas autoridades de saúde estão 14.842 pessoas, menos 1.086.

Há atualmente 504 doentes internados nos hospitais do país, menos 32 em relação a segunda-feira, dos quais 113 em unidades de cuidados intensivos, mais 1.

Fibra ótica disponível em mais oito freguesias da Póvoa de Lanhoso

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CM Póvoa de Lanhoso
CM Póvoa de Lanhoso

A fibra ótica acaba de chegar a mais oito freguesias do concelho da Póvoa de Lanhoso. Este recurso já está disponível para ligação nas freguesias de Covelas, Ferreiros, Geraz do Minho, Lanhoso, Monsul, Rendufinho, São João de Rei e União de Freguesias de Águas Santas e Moure.

Em breve, todas as freguesias do concelho terão cobertura de fibra ótica. A Câmara Municipal refere que os trabalhos “continuam a desenvolver-se a bom ritmo”.

“A pandemia fez sobressair outras necessidades de comunicação, como o teletrabalho e as videochamadas. Atento às necessidades pessoais e profissionais dos Povoenses e ciente da importância deste serviço para as famílias e para as empresas, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso encetou, desde a primeira hora, diligências para que este reforço seja agora uma realidade, proporcionando uma maior qualidade de vida às populações”, afirmou a Autarquia.

António Costa pede contenção aos portugueses nas esplanadas

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República Portuguesa
República Portuguesa

O primeiro-ministro António Costa pediu, esta terça-feira, contenção aos portugueses nas esplanadas, nesta fase do Plano de Desconfinamento que entrou ontem em vigor, a fim de terem o “máximo de cuidado” face à pandemia da Covid-19.

António Costa apelou “a todos, mais uma vez, para que tenham o máximo cuidado e, assim, evitar que daqui a 15 dias tenhamos de tomar medidas que signifiquem um passo atrás”.

Recorde-se que a abertura das esplanadas dos restaurantes, cafés e pastelarias é uma das medidas da segunda fase do Plano de Desconfinamento. A medida é permitida com o máxima de quatro pessoas por grupo.

Governo vai financiar 420 milhões de euros para apoiar idosos

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O Governo vai financiar 420 milhões de euros para requalificação e novos equipamentos sociais de apoio a idosos, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.

Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, afirmou a necessidade de encontrar “novas respostas para o perfil demográfico que a sociedade portuguesa tem”.

A ministra referiu que o Governo tem de “acelerar todos os investimentos relativamente à forma como olhamos para o envelhecimento de uma forma cada vez mais ativa”.

Este financiamento prevê “uma área dedicada a novas respostas e requalificação das respostas existentes para garantir a melhoria da vida dos idosos com mais de 65 anos, que representam cerca de 22% da população”.

Ana Mendes Godinho sublinhou que está a ser preparado um plano de ação para a promoção do envelhecimento ativo e saudável, a fim de garantir a qualidade de vida dos idosos e a sua participação plena na sociedade, assim como um novo apoio domiciliário, que vai desde refeições, limpezas, aulas e outras atividades à distância.

Médicos e sobreviventes esclarecem dúvidas sobre AVC e Enfarte

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Miligrama
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A Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos, a Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) e o Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), vão promover o webinar “AVC e Enfarte. Como distinguir e prevenir!”.

O webinar realiza-se no próximo dia 7 de abril, entre as 14:00 e as 15:00. A iniciativa surge no âmbito do Dia Mundial da Saúde, que se assinala a 7 de abril, com o objetivo de consciencializar a população para as diferenças e semelhanças entre o AVC e o Enfarte, duas das principais doenças responsáveis pelo elevado número de mortes, no nosso país.

“Com cerca de 25 mil episódios de internamento por ano, o AVC é a maior causa de incapacidade no nosso país. Pode atingir qualquer pessoa, independentemente do género ou da idade, deixando múltiplas sequelas físicas e motoras, sendo estas as mais visíveis. Contudo, também perduram as consequências na capacidade de comunicação, no campo cognitivo, psicológico, de visão, entre outros”, sublinha Ana Paiva Nunes, vice-presidente da Portugal AVC, coordenadora da Unidade Cerebrovascular do Hospital S. José, e coordenadora adjunta do Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral da SPMI.

João Brum Silveira, presidente da APIC e responsável pelo Laboratório de Hemodinâmica do Hospital de Santo António – Centro Hospitalar Universitário do Porto, explica que “o AVC (no cérebro) e o Enfarte Agudo do Miocárdio (no coração) estão associados a episódios vasculares, o que significa que envolvem os vasos sanguíneos e as artérias, em particular.  Contudo, é fundamental que as pessoas compreendam que os sintomas e os fatores de risco até podem ser semelhantes, mas são dois problemas médicos distintos. Com esta iniciativa, esperamos contribuir para a prevenção destas duas doenças, bem como para a redução das suas consequências”.

No caso do enfarte, que ocorre quando uma das artérias que transporta oxigénio e nutrientes ao coração fica obstruída, as pessoas devem estar atentas a sintomas como dor no peito, suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Já no caso do AVC, que ocorre quando uma das artérias que transporta oxigénio e nutrientes ao cérebro fica obstruída (AVC isquémico) ou quando uma artéria do cérebro rompe (AVC hemorrágico), a pessoa pode sentir a face ficar assimétrica de uma forma súbita, parecendo um “canto da boca” ou uma das pálpebras estarem descaídas; falta de força num braço ou numa perna subitamente; fala estranha ou incompreensível; perda súbita de visão, de um ou de ambos os olhos, e forte dor de cabeça, sem causa aparente.

Esta iniciativa irá promover uma conversa informal entre os profissionais de saúde, os testemunhos de sobreviventes de AVC e Enfarte e os participantes.

A participação nesta iniciativa é gratuita, mediante inscrição.

Esposende estuda vestígios arqueológicos detetados na praia de Guilheta

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CM Esposende
CM Esposende

O mar expôs um conjunto de vestígios que obrigaram o Serviço de Património Cultural do Município de Esposende a uma intervenção arqueológica de emergência, na praia de Guilheta, freguesia de São Paio de Antas.

Numa primeira análise, os vestígios agora detetados estarão associados à exploração de recursos marinhos – possivelmente de sal – e remontarão à Idade Média ou à Época Romana.

Desde inícios de março que o Serviço de Património Cultural da Câmara Municipal de Esposende está a acompanhar a dinâmica marítima e os seus efeitos na costa de Esposende, os quais têm revelado um conjunto de estruturas inéditas na praia de Guilheta.

Os serviços técnicos foram alertados por um munícipe que comunicou o aparecimento de algumas estruturas, após agitação marítima. Alertada, a equipa do Serviço deslocou-se ao local e, atendendo ao risco de perda que apresentam, promoveu a limpeza e registo fotográfico e topográfico das estruturas então visíveis.

Esta consistiu na identificação, na limpeza e no registo de meia dúzia de condutas ou canais e de mais de uma dezena de estruturas, a maioria das quais com cerca de cinco metros de comprimento e distribuídas por uma área com mais de 200 metros de extensão.

“Graças à rede de contactos de investigadores de diferentes áreas científicas, será possível proceder-se a diversos registos, leituras e análises, sendo amplamente fomentada a interdisciplinaridade que permitirá enriquecer e melhor compreender os vestígios agora temporariamente expostos pela ação marítima”, explica a Autarquia de Esposende, realçando que, na década de 1970, se registou a presença de estruturas similares na costa de Esposende, em Sublago (Belinho) e Lontreiras (Mar/ Belinho), áreas que estão identificadas na Carta de Património Arqueológico de Esposende.

No litoral do Noroeste da Península Ibérica foram também registadas estruturas semelhantes, de entre as quais se destacam as de Angeiras (Matosinhos) e as de O Seixal (A Guarda) ou O Areal (Vigo), na Galiza.

O Município de Esposende apela a todos os cidadãos para que, sempre que detetarem alguma estrutura que suscite interesse e análise, alertem os serviços do município. Para partilha de informações, poderá entrar em contacto através de [email protected] ou do telefone 253 960 179.

“Ajude-nos no presente a conhecer o nosso território e o nosso passado, assegurando a sua transmissão às gerações do Futuro, porque um cidadão esclarecido é um cidadão ativo”, apela o Município.

“Esposende, território de infindável riqueza arqueológica, aos quais se acrescentam os valores naturais que caraterizam o Parque Natural do Litoral Norte, afigura-se como espaço de excelência na construção de um concelho que respeita os valores culturais e naturais”, finalizou a Autarquia.

Câmara da Póvoa de Lanhoso requalifica Rua de Santril em Monsul

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CM Póvoa de Lanhoso
CM Póvoa de Lanhoso

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso tem a decorrer as obras de requalificação da Rua de Santril, na freguesia de Monsul, num investimento de 93.300 euros.

A intervenção engloba pavimentação, saneamento, alargamento da via e água, numa extensão de mais de 600 metros.

Esta via permite a ligação entre dois pontos da Rua de São Tiago.

Vizela retoma Feiras Semanais

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CM Vizela
CM Vizela

As Feiras Semanais de Vizela vão ser retomadas a partir de quinta-feira, 8 de abril, anunciou a Autarquia.

A Câmara Municipal de Vizela reiterou que, no âmbito da realização das feiras, deverão ser asseguradas todas as condições de segurança determinadas pela Direção-Geral da Saúde, designadamente a gestão de entradas e saídas, de modo a permitir um controlo da lotação do recinto e, assim, evitar uma concentração excessiva.

Os circuitos de circulação deverão ser respeitados, assim como a desinfeção dos recintos, a higienização e o uso obrigatório de máscara.

Exercício físico e saúde

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Pedro von Hafe
Pedro von Hafe

Nesta época de restrições relacionadas com a pandemia, em que é comum ficar sentado grande parte do tempo, parece-nos importante realçar os benefícios do exercício físico na saúde e lembrar o dia mundial da atividade física.

Em 2015, a Academy of Medical Royal Colleges redigiu um relatório em que chamava ao exercício físico a “cura milagrosa”. Esta afirmação está baseada em evidência científica robusta. Inúmeros estudos mostraram de forma consistente que as pessoas que têm atividade física regular apresentam um menor risco de desenvolver ou morrer de doença cardiovascular quando comparadas com os sedentários. O exercício físico está associado a menor risco de doença das coronárias, acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2, obesidade, acumulação de gordura abdominal, osteoporose e alguns cancros (mama e cólon, por exemplo), para além de melhorar o sistema imunológico e o bem-estar psicológico. Tem vindo a ser demonstrado que o exercício protege o cérebro de decadência cognitiva que acompanha o envelhecimento, melhora a memória, a agilidade do pensamento e mesmo a criatividade.

Investigações recentes mostraram que permanecer muito tempo sentado, seja em casa, no carro ou no trabalho aumenta o risco de doença cardíaca e de morte se não houver atividade física compensatória. Um estudo mostrou que intercalar 30 minutos de atividade física ligeira com o permanecer sentado diminuía o risco de morte em 17% e se o exercício fosse de intensidade moderada a vigorosa a redução da mortalidade chegava aos 35%. Num trabalho australiano as pessoas que andavam a pé com frequência e de forma rápida tinham uma maior probabilidade de viver mais 15 anos do que aqueles que não apresentavam qualquer atividade física.

A atividade física regular ajuda a controlar o peso, baixa a pressão arterial em doentes com hipertensão arterial e melhora os níveis de colesterol e triglicerídeos. As pessoas com diabetes que fazem exercício controlam melhor a sua doença e reduzem o risco das suas complicações, e sabe-se que os indivíduos em elevado risco de desenvolver diabetes por uma história familiar pesada de diabetes conseguem diminuir esse risco em 60% através do exercício físico.

Nos doentes que tiveram um enfarte do miocárdio a terapêutica de reabilitação com atividade física diminuiu a mortalidade total em 27% e a mortalidade cardiovascular em 31%. Mais de catorze ensaios clínicos mostraram benefícios da atividade física estruturada em doentes com insuficiência cardíaca, uma das formas mais avançadas de doença do coração. Mesmo em doentes velhos hospitalizados as intervenções multidisciplinares que incluíram actividade física mostraram efeitos benéficos, apresentando menos tempo de internamento e diminuindo os custos.

Uma meta-análise que avaliou 305 ensaios clínicos envolvendo mais de 340.000 participantes mostrou que o exercício físico estruturado era tão eficaz como os medicamentos na diminuição da mortalidade por doença das coronárias e era superior aos fármacos na prevenção da morte por acidente vascular cerebral. É claro que esta análise estatística não implica que os doentes suspendam as suas medicações e a substituam pelo exercício físico. Sabe-se que o uso de estatinas (medicamentos para reduzir o colesterol) e uma boa aptidão física estavam associados de forma independente a menor mortalidade nos indivíduos em risco.

As recomendações, independentemente do género masculino ou feminino, indicam que bastam 30 minutos por dia em cinco dias da semana de atividade física moderada (150 minutos por semana). Esta atividade física moderada corresponde por exemplo a marcha em passo apressado, andar de bicicleta, nadar, dançar e mesmo cortar a relva. Num estudo, as mulheres que que andavam pelo menos uma hora por semana diminuíam o seu risco cardiovascular para metade quando comparadas com aquelas com nenhuma actividade.

As crianças entre os três e os cinco anos devem estar fisicamente activas pelo menos três horas por dia. As crianças entre os 6 e os 17 anos necessitam pelo menos de uma hora de exercício físico diário. Um estudo de 2006 que envolveu Portugal e que incluiu crianças de 9 a quinze anos apontou que provavelmente seria necessário mais do que uma hora por dia de atividade física, de forma a manter os fatores de risco cardiovascular baixos nas crianças e isto era verdadeiro tanto para as crianças obesas como para as magras, o que indicia que devemos focar-nos não só no peso das crianças mas também na sua aptidão física.

Uma análise observacional recente mostrou que os indivíduos que iniciam a atividade física na meia-idade, mesmo que não tenham praticado qualquer exercício durante anos, podem rapidamente ganhar os benefícios da atividade física na esperança de vida. Esse relatório evidenciou que as pessoas que deixaram de ter actividade física por uma década ou duas mas que a reiniciaram nos seus quarenta ou cinquenta anos, com exercício de algumas horas por semana estavam igualmente protegidos de morrer prematuramente que aqueles que sempre praticaram exercício. Dito de outra forma, nunca é tarde para retomar a atividade física. Alguns estudos mostraram que os programas de exercício físico são benéficos mesmo nos mais velhos (com mais de 75 anos).

Para concluir, está provado que os indivíduos com actividade física óptima consomem menos dinheiro em cuidados de saúde do que aqueles com níveis baixos de atividade e isto é verdade para aqueles com ou sem doença cardiovascular estabelecida. Sendo assim, em termos de saúde pública a promoção de actividade física regular é a melhor opção em termos de custo-benefício, um verdadeiro “best-buy”.

Artigo de opinião de Pedro von Hafe, médico assistente no Departamento de Medicina do Hospital São João.

Homem detido por conduzir alcoolizado em Braga

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Um homem de 43 anos foi detido, esta madrugada, pela PSP, em Braga, por conduzir alcoolizado. O suspeito foi apanhado na Rua Comendador António Maria Santos da Cunha, na Cividade.

Ao ser submetido ao teste quantitativo pela PSP, acusou uma taxa de alcoolemia de 2,03 g/l no sangue.

Também em Famalicão, a PSP deteve um homem de 52 anos, ao final da tarde desta segunda-feira, por conduzir com uma taxa de alcoolemia de 1,67 g/l no sangue.

Ambos os detidos foram notificados para comparecer junto dos respetivos Tribunais.