O FC Porto venceu o SC Braga, este domingo, por 1-2, em jogo relativo à 27.ª jornada da I Liga, que decorreu na Pedreira.
Os Gverreiros do Minho abriram o marcador aos 54 minutos por intermédio de Rodrigo Zalazar, que converteu com sucesso uma grande penalidade. Os dragões responderam aos 69′, com William Gomes a igualar a partida. Aos 80 minutos, Seko Fofana fez o golo da vitória para o FC Porto, selando o resultado final.
O FC Porto é líder do campeonato com 72 pontos, enquanto o SC Braga está na quarta posição com 46 pontos.
Agate de Sousa sagrou-se este domingo campeã do mundo no alto em comprimento nos Campeonatos do Mundo de atletismo em pista curta.
As provas decorreram em Torún, na Polónia, tendo a salteadora de 25 anos alcançado um salto de 6, 92 metros.
Ao fim de seis tentativas, a portuguesa alcançou o melhor lugar do pódio e confirmou o estatuto que trazia para a Polónia, devido a ter a melhor marca do ano.
Desta forma, Agate Sousa torna-se a segunda portuguesa a alcançar este feito, depois de Naide Gomes em 2008.
A Avenida da Liberdade, em Barcelos, recebeu este sábado mais uma edição do “Olá Primavera”, iniciativa promovida pelos Amigos da Montanha que juntou diferentes entidades e mobilizou a comunidade para um dia dedicado à educação ambiental, sustentabilidade e valorização da biodiversidade.
Ao longo do dia, foram dinamizadas diversas atividades, proporcionando experiências práticas, pedagógicas e interativas, com destaque para workshops, ateliers criativos, ateliers com pigmentos naturais, jogos sobre reciclagem, quizzes educativos, exposições interativas e experiências com realidade virtual.
A iniciativa integrou ainda a distribuição de brindes aos participantes, assim como a entrega de ecopontos domésticos e de centenas de plantas aromáticas, incentivando comportamentos mais sustentáveis e o contacto direto com a natureza.
Dirigido a todas as idades e com participação gratuita, o “Olá Primavera” voltou a definir-se como um espaço de partilha, aprendizagem e envolvimento comunitário, promovendo a literacia ambiental de forma acessível e participativa.
A iniciativa, que decorreu no Dia Internacional das Florestas e na véspera do Dia Mundial da Água, contou com a colaboração de várias entidades parceiras, nomeadamente o Município de Barcelos, a Escola do Rio e o Arboreto de Barcelos, a Profitecla e o Programa Eco-Escolas, a Essência do Ambiente, a Sociedade Ponto Verde, a Águas de Barcelos, o projeto Amigos da Montanha BiodiverCidade e os Viveiros Serafins, que asseguraram diferentes dinâmicas de sensibilização, educação ambiental e interação com o público.
Para José Gonçalves, diretor para o ambiente dos Amigos da Montanha, “iniciativas como o ‘Olá Primavera’ são fundamentais para aproximar a comunidade das questões ambientais, promovendo não só o conhecimento, mas também a ação. É através destas experiências que conseguimos sensibilizar e capacitar para a adoção de comportamentos mais sustentáveis no dia a dia. E fazemos este trabalho de consciencialização de uma forma didática e lúdica. Quero também agradecer a todos os parceiros, que se juntaram aos Amigos da Montanha para um dia diferente de partilha de boas práticas”.
Ao longo de todo o dia, passaram pela Avenida da Liberdade centenas de pessoas, entre adultos e crianças, que puderam conhecer mais sobre o ambiente, tirar dúvidas e até aprender dicas de como é possível cuidar do planeta todos os dias de forma simples e quase invisível.
O Santuário de São Bento da Porta Aberta, em Terras de Bouro, assinalou este sábado, data evocativa da morte de São Bento e coincidente com o Dia Mundial da Árvore, com um conjunto de iniciativas que marcaram um novo momento na sua estratégia de valorização e desenvolvimento.
O ponto alto das comemorações foi a celebração da Eucaristia, presidida por D. José Cordeiro, Arcebispo de Braga, seguida da apresentação do Masterplan para o Santuário, um projeto estruturante e de visão estratégica para o futuro deste espaço de referência espiritual.
O Cónego Miguel Paulo Simões, presidente da Irmandade, referiu que “o plano agora apresentado visa transformar o Santuário num espaço mais sustentável, mais seguro, mais acessível e mais acolhedor, reforçando simultaneamente a centralidade da Basílica e melhorando as condições de receção aos peregrinos. Entre as várias intervenções previstas, destacam-se a recuperação de áreas degradadas e a requalificação de espaços desajustados às necessidades atuais, numa lógica de maior integração com a natureza envolvente”. Acrescentou, ainda, “este projeto será o mais relevante neste espaço depois da construção da cripta nos anos noventa do século passado, e terá um prazo de execução de 5 anos.
O projeto, da autoria dos arquitetos Teresa Andreson e Luis Guedes de Carvalho, incide sobre três zonas principais de intervenção, o adro da Basílica e estrada nacional, o parque de merendas e a Quinta de Baixo, propondo a sua articulação e valorização conjunta, com o objetivo de converter toda esta área num grande parque integrado, dotado de diferentes valências ao serviço dos peregrinos, promovendo o descanso, o convívio e a vivência espiritual em contacto com a natureza.
Na sua intervenção, D. José Cordeiro manifestou o seu apreço pelo projeto, sublinhando que ficou “muito agradado com o masterplan apresentado”, destacando a forma como este coloca no centro “os peregrinos, o acolhimento e a ecologia integral”, em linha com os princípios que hoje orientam a ação da Igreja.
Também o presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo, referiu que este projeto está “em perfeita sintonia com a estratégia do município para o território”, destacando a importância de reforçar a segurança dos peregrinos e de aumentar a atratividade turística, contribuindo para trazer mais visitantes e dinamizar a economia local. Sublinhou ainda o papel do Santuário como um dos principais empregadores do concelho, com impacto direto no desenvolvimento da região.
O momento ficou ainda marcado por um gesto simbólico no âmbito do Dia Mundial da Árvore: D. José Cordeiro, o presidente da Câmara Municipal e o Cónego Miguel Paulo Simões, presidente da Irmandade de São Bento da Porta Aberta, procederam à plantação de uma tília no adro da Basílica, reforçando o compromisso com a valorização ambiental do espaço.
Como gesto de envolvimento da comunidade, foram ainda distribuídas mais de 400 árvores autóctones aos peregrinos presentes na celebração, incentivando a plantação e a preservação do património natural.
Com este conjunto de iniciativas, o Santuário de São Bento da Porta Aberta reforça o seu compromisso com um modelo de desenvolvimento assente na valorização da natureza, na melhoria do acolhimento e na centralidade dos peregrinos, projetando-se como um espaço cada vez mais qualificado e preparado para o futuro.
O Centro Social do Vale do Homem (CSVH) assinalou o Dia do Pai com a inauguração de um conjunto de projetos socialmente sustentáveis e solidários, numa cerimónia realizada na Casa Mãe, Quinta do Senhor, em Vila Verde, presidida pelo secretário de Estado da Agricultura, João Moura.
A sessão teve início com a receção dos convidados, seguindo-se a bênção e apadrinhamento de viaturas, cerimónia conduzida pelo Pe. Carlos Lopes, que contou com a participação, como padrinhos, de Hortense Santos, vereadora da Coesão Social do Município de Braga, de João Ferreira, diretor do Centro Distrital de Braga da Segurança Social, de Cláudia Serapicos, diretora do Centro de Emprego e Formação Profissional de Braga, e de João Moura, secretário de Estado da Agricultura.
Seguiu-se a inauguração e visita ao projeto TREVO – Pequenos Investimentos nas Explorações Agrícolas e Renovação de Aldeias – Quinta do Senhor, reforçando a aposta da instituição na inclusão, sustentabilidade e desenvolvimento comunitário. O programa integrou ainda um momento de dança protagonizado por utentes do CACI e a sessão de adesão de 13 novas empresas ao Pacto da Inclusão: ARF Construções; Atelier de Arquitectura e Engenharia Filipe & Gabriela Lda; Bloconta – Contabilidade & Seguros; Bosch Portugal; Casa Fonseca; Electro Bruno Barbosa Soares, Lda; Engimov – Construções S.A.; Euro Separadora Environment and Recycling S.A; Gidacarnes Supermercados; Hotel São Bento da Porta Aberta; MEBRA S.A; Norteaguas; Saf .
A sessão incluiu intervenções de Jorge Pereira, presidente da Direção do Centro Social do Vale do Homem, de José da Mota Alves, presidente da ATAHCA, de Júlia Fernandes, presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, e de João Moura, secretário de Estado da Agricultura. Em declarações, o presidente da Direção do CSVH, Jorge Pereira, sublinhou o significado da iniciativa: “Afirmamos um compromisso claro com um futuro onde a diferença não é escondida, mas reconhecida, respeitada e valorizada. Estes projetos refletem a nossa missão de crescer, sentir, viver e humanizar, colocando a inclusão no centro da nossa ação. Estamos a construir um espaço que conjuga sustentabilidade ambiental, valorização cultural e inovação social, as comunidades e garantir maior tranquilidade no acesso ao medicamento”.
Em declarações, o presidente da Direção do CSVH, Jorge Pereira, sublinhou o significado da iniciativa: “Afirmamos um compromisso claro com um futuro onde a diferença não é escondida, mas reconhecida, respeitada e valorizada. Estes projetos refletem a nossa missão de crescer, sentir, viver e humanizar, colocando a inclusão no centro da nossa ação. Estamos a construir um espaço que conjuga sustentabilidade ambiental, valorização cultural e inovação social, promovendo oportunidades reais para pessoas com multideficiência e contribuindo para o desenvolvimento do território.” Destacando o papel das parcerias e o impacto coletivo, acrescentou que “nada disto seria possível sem o trabalho em rede com municípios, instituições e empresas. Precisamos de reforçar a responsabilidade social coletiva — com pequenos gestos, como a consignação do IRS ou o mecenato, conseguimos gerar grandes mudanças, promover a empregabilidade e combater o estigma. É também fundamental reforçar o apoio às famílias, garantindo respostas mais justas e ajustadas às suas necessidades.”
O presidente alertou ainda para a necessidade de reforçar o apoio às famílias, sublinhando que é essencial garantir respostas mais justas, acessíveis e ajustadas às necessidades reais, nomeadamente ao nível dos encargos com o transporte dos seus familiares. A cerimónia terminou com um momento de convívio “Verde de Honra”, preparado por utentes do CACI e colaboradores da Casa Mãe, simbolizando o espírito de partilha e comunidade que caracteriza a instituição.
Foram colocados dois separadores de betão em cima do passeio da Avenida António Macedo, na freguesia de São Vicente, em Braga, bloqueando a passagem dos peões.
A denúncia foi efetuada pela Plataforma Amigos de São Vicente de Braga que considera esta situação “inaceitável e perigosa” para as crianças, idosos e pessoas de mobilidade reduzida.
“Esta situação é inaceitável e perigosa, especialmente para crianças que diariamente se deslocam para apanhar o autocarro; para os idosos e pessoas com mobilidade reduzida e para todos os peões obrigados a trepar obstáculos ou circular em zonas de risco. Estamos perante um claro caso de falta de segurança e negligência, que pode resultar em acidentes graves a qualquer momento.A Plataforma os Amigos da freguesia de SãoVicente informa que irá contactar as entidades competentes; exigir a remoção imediata dos obstáculos e solicitar responsabilidades pela situação criada. Apelamos à rápida intervenção antes que aconteça o pior.Segurança dos cidadãos não é opcional. É uma prioridade.”
A Eucaristia Dominical celebrada este domingo, 22 de março, às 10:00,na Igreja Paroquial de São Vicente, em Braga, vai ser transmitida em direto na TVI.
A transmissão da Missa decorre no âmbito dos 100 anos da fundação da Paróquia de São Vicente.
“Neste ano tão especial do centenário da nossa Paróquia, sob a proteção do nosso padroeiro São Vicente, amanhã, domingo, a missa das 10h:00 será transmitida em direto pela TVI! É uma oportunidade única para levarmos a todo o país a nossa devoção vicentina e o testemunho vivo desta comunidade que São Vicente continua a guiar e proteger. Todos são muito bem‑vindos a participar presencialmente nesta celebração tão significativa! Para que tudo decorra com a serenidade e ordem que o momento merece, pedimos apenas: Que cheguem com alguma antecedência, para entrarem com calma, evitando a criação de filas ou constrangimentos à porta; Que sigam, com espírito de colaboração, as indicações da equipa de acolhimento e de organização da celebração. Contamos convosco para fazermos deste momento um sinal de fé, de unidade e de hospitalidade”, convidou a Paróquia de São Vicente.
O SC Braga recebe este domingo, às 20:30, o FC Porto, a contar para a 27.ª jornada da I Liga. Na antevisão, Carlos Vicens disse que este será “mais um jogo de intensidade máxima” e que a equipa “tem de ser muito competente e consistente para conquistar os três pontos”.
“É um desafio exigente, sem qualquer dúvida. O FC Porto apresenta números muito consistentes em todas as competições por mérito próprio. É uma equipa intensa, com uma organização defensiva de grande nível e um compromisso coletivo acima da média. No plano ofensivo, conta com extremos rápidos e é muito competente nas bolas paradas. Espera-nos um jogo muito disputado, com bastante contacto e transições rápidas. Se não formos rigorosos na pressão, têm jogadores capazes de explorar bem a profundidade. Defensivamente, evidenciam uma grande solidez coletiva. Teremos de ser muito competentes em todos os momentos, consistentes a defender e eficazes nas oportunidades que conseguirmos criar, porque não é fácil gerar ocasiões frente a esta equipa. Diante dos nossos adeptos, queremos apresentar ambição, energia e vontade de vencer”, referiu o treinador.
Durante anos, a política portuguesa habituou-se a funcionar com base numa ideia de estabilidade construída em torno de dois protagonistas centrais. O Partido Socialista e o Partido Social Democrata, alternando no poder e cooperando nos momentos institucionais mais exigentes, criaram uma cultura política assente no consenso. Um consenso que, mais do que circunstancial, se tornou estrutural.
Essa lógica foi particularmente visível na escolha de membros para os chamados órgãos externos do Parlamento. Tribunais, entidades reguladoras e órgãos independentes passaram a ser preenchidos através de acordos entre os dois maiores partidos, muitas vezes negociados de forma discreta e previsível. Não estava escrito em lado nenhum que assim teria de ser, mas durante décadas foi assim que se fez e assim que passou a ser entendido como normal.
O problema não está, em si, na existência de consensos. Pelo contrário, em matérias institucionais sensíveis, a convergência entre forças políticas pode ser um sinal de maturidade democrática. O problema surge quando o consenso deixa de ser uma escolha e passa a ser uma dependência. Quando deixa de resultar de uma vontade política ativa e passa a ser apenas a repetição de um modelo herdado.
É precisamente isso que hoje se evidencia no impasse em torno da nomeação para vários órgãos externos do Parlamento. A realidade política mudou. O Parlamento é hoje mais plural, com novas forças políticas que representam uma parte significativa do eleitorado. No entanto, os mecanismos informais de decisão continuam ancorados numa lógica binária que já não corresponde à composição atual.
Durante anos, PS e PSD construíram uma espécie de tradição de governação partilhada nestas matérias. Essa tradição funcionava enquanto o sistema político se organizava essencialmente em torno destes dois polos. Mas num contexto mais fragmentado, insistir no mesmo modelo gera bloqueio. Não por falta de regras, mas por incapacidade de adaptar práticas que nunca chegaram a ser formalizadas.
O que está em causa, no fundo, é a dificuldade em fazer a transição de uma cultura política baseada em equilíbrios tácitos para uma cultura assente em regras claras e numa negociação mais alargada. A exigência de maiorias qualificadas obriga ao diálogo, mas esse diálogo já não pode limitar-se aos interlocutores de sempre.
Este fenómeno não é exclusivo da política nacional. Como se observa em muitos contextos locais, também aí a entrada de movimentos independentes e novas forças políticas veio expor a fragilidade de práticas que eram vistas como tradições, mas que nunca tiveram base formal. Durante anos, assembleias municipais funcionaram com rotinas implícitas, papéis bem definidos e uma previsibilidade quase absoluta. Com a diversificação da representação, essas rotinas passaram a ser questionadas e, em alguns casos, defendidas como se fossem regras intocáveis.
Há aqui um padrão comum. A tendência para confundir experiência com direito adquirido e hábito com legitimidade. Tal como na política local, também ao nível nacional se torna evidente que a legitimidade democrática não decorre de práticas informais, mas do voto e das regras institucionais.
O impasse atual não resulta de um excesso de pluralismo, mas sim de uma insuficiente adaptação a ele. A diversidade de vozes no Parlamento – e também nos órgãos autárquicos – não é um problema a contornar, é uma realidade a integrar. E isso exige mais do que repetir fórmulas do passado. Exige abertura, flexibilidade e uma redefinição dos processos de decisão.
Numa democracia madura, os consensos não desaparecem, transformam-se. Deixam de ser acordos entre poucos para passarem a ser construções mais amplas, mais exigentes e, por isso mesmo, mais representativas. Persistir em modelos que dependem de um equilíbrio que já não existe é prolongar artificialmente um passado que os eleitores já ultrapassaram.
A democracia não se esgota nas regras formais, mas também não pode ficar refém de tradições informais. Entre uma e outra, há um espaço de responsabilidade política que exige adaptação. E é precisamente essa adaptação que hoje está em falta.
O bloqueio nas nomeações para órgãos externos é, por isso, mais do que um problema conjuntural. É o sintoma de uma transição incompleta. Enquanto não se aceitar que o sistema político mudou e que isso implica mudar também a forma de decidir, os impasses tenderão a repetir-se.
Tal como nas assembleias municipais onde sempre foi assim, também aqui importa recordar um princípio simples. Em democracia, o passado não é argumento suficiente para condicionar o presente.