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Tradições que bloqueiam: quando o “sempre foi assim” trava a democracia

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© Marta Cerqueira Gonçalves
© Marta Cerqueira Gonçalves

Durante anos, a política portuguesa habituou-se a funcionar com base numa ideia de estabilidade construída em torno de dois protagonistas centrais. O Partido Socialista e o Partido Social Democrata, alternando no poder e cooperando nos momentos institucionais mais exigentes, criaram uma cultura política assente no consenso. Um consenso que, mais do que circunstancial, se tornou estrutural.

Essa lógica foi particularmente visível na escolha de membros para os chamados órgãos externos do Parlamento. Tribunais, entidades reguladoras e órgãos independentes passaram a ser preenchidos através de acordos entre os dois maiores partidos, muitas vezes negociados de forma discreta e previsível. Não estava escrito em lado nenhum que assim teria de ser, mas durante décadas foi assim que se fez e assim que passou a ser entendido como normal.

O problema não está, em si, na existência de consensos. Pelo contrário, em matérias institucionais sensíveis, a convergência entre forças políticas pode ser um sinal de maturidade democrática. O problema surge quando o consenso deixa de ser uma escolha e passa a ser uma dependência. Quando deixa de resultar de uma vontade política ativa e passa a ser apenas a repetição de um modelo herdado.

É precisamente isso que hoje se evidencia no impasse em torno da nomeação para vários órgãos externos do Parlamento. A realidade política mudou. O Parlamento é hoje mais plural, com novas forças políticas que representam uma parte significativa do eleitorado. No entanto, os mecanismos informais de decisão continuam ancorados numa lógica binária que já não corresponde à composição atual.

Durante anos, PS e PSD construíram uma espécie de tradição de governação partilhada nestas matérias. Essa tradição funcionava enquanto o sistema político se organizava essencialmente em torno destes dois polos. Mas num contexto mais fragmentado, insistir no mesmo modelo gera bloqueio. Não por falta de regras, mas por incapacidade de adaptar práticas que nunca chegaram a ser formalizadas.

O que está em causa, no fundo, é a dificuldade em fazer a transição de uma cultura política baseada em equilíbrios tácitos para uma cultura assente em regras claras e numa negociação mais alargada. A exigência de maiorias qualificadas obriga ao diálogo, mas esse diálogo já não pode limitar-se aos interlocutores de sempre.

Este fenómeno não é exclusivo da política nacional. Como se observa em muitos contextos locais, também aí a entrada de movimentos independentes e novas forças políticas veio expor a fragilidade de práticas que eram vistas como tradições, mas que nunca tiveram base formal. Durante anos, assembleias municipais funcionaram com rotinas implícitas, papéis bem definidos e uma previsibilidade quase absoluta. Com a diversificação da representação, essas rotinas passaram a ser questionadas e, em alguns casos, defendidas como se fossem regras intocáveis.

Há aqui um padrão comum. A tendência para confundir experiência com direito adquirido e hábito com legitimidade. Tal como na política local, também ao nível nacional se torna evidente que a legitimidade democrática não decorre de práticas informais, mas do voto e das regras institucionais.

O impasse atual não resulta de um excesso de pluralismo, mas sim de uma insuficiente adaptação a ele. A diversidade de vozes no Parlamento – e também nos órgãos autárquicos – não é um problema a contornar, é uma realidade a integrar. E isso exige mais do que repetir fórmulas do passado. Exige abertura, flexibilidade e uma redefinição dos processos de decisão.

Numa democracia madura, os consensos não desaparecem, transformam-se. Deixam de ser acordos entre poucos para passarem a ser construções mais amplas, mais exigentes e, por isso mesmo, mais representativas. Persistir em modelos que dependem de um equilíbrio que já não existe é prolongar artificialmente um passado que os eleitores já ultrapassaram.

A democracia não se esgota nas regras formais, mas também não pode ficar refém de tradições informais. Entre uma e outra, há um espaço de responsabilidade política que exige adaptação. E é precisamente essa adaptação que hoje está em falta.

O bloqueio nas nomeações para órgãos externos é, por isso, mais do que um problema conjuntural. É o sintoma de uma transição incompleta. Enquanto não se aceitar que o sistema político mudou e que isso implica mudar também a forma de decidir, os impasses tenderão a repetir-se.

Tal como nas assembleias municipais onde sempre foi assim, também aqui importa recordar um princípio simples. Em democracia, o passado não é argumento suficiente para condicionar o presente.

Braga: Os Quatro e Meia vão atuar no Enterro da Gata

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Os Quatro e Meia vão atuar no Enterro da Gata, em Braga, no dia 9 de maio, primeira noite dos concertos das Monumentais Festas.

É a primeira banda confirmada pela Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho).

Mercado Municipal de Braga recebe o evento “Quintas & Vinhos na Praça”

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© CM Braga
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O Mercado Municipal de Braga recebe a 2ª edição do evento “Quintas & Vinhos na Praça” – vinhos biológicos, biodinâmicos e naturais – a 27 de março.

O evento irá decorrer pelas 15:00, na Mesa na Praça, espaço de referência gastronómica e cultural.

De acordo com a organização, “o evento nasce com a missão de celebrar a riqueza do território, promovendo uma ponte direta entre os produtores de vinho do Norte de Portugal e o público urbano. Mais do que uma mostra de vinhos, esta iniciativa destaca o enoturismo, valorizando as experiências de hospitalidade, as visitas às vinhas e a autenticidade das nossas regiões vitivinícolas”.

Braga: Celeirós recebe Procissão do Senhor dos Passos este domingo

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© CM Braga
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A freguesia de Celeirós, em Braga, recebe este 5º Domingo da Quaresma, 22 de março, a Procissão em honra do Senhor dos Passos.

As celebrações terão início às 15:00 e serão enriquecidas com a encenação dos Quadros Bíblicos da Paixão de Cristo.

O cortejo religioso terá início na Igreja Paroquial que sairá posteriormente às encenações da Entrada Triunfal, da Última Ceia e da Entrega de Judas.

Um dos pontos altos das solenidades decorre na rotunda com o Encontro com a imagem de Nossa Senhora das Dores com seu Filho Jesus.

Após a procissão terminar, Jesus será crucificado junto com os ladrões.

Morreu Hans-Peter Bühler, mecenas que marcou a cultura em Braga

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© CM Braga
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O Município de Braga manifestou o seu pesar pela morte de Hans-Peter Bühler, mecenas cujo contributo para a valorização cultural da cidade permanece como “um legado de grande relevância”.

Ao lado de Marion Bühler-Brockhaus, com quem partilhou um percurso de vida marcado pelo apoio à cultura, esteve na origem de uma das mais significativas doações ao Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, contribuindo para o enriquecimento do seu acervo e para a qualificação da sua oferta expositiva.

O casal desempenhou igualmente um papel determinante na criação de melhores condições para a apresentação da coleção e na requalificação do edifício do museu, num gesto de “elevado compromisso com a preservação e valorização do património”.

Em 2024, num reconhecimento por este contributo, o Município de Braga distinguiu Hans-Peter Bühler e Marion Bühler-Brockhaus com a Medalha de Mérito e de Honra da Cidade, grau ouro.

Hans-Peter Bühler nasceu a 1 de fevereiro de 1942. Era doutorado em Arqueologia e destacou-se como especialista em arte, colecionador e mecenas de várias instituições europeias.

Póvoa de Lanhoso distinguida como uma das Capitais da Felicidade

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© CM Póvoa de Lanhoso
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A Póvoa de Lanhoso foi distinguida no Portugal Happiness Summit 2026, que distingue personalidades, organizações públicas, privadas e da economia social, reconhecendo entidades que colocam as pessoas, a felicidade e o bem-estar no centro das suas políticas e práticas, contribuindo para a construção de comunidades mais equilibradas e humanas.

O evento decorreu em Coimbra, no Anfiteatro Joaquim Ferreira Gomes da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Marcaram presença a Vice-Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Fátima Moreira, e a responsável pelos Recursos Humanos, Joana Martins, marcaram presença na cerimónia de entrega dos Prémios Capital da Felicidade – Organizações do Ano.

Foram alvo deste reconhecimento organizações que partilham o foco na promoção de iniciativas de bem-estar, tanto para os seus colaboradores como para a comunidade em geral.

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, que assume como fundamental a valorização do seu capital humano, foi já uma das pioneiras ao receber, no início deste ano, o Certificado NP4590:2023 – Bem-Estar e Felicidade Organizacional.

“A entrega desse certificado, há dois meses, aliada à distinção de “Capital da Felicidade” agora atribuída, representa o reconhecimento formal de um percurso pautado pelo rigor e pela responsabilidade. Estas distinções refletem o empenho do município na adoção de boas práticas e na consolidação de elevados padrões de desempenho em conformidade com referenciais normativos exigentes”, refere a Câmara da Póvoa de Lanhoso.

Conheça os números do Euromilhões

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© Raquelsfranca
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Os números do Euromilhões de hoje já são conhecidos. A chave é composta pelos números  5 – 12 – 16 – 37 – 46 e pelas estrelas 8 e 10.

Em jogo está um primeiro prémio de 39 milhões de euros.

Para mais informações, consulte o site dos Jogos Santa Casa.

SC Braga organiza 1.ª edição da Corrida Gverreiros

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O SC Braga vai organizar a 1.ª edição da Corrida Gverreiros, no dia 31 de maio, sob o mote “Muito mais do que uma corrida”.

A prova pretende juntar a comunidade, as famílias e os adeptos num dia de desporto, convívio e solidariedade.

As inscrições já se encontram abertas e devem ser realizadas exclusivamente online, através da plataforma Stop and Go. Os valores decorrem por fases, encontrando-se atualmente disponível a primeira fase de inscrições, com preços diferenciados para sócios e não sócios.

Até 30 de abril, a Corrida Gverreiros (10 km) e a Corrida Jovens Gverreiros (2 km) tem o custo de 12 euros para sócios e 14 euros para não sócios. A Caminhada Gverreiros (5 km) e a Corrida Mini Gverreiros (750 m) custa 5 euros para sócios e 7 euros para não sócios. Por cada inscrição realizada, um euro reverte a favor da Associação Sara Carreira.

O evento terá como ponto central o Estádio Municipal de Braga e a chegada das provas será feita no relvado do Estádio.

Mais informações aqui.

Celorico de Basto entrega Cartão Abem a beneficiários do concelho

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© CM Celorico de Basto
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O Município de Celorico de Basto iniciou a entrega do Cartão Abem a beneficiários do concelho, na sequência da formalização do protocolo com a Associação Dignitude.

O programa Abem – Rede Solidária do Medicamento, que resulta de várias parcerias instituídas nomeadamente com o Município de Celorico de Basto,  visa garantir o acesso a medicamentos comparticipados a cidadãos em situação de vulnerabilidade económica, permitindo a sua aquisição gratuita mediante prescrição médica. O cartão, pessoal e intransmissível, assegura um processo simplificado, sem encargos adicionais nem burocracias.

Os beneficiários são identificados e referenciados pelos serviços de ação social e saúde do Município, podendo os cidadãos dirigir-se a este serviço municipal em caso de dúvidas ou caso verifiquem que podem integrar este programa.

De acordo com o vereador da Saúde do Município, Rui Cerqueira, esta medida “vem assegurar o acesso a um bem essencial que, em determinadas situações, é relegado para segundo plano face a outras necessidades básicas”.

O vereador acrescenta que se trata de “um serviço que promove a qualidade de vida dos munícipes e contribui para uma resposta social mais eficaz, especialmente junto dos cidadãos em situação de maior fragilidade. A promoção deste programa está completamente alinhada com a estratégia municipal de promoção da equidade no acesso aos cuidados de saúde, reforçando o compromisso do Município na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva”.

Os cartões entregues permitem agora aos beneficiários aceder a toda a terapêutica comparticipada que lhes é prescrita.

Projeto em Amares promove autonomia, bem-estar e qualidade de vida dos idosas

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© CM Amares
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A Casa do Povo de Vale do Cávado, sediada em Goães, no concelho de Amares, já iniciou no terreno o Projeto BemMeQuer, iniciativa que pretende promover a autonomia, o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas idosas, através de uma intervenção de proximidade no domicílio e na comunidade.

O projeto foi distinguido no âmbito do Prémio BPI Sénior, uma iniciativa do Banco BPI em parceria com a Fundação “la Caixa”, que reconhece e apoia projetos sociais inovadores dedicados à melhoria da qualidade de vida da população sénior e à prevenção do isolamento social.

No âmbito desta intervenção, encontra-se já a atuar no território uma Equipa Multidisciplinar composta por Psicóloga, Animadora Sociocultural e Fisioterapeuta, que desenvolve um conjunto de atividades dinâmicas e centradas na pessoa, ajustadas às necessidades e capacidades de cada idoso. A intervenção inclui ações de estimulação cognitiva e física, promoção do convívio, acompanhamento de proximidade e atividades que incentivam o envelhecimento ativo.

O Projeto BemMeQuer pretende prevenir situações de isolamento social, reforçar a autonomia das pessoas idosas e promover uma maior participação na vida da comunidade, contribuindo para que possam permanecer no seu meio habitual com mais qualidade de vida e bem-estar.

A implementação do projeto assenta também numa forte articulação com as entidades locais, nomeadamente com as Juntas e Uniões de Freguesia, o Município de Amares e as estruturas da ação social do território, cuja colaboração é fundamental para identificar necessidades e garantir uma resposta mais próxima e eficaz junto da população sénior.

A Casa do Povo de Vale do Cávado apela ainda à comunidade para que, caso tenha conhecimento de pessoas idosas em situação de isolamento ou maior vulnerabilidade, que possam beneficiar gratuitamente do acompanhamento do projeto, entre em contacto com a instituição através dos números 253 371 966 ou 965 535 690.”