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Reutilizar, o patinho feio dos 3R’s da Sustentabilidade

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© Filipe Silva
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Reduzir, Reutilizar e Reciclar são os 3 R’s da Sustentabilidade que dependem da consciencialização das pessoas e cujo resultado destas ações irá afetar as aspirações de um futuro melhor. Tendo em conta que estas ações estão alicerçadas na mais pura lógica, porque deixamos que o irracional as impeça?

Comecemos pelo Reciclar, que nos dias atuais já faz parte da rotina diária dos Portugueses em nossas casas, escolas ou empresas. Estamos anos-luz mais avançados que outros países, mas continuamos a ter grandes falhas que impedem mais ações individuais. É muito comum termos reciclagens colapsadas que fazem voltar à nossa mente um “que se lixe” e retroceder neste processo de consciencialização. Cenário idêntico ocorre em espaços de eventos públicos que não possuem estes recipientes. Nestes casos, é comum ter centenas de garrafas de plástico no meio do lixo comum, pois só os mais convictos irão transportar consigo para um local de reciclagem. Entendo perfeitamente que as pessoas não o façam, mas inconscientemente, cada vez que isto sucede, é mais um pequeno retrocesso a velhos hábitos.

Reduzir é outra ação essencial, mas é a mais difícil de alcançar, pois implica uma mudança de hábitos. No caso da redução do consumo de certos alimentos é um processo que se fará ao longo dos anos, provavelmente, entre gerações. Reduzir o elevado consumo de bens é tarefa árdua quando temos toda uma indústria que nos condiciona a compras compulsivas e onde se criou a ideia que sai mais barato comprar novo que mandar reparar. Por outro lado, caso houvesse uma quebra abrupta de consumo iria gerar um colapso da indústria e consecutivos despedimentos. Assim, uma ideia que no papel faz todo o sentido, na prática será a mais difícil de implementar, porque para além de exigir mudança de hábitos, implicará grandes mudanças estruturais que de momento nem estão na agenda da maior parte dos decisores.

Reutilizar é algo dito de forma envergonhada por cá, pois a palavra usada ou recondicionada tem, para muita gente, uma conotação negativa. No caso da habitação, dado os preços elevados e a escassez de oferta, tem toda a lógica comprar uma casa usada. No entanto, a maioria das pessoas tende a comprar novo pois crescemos com a ideia de que devemos comprar uma boa casa para toda a vida nem que para isso comprometa as nossas finanças durante anos.

Outro cenário onde impera a irracionalidade: quando nascem os filhos: a maioria das pessoas nem se lembra de ver artigos em segunda mão pois “querem o que de melhor há para eles”. Há online ou em lojas de usados carrinhos ou outros artigos de bebés a menos de um terço do preço como novos: roupa ou brinquedos como novos quase sem uso, etc… A verdade é que os argumentos para a reutilização são gritantes, mas pouca gente adopta esta atitude.

Reutilizar é um acto que tem toda a lógica do mundo, mas que vai perdendo a força à medida que este menos impacta na nossa carteira. Tem lógica comprar um carro usado? Uma bicicleta, uma TV ou telemóvel? Qual o problema de comprar usado se existem muitas lojas de produtos recondicionados que dão garantias de 3 anos (que é mais do que recebemos na compra destes artigos novos)?

Se formos para bens ainda mais baratos como roupa, sapatos ou brinquedos, entre outros, encontramos um mercado quase nulo pois toda a gente prefere comprar novo, dado o menor impacto nas finanças da família.

Reutilizar é necessário, para fazê-lo basta abandonar os preconceitos e deixar imperar a razão.

Lembrem e relembrem: Reduzir, Reutilizar e Reciclar – devemos tornar estas acções usuais do dia-a-dia se queremos aportar o nosso grão de areia para um mundo melhor para as futuras gerações.

Artigo de opinião de Filipe Silva, informático e membro da Iniciativa Liberal.

Barcelos inaugura parque infantil em Tamel São Veríssimo

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© CM Barcelos
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Foi inaugurado o Park DiVerSão Máxima, espaço de recreio e lazer, instalado numa área residencial da freguesia de Tamel São Veríssimo, em Barcelos.

O Park DiVerSão Máxima está instalado numa zona residencial e contém escorregas, baloiços, pista de bicicletas de patins e slide. Está também dotado de mesas e bancos para descanso ou piqueniques.

O Park DiVerSão Máxima foi uma obra executada pela Junta de Freguesia e financiada pela Câmara Municipal de Barcelos em 65 mil euros.

Proteção Civil de Famalicão preparada para a época de incêndios

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© CM Famalicão
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“A nossa Proteção Civil tem trabalhado afincadamente para que a época de incêndios decorra sem grandes sobressaltos”, evidenciou o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, na passada sexta-feira, em Vilarinho das Cambas, onde acompanhou os trabalhos da Equipa Operacional da Proteção Civil, “um trabalho exigente e meritório”.

“O dispositivo que está no terreno está atento e alerta para as várias situações que possam representar uma ameaça para o nosso território, no entanto, também não nos devemos esquecer que a prevenção está nas mãos de todos”, realçou o edil, ciente da importância do papel da sociedade civil neste processo.

O dispositivo municipal de vigilância e apoio à supressão de incêndios conta em permanência com nove operacionais, alfaias florestais, kits de primeira intervenção com 500 litros, retroescavadora, trator cisterna de 6000 litros, sistema de videovigilância e uma equipa de sapadores florestais constituída por cinco elementos.

Só no primeiro trimestre deste ano, no âmbito do Plano Municipal de Defesa da Floresta (2021-2030), já foram executados 76,4 hectares de faixas de gestão de combustível, um perímetro de proteção que facilita a intervenção de combate a incêndios e que condiciona o seu avanço. Destes, cerca de 60 ha são referentes às áreas de acolhimento industrial. Adicionalmente, também foram efetuados 29,75 ha nas áreas de cedência do município.

Já em termos de beneficiação da rede viária florestal pela equipa operacional, no primeiro trimestre de 2023 foi intervencionada uma extensão correspondente a 2 quilómetros.   Em 2022 foram executados um total de 103 ha de faixas de gestão de combustível e 6 km de beneficiação da rede viária florestal.

O Plano Operacional Municipal, que define a estratégia de prevenção e combate aos incêndios florestais e regula a articulação entre entidades e organismos municipais e distritais, nomeadamente, as corporações de Bombeiros do concelho, PSP, GNR, Sapadores Florestais, Polícia Municipal e o Serviço Municipal de Proteção Civil, foi aprovado no passado dia 24 de abril, no âmbito da reunião da Comissão Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais.

A base operacional da equipa está sediada no Campus da Proteção Civil, em Bairro, infraestrutura onde é realizada a videovigilância florestal e onde está sediada uma Base de Apoio Logístico Regional e um Centro de Meios Aéreos, resultado de um protocolo com a ANEPC – Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Braga vai celebrar Dia de Corpo de Deus com procissão pelas ruas da cidade

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© CM Braga / Armando Florêncio
© CM Braga / Armando Florêncio

Braga vai festejar o Dia de Corpo de Deus, a 8 de junho, com uma procissão pelas ruas da cidade e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A festa irá contar com uma Eucaristia na Sé Catedral, às 17:00, que será presidida pela Arcebispo Primaz de Braga, D. José Cordeiro.

Às 18:00 sai a procissão pelas ruas da cidade para adorar o Santíssimo Sacramento. No final, decorre o encerramento com benção do Santíssimo.

Quinta Pedagógica de Braga desenvolve programa de férias de verão

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© CM Braga
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A Quinta Pedagógica de Braga volta a promover diversas atividades para preencher o tempo de férias a crianças dos 8 aos 12 anos. O período de inscrições para o programa “Férias na Quinta” decorre até 19 de junho, exclusivamente no Balcão Único, localizado no edifício do Pópulo, ou através da plataforma digital do Balcão Único Online aqui.

Ao longo do período de férias os jovens terão oportunidade de realizar várias atividades distintas, desde oficinas, visitas guiadas, atividades pedagógicas, desportivas, lúdicas, entre outras. Todas as iniciativas irão potenciar o contacto com a natureza, sempre com o objetivo de consciencializar os participantes para a protecção ambiental.

O primeiro período das “Férias na Quinta” realiza-se de 3 a 7 de julho. Já o segundo será de 10 a 14 de julho. As inscrições limitadas até 40 crianças por semana.

O Município de Braga fornece o almoço, assim como o lanche da tarde. As crianças estarão sempre acompanhadas por monitores da Quinta Pedagógica, inclusive no horário das refeições. Cada criança deve trazer uma garrafa de água, de preferência reutilizável e identificada.

As atividades ocorrem entre as 09:00 e as 17:30. O valor de inscrição em cada uma das semanas oscila entre os 20€ e os 40€, em função do escalão a que a criança pertença. Este valor contempla os lanches, o almoço, bem como o transporte para as atividades.

O programa de atividades está disponível aqui.

Iniciativa Liberal reuniu com ACES Braga

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© Iniciativa Liberal
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Uma comitiva da Iniciativa Liberal de Braga, composta por Bruno Machado, deputado Municipal, Olga Baptista, coordenadora geral, e Sofia Araújo, dirigente, reuniu com o ACES Braga. Desta entidade estiveram presentes o diretor Executivo Domingos Sousa, Rui Macedo, presidente do Conselho Clínico e de Saúde, e Cidália Noversa, da Unidade de Apoio à Gestão.

Em cima da mesa esteve a descentralização de competências para o setor da saúde, onde abordaram a gestão operacional e financeira dos centros de saúde, designadamente a manutenção, conservação e gestão dos equipamentos, os serviços de limpeza e vigilância, assim como a gestão do parque automóvel. Foi também tema a gestão dos trabalhadores da carreira de assistente operacional dos agrupamentos de centro de saúde que também passaram o Município de Braga.

A Iniciativa Liberal vê nesta descentralização “uma oportunidade para a proximidade melhorar a gestão e para que seja possível um serviço mais eficiente e de mais qualidade à população, devendo o Município assumir-se como um parceiro na promoção da saúde e combate à doença”.

Por outro lado, a reunião focou ainda a reforma que se encontra em curso com a criação da nova Unidade Local de Saúde em Braga. Em face do apresentado, a Iniciativa Liberal entende que “se trata de um enorme desafio para a Instituição, para os seus profissionais e para o concelho, perspetivando-se uma lógica de cuidados de saúde efetivamente integrados e coordenados e com os ganhos ao nível de economia de escala e da eficiência”.

A Iniciativa Liberal tem “uma visão diferente para o Serviço Nacional de Saúde em Portugal”, mas “acompanhará com atenção esta reforma que poderá ter impacto na vida dos bracarenses”.

5 Belezas encontradas apenas em Braga

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© CM Braga
© CM Braga

Passar por Braga é uma das coisas mais deliciosas que existem. Com uma história de dar inveja para muitos, a cidade tem-se tornado, cada vez mais, destino de turistas e curiosos por entender e aprender sobre a história da Europa. Braga é conhecida por muitas coisas e decidimos separar aqui os 5 fatores que fazem de Braga um lugar para ser conhecido por todo mundo.

1.   Igrejas e Santuários

Braga é conhecida como a “Roma Portuguesa” pela sua forte herança religiosa, espelhada em uma abundante de igrejas e monumentos sagrados. O Santuário do Bom Jesus do Monte, Património Mundial da UNESCO, é um dos locais mais visitados, caracterizado pela sua impressionante escadaria barroca e pela vista panorâmica de tirar o fôlego da cidade. Um lugar que todo católico e não católicos precisam conhecer para ver de perto a história.

2.   A Catedral Mais Antiga do Portugal

O turismo religioso é um dos pontos fortes de Braga, mas também não podemos esquecer a Sé de Braga, a catedral mais antiga do país. A Sé é um exemplo esplêndido da evolução arquitetônica, com elementos românicos, góticos e manuelinos que se fundem para criar uma obra-prima. Dentro dela, os visitantes podem maravilhar-se com os magníficos retábulos e a antiga Capela dos Reis.

3.   Entretenimento

No entanto, Braga não é apenas uma cidade de tesouros históricos. Ela também é um centro vibrante de cultura moderna, sendo sede de alguns casinos Portugal, uma variedade de museus, galerias de arte e festivais ao longo do ano. O Theatro Circo, um edifício de arte déco do início do século XX, acolhe uma variedade de performances, desde peças de teatro a concertos de música clássica e moderna.

4.   Gastronomia

Também é importante mencionar a rica gastronomia de Braga. Seja no centro da cidade ou na região circundante, Braga oferece uma série de pratos deliciosos, incluindo o famoso Bacalhau à Braga e o inconfundível vinho verde da região. Uma verdadeira viagem ao passado de Portugal, um dos berços de muitos países e influência forte em vários locais. A gastronomia de Braga se confunde com a gastronomia Portuguesa de uma maneira geral, vale a pena conhecer.

5.   Vida Noturna

Braga também é conhecida pela sua vibrante vida noturna, graças à presença da Universidade do Minho. Com uma grande população de estudantes, os bares e clubes da cidade estão sempre cheios de energia e vida. Sempre há uma festa ou evento acontecendo nas charmosas ruas de Braga. Quem busca por agitação e corpos humanos, Braga promete surpreender. Faça uma saída à noite do Centro Histórico e descubra um mundo novo, pujante e cheio de vida nova na cidade histórica de Braga.

No entanto, apesar de todas as suas atrações, talvez o mais impressionante sobre Braga seja o seu povo. A hospitalidade e o calor humano dos Bracarenses são lendários. Aqui, cada visitante é recebido como um velho amigo, e rapidamente se sente em casa. Braga é, sem dúvida, uma cidade de contrastes – onde o antigo e o novo coexistem harmoniosamente, onde a tradição e a inovação se encontram.

É uma cidade que deve ser explorada sem pressa, apreciada em todos os detalhes. Por tudo isto, convidamos todos os que ainda não conhecem Braga a visitá-la e descobrir por si mesmos a beleza e o encanto desta maravilhosa cidade portuguesa. Assim sendo, não importa se você é um amante da história, um aficionado por arte, um entusiasta da cultura ou simplesmente alguém que gosta de boa comida e vinho – em Braga, você encontrará algo que lhe agrada. E tenha certeza de que, depois de visitá-la, você vai querer voltar sempre que puder, ou quem sabe vir morar aqui.

Xutos & Pontapés no arranque das Festas Antoninas em Famalicão

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© Xutos
© Xutos

Os Xutos & Pontapés vão atuar em Vila Nova de Famalicão, no primeiro dia das Festas Antoninas. O concerto está agendado para a próxima quarta-feira, 7 de junho, às 22:00, na Praça Dona Maria II.

As festividades decorrem até dia 13 de junho e conta com as atuações de Costinha (8 de junho), Maninho, (9 de junho), T-Rex (10 de junho) e Sopa de Pedra (11 de junho). Os Toninho’s prometem chamar os mais jovens para dançar na noite do dia 10 de junho ao som de DJs convidados.

São quase quarenta atividades, distribuídas por sete dias intensos de festa que contarão com a festa popular, sardinha assada, farturas, manjerico, algodão doce, carrosséis, bailaricos ao som da música popular, entre outros.

Um dos pontos altos das Antoninas de Famalicão está marcado para a noite do dia 12 de junho, véspera de feriado municipal. O grandioso desfile das marchas sai para a rua às 21:00, com o tema “Gentes da Lavoura”.

Estão inscritas oito marchas que já estão em ensaios e preparativos para fazer brilhar uma das maiores romarias do Norte de Portugal. A primeira a desfilar é a marcha da Fraternidade Nun’Alvares, de Vale S. Cosme, uma das estreias do ano. O desfile segue com a marcha da Casa do Povo de Ruivães, da LACS – Associação Cultural S. Salvador da Lagoa, da União de Freguesias de Gondifelos, Cavalões e Outiz, da Associação Recreativa e Cultural de Antas, da Associação Cultural e Desportiva de S. Martinho de Brufe, da Associação Recreativa e Cultural Flor do Monte – Carreira e da Associação Cultural e Recreativa S. Pedro de Riba D’Ave.

Ainda no que diz respeito ao programa cultural das Antoninas, destaque também para o 4.º Encontro de Cavaquinhos no dia 8, a Caminhada Camiliana, o desfile “Tocá Bombar” e o desfile etnográfico no dia 10, para a tarde de música popular na Praça D. Maria II no dia 11, e para as atuações de Maria do Sameiro no dia 12, antes da atuação das Marchas, e dos Terceira Dimensão, no anfiteatro do Parque da Devesa, no encerramento das Antoninas no dia 13.

Nota também para a vertente religiosa das festas, no feriado do dia 13 de junho, com a procissão em honra de Santo António a percorrer as principais ruas da cidade. Antes disso, pela manhã, realiza-se a missa e a distribuição do pão, cumprindo-se uma tradição secular.

Como quase todas as festas populares, as Antoninas vão também chamar os famalicenses para a prática desportiva, com o Grande Prémio de Atletismo Bernardino Machado, no dia 11.

Aos mais pequenos cabe a honra de abrir as festividades com as Marchas Infantis. Com os arquinhos empoleirados e as ancas a baloiçar, as crianças desfilam pela cidade, na sexta-feira, 9 de junho.

As Festas Antoninas de Famalicão foram recentemente inscritas no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, em resultado de um processo iniciado em 2015 com a adesão do Município de Vila Nova de Famalicão ao projeto regional “Romarias do Minho”, lançado pela Associação de Festas de São João de Braga, que reuniu mais de duas dezenas de municípios do Minho, com o intuito de garantir a autenticidade e tipicidade das festas populares desta região.

O programa completo da edição deste ano das Festas Antoninas está disponível aqui.

Famalicão joga trunfos fortes na apresentação da candidatura a Cidade Europeia do Desporto

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© CM Famalicão
© CM Famalicão

O  anúncio do arranque do programa ‘Mamãs Saudáveis’, para a promoção do desporto e de atividade física junto da mulher grávida, potenciando a sua saúde e a do bebé e promovendo condições para um parto mais saudável, e a notícia da modernização e ampliação do Complexo das Piscinas Municipais de Famalicão, que irá ter 3 a 4 pistas de 50 metros, foram as duas novidades avançadas pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, na apresentação pública e oficial da candidatura de Famalicão a Cidade Europeia do Desporto em 2025, que aconteceu ontem, no Parque da Devesa.

Numa festa, que juntou milhares de pessoas no parque da cidade, e onde estiveram presentes, com demonstrações desportivas, uma parte muito exemplificativa das duas centenas de associações desportivas existentes no concelho, Mário Passos jogou os principais trunfos que fazem de Vila Nova de Famalicão um sério candidato à obtenção do título de Cidade Europeia do Desporto, como o reconheceu o presidente da Associação Portuguesa das Cidades Europeias do Desporto, Nuno Santos.

Numa apresentação detalhada dos investimentos, programas e projetos do município para a área desportiva, o Presidente da Câmara deixou bem claro que em Famalicão, “o desporto é mesmo para todos. Começa no ventre da mãe e está disponível em todas as etapas da vida, de forma totalmente gratuita e acompanhada”. “Aqui, o desporto é sinónimo de multiplicidade, de competição, de lazer, de integração, de saúde, de qualidade de vida, de igualdade. Por isso, a aposta na promoção do desporto, é para nós, um fator crítico de sucesso para fomentar o desenvolvimento humano, social e económico da comunidade famalicense”, acrescentou o autarca.

Os programas municipais, abrangentes, múltiplos e ecléticos, como o ‘Mais e Melhores Anos’, o ‘Famalicão em Forma’, o ‘Brincar a Torto e a Direito’, o ‘Nutre Sport’, entre outros, um orçamento anual de 8 milhões de euros para a área desportiva, e um tecido associativo composto por duas centenas de associações que promovem 78 modalidades e envolvem perto de 60 mil atletas em atividade regular, foram alguns dos trunfos lançados para cima da candidatura.

Durante a festa foram ainda apresentados aqueles que são os embaixadores da candidatura: Rosa Oliveira, Vítor Paneira, Paulo Marques, Tiago Machado, Ana Rita Rego, Sofia Oliveira, Carina Moura, Ana Azevedo, Ukra, Luís Silva, Gonçalo Alves e João Pinheiro, são os campeões famalicenses que dão a cara pela candidatura.

Precisamos todos de passar à ação, não há planeta B!

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© Luís Duarte Costa
© Luís Duarte Costa

O “Dia Mundial do Ambiente” é celebrado a 5 de junho desde 1974, mas apenas recentemente tem o destaque que merece. Ou talvez não?

Ultrapassadas as “fake news” e desinformação, é óbvio para qualquer cidadão e leitor minimamente atento, que as alterações climáticas são o maior desafio das nossas vidas e das futuras gerações, ao ponto de colocar em risco a nossa sobrevivência no planeta tal como o conhecemos. Todos as últimas primaveras e verões são as mais quentes que vivemos, desde que há registo. A este ritmo, no final do século XXI, a temperatura aumentará até 4,8ºC, não haverá gelo durante o verão no Polo Norte nem no Polo Sul, cerca de 50% das plantas e animais da terra estarão extintos e o nível do mar subirá mais um metro, as inundações, incêndios e outras calamidades serão cada vez mais frequentes.

Confrontados com esta evidência brutal de eventos à escala planetária, muitos de nós passam a responsabilidade para as instituições governamentais e empresas mundiais. Mas governos e empresas, para além de serem geridos por pessoas, são particularmente sensíveis à opinião pública que os elege ou escolhe os seus produtos e serviços. Um bom exemplo é o de uma adolescente sueca que conseguiu colocar o dedo na ferida e, em público, identificar os principais poluidores mundiais (indústria dos combustíveis, indústria agropecuária desde a vertente de produção química, desflorestação e produção animal intensiva e ainda a indústria de mineração, sobretudo a associada à produção de minérios para equipamentos eletrónicos) e responder aos políticos ignorantes que a contradiziam.

Ou seja, é responsabilidade de cada um de nós fazer tudo o que poder estar ao seu alcance para salvar o ambiente e o planeta onde vivemos!

Foi essa uma das razões para a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) ser um dos sócios fundadores do Conselho Português para a Saúde e Ambiente (CPSA), criada em 2022 pela mão do Dr. Luis Campos, antigo presidente da SPMI, e pelo Prof. Doutor João Queirós, reconhecido Cirurgião Cardíaco. As outras razões estão associadas às particularidades da indústria da Saúde com o meio ambiente e o impacto do meio ambiente na Saúde das pessoas.

 Um dos principais objetivos do CPSA é definir objetivos e estratégias para reduzir o peso da indústria da Saúde como um dos principais poluidores (4,4% da emissão de gases com efeitos de estufa). De situações mais simples, como a reutilização e reciclagem do papel e material têxtil dos hospitais, a situações mais complexas como a redefinição de todo o circuito do medicamento e utensílios médicos e ainda do lixo hospitalar.

Outro propósito é alertar para o aumento progressivo da mortalidade relacionada com o meio ambiente (mais de 5 milhões de mortes por ano atribuídas a temperaturas extremas e mais de 9 milhões associado à poluição), em especial à comunidade médica para que promova mudanças nos hábitos e estilos de vida dos doentes e população em geral.

Os médicos têm um papel fundamental na vida das pessoas, não só pela responsabilidade de prevenir a doença e cuidar da saúde, mas pelo privilégio que os doentes lhes atribuem em ser uma figura de proximidade e de referência nas suas vidas. O que pedimos a todos os médicos e a toda a população, são 5 simples R’s:

-REDUZIR os resíduos com consumo responsável, evitando o desperdício de recursos e criação de lixo;

-RECUSAR o consumo de produtos desnecessários ou de alto impacto ambiental, como o plástico, produtos descartáveis, de utilização única, publicidade, brindes, etc;

-RECICLAR todos os materiais usados, em particular as embalagens, plásticos, papel, cartão e vidro (em Portugal só se recicla cerca de 30% dos materiais usados e na EU cerca de 48,5%);

-REUTILIZAR e dar uma segunda vida aos objetos e materiais, seja por reparação, doação, troca ou venda;

-REPENSAR os nossos hábitos de consumo e escolhas, levando em consideração o impacto ambiental, seja pela reflexão da necessidade real de adquirir certos produtos ou escolher opções mais sustentáveis e com menor dano ao meio ambiente.

Neste último ponto reforço o objetivo 3 em 1 de uma alimentação saudável à base de plantas: é um dos pilares da prevenção cardiovascular, um dos principais meios para reduzir a “pegada ecológica” individual e, não menos importante, evitar o sofrimento e exploração animal.

Precisamos todos de passar à ação e lembramo-nos do óbvio: não há planeta B!

Artigo de opinião de Luís Duarte Costa, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna.