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A Revolução não está em exposição permanente

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© José Rosa
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Somos um país que trata a liberdade como se fosse uma peça de museu. Entra‑se em silêncio, tira‑se uma fotografia, lê‑se uma legenda inspiradora e sai‑se convencido de que a História está segura atrás de um vidro grosso.

O 25 de Abril acontece todos os anos. Mas nem sempre acontece em todos nós.

Há quem ache que a democracia se conserva sozinha, como uma relíquia bem embalada — algo que já foi conquistado, arrumado no arquivo certo e só se retira em dias solenes. Uma espécie de património classificado: ninguém mexe, ninguém questiona, ninguém estraga. Só que a democracia não é um postal antigo. É um organismo vivo. E organismos vivos, quando não se usam, atrofi am.

Abril foi movimento. O que lhe fizemos foi estacionamento.

Falou‑se de liberdade e respondeu‑se com hábito. Falou‑se de participação e ofereceu‑se cansaço. A revolução abriu caminhos; nós tratámos de os transformar em rotinas, desvios e, quando possível, becos sem saída. Hoje, muitos defendem a democracia com a mesma energia com que defendem um comando de televisão: só quando algo deixa de funcionar.

No papel, somos um país livre. Na prática, vamos adiando essa liberdade para quando houver tempo, melhores condições ou menos contrariedades. A cidadania ficou refém do “logo se vê”, e o compromisso coletivo foi substituído por um confortável individualismo opinativo: todos têm opinião, poucos têm disponibilidade.

Abril ensinou que discordar é saudável. Nós transformámos a discordância num desporto de contacto. Em vez de debate, choque. Em vez de divergência, caricatura. A democracia deixou de ser um espaço comum e passou a ser um ringue — com claques, árbitros improvisados e regras mudadas a meio do jogo.

E talvez seja aqui que nos afastámos mais de Abril: quando começámos a confundir liberdade com impunidade, expressão com agressão, diferença com ameaça. A liberdade não foi conquistada para sermos todos iguais, mas para podermos ser diferentes sem medo. Esse detalhe perdeu‑se algures entre o barulho e a pressa.

O problema nunca foi Abril.  O problema foi termos decidido que bastava lembrar, em vez de praticar.

Uma democracia celebra‑se menos com cerimónias e mais com coerência. Vive menos de palavras grandes e mais de gestos pequenos repetidos todos os dias. Não se protege com nostalgia, mas com vigilância. Não sobrevive de memória, exige responsabilidade.

Talvez esteja na hora de tirar Abril da vitrina, de lhe devolver o pó, o risco e a exigência, de aceitar que a liberdade não é confortável, nem consensual, nem automática.

Abril não prometeu facilidade. Prometeu possibilidade. E essa possibilidade só continua a existir se houver quem, todos os dias, esteja disposto a escolhê‑la, mesmo quando dá trabalho, mesmo quando incomoda, mesmo quando não rende aplauso.

Porque a revolução não foi feita para ser venerada. Foi feita para ser continuada.

PS Famalicão alerta à “desvalorização” do executivo com a oposição

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© PS
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O Partido Socialista (PS) de Vila Nova de Famalicão assinalou o 25 de Abril com um almoço comemorativo que reuniu, no Solar da Rocha, em Arnoso Santa Eulália, dezenas de militantes, simpatizantes e membros da comunidade local.

Sob o mote “25 de Abril Sempre”, o encontro destacou-se pela “casa cheia” e pelo “ambiente de convívio e reflexão em torno da liberdade e da democracia conquistadas com a Revolução dos Cravos”.

Eduardo Oliveira, presidente da Comissão Política do PS de Vila Nova de Famalicão, sublinhou “o sucesso” da iniciativa, destacando “a mobilização do partido e da comunidade em torno desta data simbólica”. O responsável aproveitou também o momento para tecer críticas à atuação do atual Executivo municipal.

Segundo Eduardo Oliveira, “têm-se verificado sinais preocupantes de desvalorização do papel democrático da oposição”, apontando como exemplos “a colocação dos vereadores da oposição num gabinete localizado nos fundos de um espaço comercial, a rejeição sistemática de propostas apresentadas pelo Partido Socialista e a exclusão de presidentes de junta eleitos pelo PS de visitas institucionais às suas próprias freguesias”.

O dirigente socialista considerou ainda que “o atual presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão lida mal com a oposição”, e criticou o recurso “à inverdade como estratégia para tentar denegrir o trabalho desenvolvido pelo Partido Socialista”.

O PS de Vila Nova de Famalicão reforça que continuará “empenhado na defesa dos valores de Abril, assumindo o compromisso de uma oposição firme, responsável e construtiva, ao serviço da transparência, da democracia e dos interesses da população famalicense”.

Famalicão: Nine recebe caminhada para apoiar Festas de São João

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© São João de Nine
© São João de Nine

A freguesia de Nine, em Vila Nova de Famalicão, recebe a 2ª edição da Caminhada de São João a 10 de maio.

A iniciativa irá decorrer às 10:00 e tem como objetivo apoiar as festas sanjoaninas da freguesia. A caminhada tem um percurso de 6 quilómetros e as inscrições são obrigatórias (8 euros). Será oferecido um kit com T-Shirt, brindes e uma sandes.

A organização convida a comunidade a fazer parte da caminhada. Para mais informações e inscrições, contacte para os números: 966 952 331; 919 022 277; 911 049 336.

Braga sob aviso amarelo devido à chuva e trovoada

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DR
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O distrito de Braga vai estar sob aviso amarelo devido à previsão de chuva e trovoada, segundo a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O aviso entra em vigor às 12:00 até às 18:00, esperando-se aguaceiros por vezes fortes nas zonas montanhosas, podendo ser de granizo e acompanhados de trovoada.

Na terça-feira há novo aviso, prevendo-se aguaceiros por vezes fortes no interior, podendo ser de granizo, das 12:00 às 21:00.

As temperaturas máximas chegam hoje aos 29º. Amanhã os termómetros atingem os 27º e na quarta descem para os 20º.

SC Braga perde nos Açores

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© SC Braga
© SC Braga

O SC Braga perdeu este domingo, nos Açores, frente ao Santa Clara por 2-1, em jogo correspondente à 31.ª jornada da I Liga.

Os Gverreiros do Minho adiantaram-se no marcador aos 30 minutos por intermédio de Zalazar. O Santa Clara reagiu e marcou dois golos na segunda parte, aos 71′, através de Gonçalo Paciência, e aos 83′ por Gabriel Silva.

O SC Braga mantém os 56 pontos na quarta posição, enquanto o Santa Clara passa a somar 32 pontos e sobe ao 13.º lugar da tabela classificativa.

Esposende testou capacidade de resposta dos agentes de Proteção Civil

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© CM Esposende
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O Município de Esposende promoveu o exercício municipal EspoRex26, uma operação que testou a capacidade de resposta dos agentes de proteção civil perante um cenário de incêndio rural complexo, envolvendo múltiplas ocorrências.

A iniciativa teve como principal objetivo treinar os mecanismos de articulação entre os diversos Agentes de Proteção Civil (APC) e avaliar os sistemas de apoio à decisão no âmbito de intervenções de emergência. O exercício foi conduzido pela Direção do Exercício (DIRDEX), a cargo do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Cávado, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, responsável pelo planeamento, coordenação e execução de todos os procedimentos operacionais.

Integrado no Plano de Operações Municipal (PLANOP), o EspoRex26 funcionará como um instrumento de treino que permitirá testar, em contexto simulado, a eficácia dos processos de planeamento, coordenação e condução de operações, em conformidade com os princípios do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS) e do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Esposende.

A ação foi organizada e dinamizada pelo Serviço Municipal de Proteção Civil e contou com a presença do Presidente e do Vice-presidente da Câmara Municipal, Carlos Silva e Aurélio Neiva, respetivamente, além de todas as entidades associadas ao socorro (Bombeiros e Cruz Vermelha), segurança (GNR, Capitania, ICNF), Unidade de Saúde, hospitais, Segurança Social e Juntas de Freguesia.

Carlos Silva sublinhou a importância de “uma preparação sólida das entidades locais para uma resposta eficaz às diversas operações de proteção civil”, ação na qual se insere este exercício.

Entre os principais objetivos do exercício destacam-se a avaliação dos procedimentos do Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM), a testagem dos mecanismos de ativação do Plano Municipal de Emergência e da eventual declaração de Situação de Alerta, bem como a aferição da capacidade de resposta das unidades orgânicas do Município, das entidades que integram a Comissão Municipal de Proteção Civil (CMPC) e de outras entidades com dever de colaboração.

A realização deste exercício enquadra-se na estratégia municipal de reforço da prevenção e preparação face a riscos, tendo sido aprovada em reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil, realizada a 9 de março.

Com o EspoRex26, o Município de Esposende pretende consolidar a prontidão operacional, melhorar a articulação institucional e garantir uma resposta mais eficaz e coordenada em situações reais de emergência, contribuindo para a segurança de pessoas e bens no território.

Barcelos evocou valores da liberdade

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© CM Barcelos
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O Município de Barcelos assinalou o 52.º aniversário da Revolução de Abril com uma sessão solene realizada no Auditório dos Paços do Concelho, num momento de evocação que reuniu as diversas forças políticas em torno dos valores da liberdade e da construção do futuro.

A iniciativa contou com a participação de todos os partidos com representação na Assembleia Municipal, que apresentaram intervenções alusivas à data e ao significado histórico da Revolução dos Cravos.

Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, lembrou que “os portugueses viveram o mais longo regime autoritário do século XX na Europa”, realçando que “foram décadas de ditadura que significaram muito mais do que repressão, medo e ausência de liberdade”.

“Significaram uma centralização do poder político absolutamente esmagadora, num país que sobrevivia de forma dramaticamente atrasada”, disse.

“Entre o muito que Abril nos proporcionou a todos”, Mário Constantino Lopes sublinhou que “a descentralização administrativa e o reforço do Poder Local foi uma das conquistas mais importantes e decisivas”.

Lembrando que Portugal celebra, em 2026, os 50 anos das primeiras eleições autárquicas em democracia, o presidente da Câmara de Barcelos alertou para o facto de o país estar a viver “uma certa crise de memória, em grande parte gerada por discursos populistas e pelo irresponsável abandono do compromisso com a verdade”. Daí que considerou fundamental recordar como estava o país há 50 anos.

Focando-se em Barcelos, Mário Constantino Lopes recordou algumas realidades anteriores ao 25 de Abril. “Começando pelas acessibilidades, que se baseavam numa rede viária rudimentar e promoviam o isolamento geográfico de freguesias periféricas, limitando o seu desenvolvimento. Muito graças ao Poder Local, estes últimos 50 anos proporcionaram algo que hoje damos como adquirido desde sempre: boas ligações entre o centro e a periferia, através de estradas pavimentadas”, disse.

Um esforço que, continuou, “só nos últimos quatro anos, se traduziu numa verdadeira revolução na rede viária, com a realização da circular urbana em vias de conclusão, a abertura de mais de 270 caminhos nas freguesias, graças ao programa Novos Caminhos, e o início da requalificação de dezenas de quilómetros de estradas, designadamente através do Programa de Requalificação das Estradas do Concelho”.

“O desenvolvimento de Barcelos, impulsionado pelo Poder Local democrático, passou também por uma profunda modernização de infraestruturas e por um investimento sem paralelo em equipamentos desportivos, culturais, escolares e sociais”, acrescentou.

Realçando que, no período pré-democrático, existia uma “dramática escassez de espaços”, Mário Constantino Lopes destacou o papel do Poder Local na construção de “uma rede de excelência, que permitiu democratizar o acesso à cultura, ao desporto e a uma educação de proximidade”.

“Uma rede que deve e vai continuar a melhorar, sendo exemplo disso mesmo o futuro Multiusos — Barcelos Arena, cujo procedimento de concurso público para a empreitada de conceção e construção foi recentemente aprovado, por unanimidade, em reunião de Câmara”, destacou.

O autarca recordou, ainda, o atraso que existia em termos de abastecimento de água e saneamento que, há 50 anos, tornava Barcelos “um concelho com uma cobertura residual, quase exclusivamente dependente de poços e fossas sépticas”

Apesar das dificuldades que reconheceu terem existido neste capítulo, “por motivos e responsabilidades que já todos conhecemos”, Mário Constantino Lopes salientou que o concelho “vive hoje uma nova era, com a retoma dos investimentos na rede de água e saneamento”.

O presidente da Câmara sublinhou, igualmente, a educação enquanto uma das principais conquistas de Abril, enaltecendo o papel do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) na gigantesca transformação que ocorreu nos últimos anos em Barcelos.

“Evoluímos de uma sociedade onde o analfabetismo era estrutural”, destacou, lembrando que “na década de 1990, Barcelos estava abaixo da média da região e da média nacional no número de jovens a frequentar o ensino superior”. Passados 30 anos, “estes números inverteram-se, encontrando-se agora acima da média regional e nacional”.

“Fazendo jus ao que a Revolução de 1974 nos proporcionou, o Município de Barcelos continuará, por isso, a apostar no aprofundamento da sua ligação com as instituições de ensino”, garantiu Mário Constantino Lopes.

Na intervenção final da sessão, o presidente da Assembleia Municipal de Barcelos, Fernando Pereira, prestou homenagem aos militares de Abril e aos deputados da Assembleia Constituinte, sublinhando também a importância da Constituição de 1976 na afirmação e consolidação do regime democrático e do poder local.

Salientou igualmente o papel da Assembleia Municipal de Barcelos enquanto espaço de participação democrática, fiscalização e transparência, lembrando a evolução do poder local desde 1974.

Por fim, apelou à defesa ativa da democracia e ao reforço da participação cívica, em especial das gerações mais jovens, sublinhando que o 25 de Abril “deve ser vivido como um compromisso contínuo com a liberdade e a justiça social”.

Braga: Associação de Pais de Fradelos organizou VII Caminhada da Liberdade

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© Associação de Pais de Fradelos
© Associação de Pais de Fradelos

A Associação de Pais de Fradelos, em Braga, organizou, esta manhã, a VII Caminhada da Liberdade, iniciativa promovida junto da comunidade educativa, que contou com cerca de 130 participantes.

A iniciativa teve como objetivo incentivar estilos de vida saudáveis através da prática de atividade física; dar a conhecer os percursos pedestres existentes nas proximidades em contacto com natureza envolvente; promover o convívio e o espírito de comunidade entre alunos, professores, funcionários e restante comunidade educativa; e angariar verbas para apoiar atividades, comprar material didático e/ou outros equipamentos ao JI e EB1 de Fradelos.

A caminhada pretendeu também “ser um momento simbólico e participativo, aberto à comunidade escolar, reforçando a importância dos valores conquistados com a Revolução de Abril”.

Vanessa Carvalho do SC Braga em 2.º lugar na Maratona da Europa

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© SC Braga
© SC Braga

Vanessa Carvalho, do SC Braga, conquistou o 2.º lugar na Maratona da Europa, que se realizou este domingo, em Aveiro.

A Gverreira do Minho completou a distância de 42 quilómetros com o tempo de 02h32m42s.

Esposende evocou conquista da liberdade e da democracia em Portugal

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© CM Esposende
© CM Esposende

O Município de Esposende comemorou os 52 anos da Revolução de 25 de Abril de 1974 com um programa diversificado que integrou momentos solenes e iniciativas culturais, evocando a conquista da liberdade e da democracia em Portugal. 

As comemorações tiveram início com o hastear das bandeiras, na Praça do Município, acompanhado pela interpretação do Hino Nacional pelo tenor Carlos Guilherme, com o Ensemble de sopros da Banda de Música de Antas. Seguiu-se a sessão solene da Assembleia Municipal, precedida por um momento musical protagonizado por Luís Melo e Jorge Costa, que interpretaram temas emblemáticos da resistência e da intervenção, como “O Povo Unido Jamais Será Vencido”, de Sérgio Ortega, “A Cantiga é Uma Arma”, de José Mário Branco, e “Grândola, Vila Morena”, de Zeca Afonso. 

Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Carlos Silva, destacou o significado intemporal da data, sublinhando que “o 25 de Abril permanece como um marco fundador da nossa democracia, que nos convoca diariamente à responsabilidade de preservar e aprofundar os valores da liberdade, da igualdade e da participação cívica”. O autarca reforçou ainda que “celebrar Abril é também projetar o futuro, garantindo que as novas gerações compreendem o valor das conquistas alcançadas e o papel ativo que devem assumir na sua continuidade”. 

O programa prosseguiu com a apresentação da peça de teatro “Flores de Pão”, pelo GATERC, na Praça do Município, numa evocação sensível das vivências e resistências durante o período da ditadura. 

Durante a tarde, as celebrações estenderam-se à freguesia de Vila Chã, onde decorreu a apresentação do livro “Vila Chã: a Primeira Grande Guerra e a Guerra Colonial”, da autoria de Manuel Penteado Neiva, bem como a inauguração de um monumento de homenagem aos antigos combatentes naturais daquela freguesia, numa cerimónia marcada pela memória e reconhecimento. Na ocasião, o coronel António Estudante, presidente do Núcleo de Braga da Liga dos Combatentes enalteceu a homenagem e lembrou que ainda há muito por fazer, para que os valores de Abril se cumpram. 

As comemorações encerraram no Auditório Municipal de Esposende com o concerto “Sopros de Liberdade”, protagonizado pela Banda de Música de Antas, com a participação especial de Carlos Guilherme e do grupo Terra Larga, numa celebração musical que revisitou canções marcantes da liberdade e da identidade coletiva portuguesa.