Início Site Página 174

A cara como cartão de crédito

0
© Álvaro Rocha
© Álvaro Rocha

Durante anos, sair de casa exigia uma pequena verificação automática: chaves, carteira e telemóvel. Na Coreia do Sul, esse ritual começa a parecer antigo. Para muitos consumidores, já basta levar o rosto.

Segundo o Financial Times, milhões de sul-coreanos estão a aderir aos pagamentos por reconhecimento facial. O processo é simples: o cliente entra numa loja, faz a compra e confirma o pagamento olhando para um terminal. Sem cartão, sem PIN, sem dinheiro e, em muitos casos, sem sequer tocar no telemóvel.

A tecnologia não é nova, mas a escala da adoção merece atenção. A Coreia do Sul, um dos países mais digitalizados do mundo, mostra como a conveniência pode vencer rapidamente a resistência social. Quando uma inovação poupa segundos, elimina fricções e se integra no quotidiano, torna-se difícil travá-la.

Mas há uma diferença essencial entre usar um cartão e usar o rosto. Um cartão perde-se, cancela-se e substitui-se. Uma password altera-se. Um rosto não. É aqui que a promessa da facilidade encontra o limite da prudência.

A biometria transforma características físicas em credenciais de acesso. Aquilo que somos passa a funcionar como chave para pagar, entrar, autenticar e provar identidade. O problema é que, quando essa chave fica comprometida, não há segunda face para emitir.

O entusiasmo sul-coreano revela uma tendência mais vasta: a privacidade está a ser renegociada em nome da comodidade. Aos poucos, aceitamos entregar mais dados porque recebemos em troca serviços mais rápidos, mais personalizados e aparentemente mais seguros. O preço dessa troca, porém, raramente é discutido no momento da adesão.

As empresas garantem encriptação, segurança e separação dos dados. Os reguladores prometem vigilância e controlo. Mas a história recente da tecnologia mostra que nenhuma base de dados é invulnerável e que nenhuma inovação permanece confinada ao uso inicial para que foi criada.

Hoje, o reconhecimento facial serve para pagar um café. Amanhã poderá servir para aceder ao transporte público, entrar no trabalho, validar seguros, obter crédito ou circular em espaços urbanos inteligentes. A fronteira entre eficiência e vigilância pode tornar-se perigosamente fina.

A Europa deve olhar para este fenómeno sem ingenuidade. Não pode rejeitar automaticamente toda a inovação biométrica, sob pena de ficar presa a modelos ultrapassados. Mas também não deve importar o futuro sem discutir as suas consequências. A tecnologia deve servir a liberdade humana, não tornar o cidadão mais rastreável, previsível e dependente.

O rosto é, talvez, o símbolo mais íntimo da identidade. Colocá-lo no centro dos pagamentos é mais do que uma melhoria técnica. É uma mudança cultural profunda.

A pergunta, por isso, não é apenas se pagar com a cara é cómodo. Claro que é. A pergunta é se queremos viver numa sociedade em que a nossa face deixa de ser apenas expressão, presença e identidade para se tornar também cartão, código e chave permanente.

Porque quando o rosto passa a ser a carteira, perder privacidade pode tornar-se tão simples como fazer uma compra.

Pedro Almeida soma novo pódio no Vodafone Rally de Portugal

0
© Pedro Almeida Racing
© Pedro Almeida Racing

Pedro Almeida e António Costa terminaram o Vodafone Rally de Portugal com mais um pódio para a TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal, reforçando o arranque sólido da dupla no Campeonato de Portugal de Ralis 2026.

Inseridos num pelotão de alto nível, Pedro Almeida e António Costa responderam ao desafio afirmativamente, sempre próximos dos lugares da frente, num percurso onde a gestão de pneus, a dureza dos troços de terra e a exigência física das especiais ditaram as diferenças.

Depois do pódio alcançado no Rali Terras D’Aboboreira, a dupla da TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal repetiu a presença no top 3.

Ao longo da prova, Pedro Almeida foi crescendo progressivamente. Após um primeiro dia mais contido, em que terminou na quarta posição, o piloto de Vila Nova de Famalicão reagiu e subiu ao terceiro lugar, posição que consolidou com regularidade e determinação, a mesma receita que usou na Power Stage onde conseguiu angariar mais um ponto valioso, com o terceiro melhor registo.

Apesar do bom resultado, Pedro Almeida não estava completamente satisfeito, espelho da sua ambição e vontade de triunfar. O balanço que fez foi positivo, mas sempre focado em conquistar mais e melhor, ciente da responsabilidade que é representar as cores da TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal. “Voltámos a conquistar um pódio, o que é sempre um resultado positivo, mas a nossa ambição passa por fazer mais e melhor. Sabemos que o Rali de Portugal é uma prova muito dura e exigente, que nos coloca constantemente à prova, e a verdade é que nem sempre conseguimos ser tão consistentes como pretendíamos. Tentámos lutar pelas posições da frente, demos o nosso melhor e é com esta persistência que vamos continuar a trabalhar. Conseguimos ir buscar mais um ponto na power stage e é a somar pontos que queremos continuar. Vamos procurar evoluir e fazer ainda melhor no asfalto do próximo rali”, disse o piloto de Famalicão.

O calendário prossegue com o Rali de Lisboa, agendado para o fim de semana de 28 a 30 de maio, prova de asfalto onde a adaptação do GR Yaris Rally2 às novas características de piso serão determinantes para manter a série positiva de resultados.

Braga acolhe sessão europeia sobre financiamento para inovação inter-regional

0
© Forum Braga
© Forum Braga

O Forum Braga acolhe, a 21 de maio, a sessão “The I3 Instrument in practice: EU funding for interregional innovation investments, success stories from Norte Region, and tips for future applicants”, uma iniciativa dedicada à apresentação de oportunidades de financiamento europeu para projetos de inovação inter-regional.

Promovido pela Comissão Europeia e pelo Instrumento I3, em parceria com a CCDR Norte, e com o apoio da InvestBraga, o encontro reunirá representantes institucionais europeus, entidades regionais e organizações que integram projetos financiados pelo Instrumento I3 – Interregional Innovation Investments Instrument.

Ao longo da tarde serão apresentadas as linhas orientadoras do concurso I3 para 2026, bem como os mecanismos de apoio disponibilizados às entidades candidatas através da I3 Instrument Support Facility. O programa contará ainda com a apresentação de casos práticos de projetos desenvolvidos na Região Norte e financiados por este instrumento europeu, envolvendo organizações como o CITEVE, o Health Cluster Portugal, ou o PRODUTECH.

A iniciativa dirige-se a empresas, clusters, entidades do sistema científico e tecnológico, instituições públicas e outros stakeholders interessados em desenvolver projetos colaborativos de inovação à escala europeia.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia aqui.

Braga sob aviso amarelo este sábado por causa da chuva e trovoada

0
DR
DR

Braga vai estar este sábado sob aviso amarelo por causa da previsão de precipitação, por vezes forte, podendo ser acompanhada de trovoada.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o aviso vigorará entre das 12:00 e as 21:00. No domingo há novo aviso entre as 09:00 e as 23:59 devido à chuva e trovoada.

GNR celebra Dia da Europa com reforço do compromisso na segurança das fronteiras

0
© GNR
© GNR

No dia 9 de maio, assinala-se o Dia da Europa, evocando a histórica Declaração Schuman de 1950. A Guarda Nacional Republicana (GNR) associa-se a esta comemoração reafirmando o seu papel como “ator estratégico na segurança do espaço europeu”.

Com militares projetados em missões civis e militares em quatro continentes e uma participação ativa nas agências EUROPOL (Agência da União Europeia para a Cooperação Policial) e FRONTEX (Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira), a Guarda consolida-se como “um pilar da paz, da solidariedade e da proteção das fronteiras externas da União Europeia”.

A Europa assenta no respeito pelos Direitos Humanos, no Estado de Direito e na democracia. A GNR, enquanto força de segurança de natureza militar, incorpora estes princípios na sua doutrina e ação quotidiana. A convergência das políticas de Segurança Interna e de Defesa na União Europeia reforça a relevância da Guarda, capaz de “operar na interface entre o domínio civil e o militar”.

Esta projeção internacional é um eixo central da Estratégia da Guarda 2030, que posiciona a instituição como “um protagonista ativo na Ação Externa e no Espaço de Liberdade, Segurança e Justiça da União”.

Em 2025, houve mais de 1300 militares em diversas missões e representações internacionais, abrangendo as mais variadas áreas de cooperação e segurança europeia.

“A segurança interna da Europa depende de uma resposta coordenada contra a criminalidade transnacional. A proteção das fronteiras externas é uma condição essencial para a liberdade no espaço Schengen. Através da FRONTEX e de fóruns como o ECGFF (Fórum Europeu de Funções de Guarda Costeira) e EUROSUR (através da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras cabe à GNR alojar e operar o Centro Nacional de Coordenação (CNC), do Sistema Europeu de Vigilância das Fronteiras (EUROSUR)), a GNR garante a vigilância necessária para a deteção precoce de ameaças e gestão de fluxos migratórios”, sublinha a GNR.

No Dia da Europa, a Guarda Nacional Republicana reconhece-se “não apenas como destinatária dos valores de paz e cooperação, mas como agente ativo da sua concretização”.

Para a Instituição, “servir Portugal é, indissociavelmente, servir a Europa, com honra, competência e espírito de missão”.

Conheça os números do Euromilhões

0
DR
DR

Os números do Euromilhões de hoje já são conhecidos. A chave é composta pelos números  2 – 17 – 19 – 34 – 37 e pelas estrelas 8 e 11.

Em jogo está um primeiro prémio de 62 milhões de euros.

A divulgação destes resultados não dispensa a consulta na página oficial dos Jogos da Santa Casa da Misericórdia.

Braga: Mercado BRANC’ARTE cancelado devido às condições climatéricas

0
DR
DR

Devido às condições climatéricas, o Mercado BANC’Arte que estava agendado realizar-se este sábado e domingo, em Braga, foi cancelado.

A organização emitiu um comunicado a informar do cancelamento.

“Devido às más condições meteorológicas previstas para os dias 9 e 10 de maio, os eventos Branc’Arte encontram-se cancelados, este fim de semana. A decisão foi tomada com base nos dados meteorológicos oficiais, garantindo a segurança de expositores, visitantes e equipamentos”, informou Sandra Ribeiro da Associação Branc’Arte.

Alunos de Amares distinguidos com Prémio Sá de Miranda 

0
© CM Amares
© CM Amares

A Biblioteca Municipal Francisco de Sá de Miranda acolheu a cerimónia de entrega de prémios do Concurso Literário Sá de Miranda, promovido pelo Agrupamento de Escolas de Amares

A iniciativa decorreu no âmbito do Festival Variações de Leituras e contou com o apoio do Município de Amares, representado pela vereadora da Educação, Cidália Abreu. A autarquia patrocinou os primeiros prémios. O concurso contou ainda com o patrocínio da Farmácia do Mercado, da Modelar e da empresa DST.

Promovido anualmente, o Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda tem como objetivo “incentivar o gosto pela leitura e pela escrita. À semelhança de edições anteriores, os textos produzidos pelos alunos serão reunidos e publicados na Revista da Escola Secundária de Amares”.

Braga: MUZEU – Pensamento e Arte Contemporânea dst ultrapassa os 10 mil visitantes

0
© Hugo Delgado
© Hugo Delgado

O MUZEU, em Braga, ultrapassou a fasquia dos 10 mil visitantes nas primeiras duas semanas de abertura, superando as melhores expectativas da direção.

“Sabíamos que despertaríamos interesse na cidade, na região, mas confesso que fiquei surpreendida com a adesão inicial e os números iniciais são bastante satisfatórios. A nossa missão está a cumprir-se: estudar e divulgar a coleção de arte contemporânea de José Teixeira e do dstgroup e promover o pensamento crítico a partir da literacia das artes e das humanidades”, refere a diretora geral e curadora, Helena Mendes Pereira.

Além das visitas ilustres dos primeiros dias de abertura, de onde se destacam o presidente da República, António José Seguro, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, o cardeal José Tolentino Mendonça ou o presidente do Conselho Europeu, António Costa, o maior número de visitantes é, naturalmente, do distrito de Braga, havendo um número considerável de acessos de visitantes provenientes de países tão distantes como os Estados Unidos, China, Japão ou Argentina. 

Os ciclos de programáticos integrados no programa de abertura “Abrir Abril”, nomeadamente o Ciclo Jazz no MUZEU ou o Dansa Contínua, têm recebido o interesse dos públicos nas sessões que já decorreram. “Temos uma oferta variada, de grande qualidade, porque os nossos parceiros de programação para cada uma das áreas dispensam apresentações. Acreditamos que, pelos espetáculos que temos, pela qualidade das coleções que mostramos na primeira exposição ‘Sejamos realistas, exijamos o impossível’ e pela postura que adotamos, eminentemente política e humanista, o MUZEU será, com toda a certeza, um espaço de paragem obrigatória”, reforça Helena Mendes Pereira.

Para o presidente do Conselho de Administração do dstgroup e fundador do MUZEU, José Teixeira, a concretização deste projeto provocou-lhe “sentimentos que não sabia serem possíveis”. “Eu sabia que iria ter boas sensações, quando retirasse as obras de arte das paredes da minha casa e as colocasse no MUZEU. No entanto, jamais imaginaria tamanha felicidade de ver este espaço cheio de pessoas, algumas que nunca haviam entrado num museu de arte contemporânea. É esta a nossa missão: devolver à sociedade aquilo que conseguimos através do esforço de todos os trabalhadores do dstgroup e tentar que, através da arte, possamos mudar o mundo”, afirma José Teixeira.

O mês começa com a apresentação da obra de arte integrada no programa do INDEX, do qual o MUZEU faz parte. “Silent”, uma obra de 2016 de Pauline Boudry e Renate Lorenz ficará patente no Laboratório até dia 17. Também em maio iniciaremos as conferências de Introdução à Política, que celebram os 50 anos da Constituição Portuguesa, recebendo José Pacheco Pereira (curador deste ciclo) e Kathleen Gomes, sob o tema “As eleições de 1975 na construção da democracia”. Para dia 14, está reservado mais um evento do Clube da Escuta, que propõe a audição de um disco em conjunto, com comentários antes e depois de cada evento, num momento de partilha comunitária. Antologia da Música Regional Portuguesa – Volume Minho, de Fernando Lopes Graça e Michel Giacometti será a escolha do mês. Ainda na música, para dia 22, está marcado o concerto do brasileiro Amaro Freitas integrado na Semana de comemoração do Dia Internacional dos Museus. Antes, dia 21, o dia será preenchido com a apresentação do Livro do MUZEU, seguida de uma visita guiada pela diretora geral, Helena Mendes Pereira e pelo arquiteto que desenhou o projeto do MUZEU, José Carvalho Araújo.

Antes de acabar o mês, espaço para as famílias, com a Oficina de Filosofia para Crianças, com a sessão “Somos livres para pensar o que quisermos?” (dia 24, às 11h). Note-se que cada criança deve ser acompanhada por um adulto, com entrada gratuita, para um programa familiar perfeito para um domingo de manhã.

Fechamos o mês em beleza, no dia 28 de maio, com um novo concerto de jazz. O Quarteto de Rita Caravaca leva até à Assembleia do MUZEU um repertório próprio construído pela própria, ao longo dos últimos anos. A pianista finalista da Escola Superior de Música de Lisboa é um dos nomes mais promissores do jazz nacional e chega até nós através da parceria com o Hot Clube Português.

Famalicão: Ave Cooperativa Intervenção Psico-Social apresenta novo Pirilampo Mágico

0
© CM Famalicão
© CM Famalicão

Já é conhecida a nova cor do Pirilampo Mágico, símbolo de solidariedade e de apoio a crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual e/ou multideficiência. A ACIP – Ave Cooperativa Intervenção Psico-Social, entidade que leva a cabo a campanha nos concelhos de Vila Nova de Famalicão, Lousada e Trofa, assinalou nos Paços do Concelho o arranque de mais uma iniciativa nacional que, em 2026, se apresenta com o lema “A solidariedade tem raízes firmes”.

O castanho foi a cor escolhida para a edição deste ano, reforçando a ideia de que o apoio à inclusão começa em raízes fortes que sustentam sonhos.

O pirilampo terá um custo de 2,50 euros e, a partir desta sexta-feira, 8 de maio, e até 1 de junho, poderá ser adquirido junto da ACIP e em diversos locais como a rede de balcões do Banco Montepio, lojas CTT, caixas do Pingo Doce, supermercados, hipermercados e comércio local, contando ainda com o envolvimento de empresas, clubes desportivos e de toda a comunidade escolar.

As receitas revertem a favor das cooperativas de solidariedade social (CERCI) e de outras organizações que, por todo o país, prestam serviços de apoio a milhares de crianças, jovens e adultos com necessidades especiais.