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Deputados do PS defendem reforço das acessibilidades em Vila Verde

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Os deputados do Partido Socialista eleitos pelo círculo de Braga reuniram-se com a presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Fernandes, para acompanhar os principais investimentos em curso no concelho e “reforçar o compromisso de proximidade do PS com os territórios do distrito”.

A reunião integrou o roteiro de trabalho que os deputados socialistas estão a desenvolver junto dos municípios minhotos, com o objetivo de “identificar prioridades locais, acompanhar a execução dos fundos comunitários e contribuir para desbloquear projetos estratégicos para a região”.

Entre os temas centrais do encontro estiveram “as acessibilidades, a mobilidade, a habitação jovem e a execução dos investimentos apoiados pelo PRR e pelo Portugal 2030”.

Os deputados socialistas acompanharam os avanços relacionados com a variante à EN101, considerada “há décadas uma necessidade estrutural para Vila Verde e para toda a mobilidade no coração do Minho”. Foi também analisada a intervenção prevista na EN201, bem como os projetos relacionados com a rotunda do Canoísta e a ligação ao Parque Empresarial de Oleiros.

Para os deputados do PS, “estes investimentos são fundamentais para melhorar a qualidade de vida das populações, reduzir tempos de deslocação, aumentar a competitividade económica do território e criar melhores condições para atrair empresas e fixar jovens no concelho”.

Durante a reunião foi igualmente valorizada a inclusão da ligação ferroviária Braga – Vila Verde no plano nacional ferroviário, uma infraestrutura considerada “estratégica para reforçar a mobilidade sustentável e aproximar o concelho dos principais polos urbanos e universitários da região”.

Os deputados destacaram ainda “a importância da nova concessão de transportes públicos prevista para integrar os territórios do Cávado e do Ave, permitindo melhorar as ligações intermunicipais e responder às necessidades de estudantes e trabalhadores que diariamente circulam entre Braga, Vila Verde e Guimarães”.

Na área da habitação, foi reconhecido “o trabalho desenvolvido pelo município na criação de respostas dirigidas aos jovens, através de benefícios fiscais, redução de taxas e disponibilização de lotes municipais infraestruturados para construção de habitação própria a preços acessíveis”.

A execução dos investimentos financiados pelo PRR e pelo Portugal 2030 mereceu também destaque. Entre os projetos em curso encontram-se o Bairro Comercial Digital, intervenções em escolas, modernização administrativa, ciclo urbano da água, proteção civil, equipamentos desportivos e requalificação de infraestruturas públicas.

Os deputados do Partido Socialista sublinharam que “o aproveitamento integral dos fundos europeus é determinante para acelerar o desenvolvimento do distrito de Braga” e defenderam “a necessidade de garantir estabilidade e capacidade de execução para que estes investimentos se concretizem dentro dos prazos previstos”.

No final da reunião, os deputados reafirmaram “o compromisso de continuar a acompanhar os projetos estruturantes de Vila Verde e de defender, na Assembleia da República, os interesses das populações e das autarquias da região”.

Vai à Vila em Famalicão promove interculturalidade, saúde e produtos locais

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© CM Famalicão
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Os mercados urbanos “Vai à Vila!” vão continuar a animar a Praça D. Maria II, em Vila Nova de Famalicão.

A iniciativa começa já no fim de semana, dias 16 e 17 de maio, com o Mercado das Famílias Interculturais, um espaço dedicado à partilha de culturas, costumes e tradições das famílias imigrantes residentes no concelho.

O programa de animação de sábado, dia 16, inclui atividades desportivas, musica e animação pelas ruas, com o grupo de bombos da ACIP a atuar pelas 11:00. A partir das 14:00 são vários os artistas do projeto Sons do Bairro que animam o espaço, a que se segue a atuação da Rusga de Joane, pelas 15:30. O programa tem ainda o entoar do Hino da Familia, marcado para as 17:00, projeto do grupo The Village.

O Mercado das Famílias Interculturais pode ser visitado entre as 10:00 e as 18:30.

A iniciativa prossegue com o Mercado da Saúde, que decorre nos dias 18, 19 e 20 de maio, numa parceria com a Escola Profissional CIOR. O evento, que decorre das 09:00 às 16:00, pretende sensibilizar a comunidade para a importância da saúde e do bem-estar, disponibilizando diversos rastreios gratuitos, nomeadamente de pressão arterial, índice de massa corporal, glicemia, colesterol, frequência cardíaca, bem como avaliações auditivas e visuais.

Além dos rastreios, o mercado contará com atividades físicas e sessões de literacia em saúde. Participam ainda várias entidades da área da saúde e solidariedade, entre elas as Farmácias da Devesa, do Calendário, Barbosa, Martins Ventura, Ribeirão e Maceiras, UCC D. Maria II, ESSVA-CESPU, Associação Dadores de Sangue de Vila Nova de Famalicão, Jorge Oculista, Central Óticas, FamaÓtica, Bombeiros Voluntários de Famalicão e Bombeiros Voluntários Famalicenses.

Ainda no mês de maio, o ‘Vai à Vila!’ recebe o Mercado Produto que é Nosso, no fim de semana de 22, 23 e 24, dedicado à promoção de produtos locais.

Os visitantes poderão encontrar produtores de vinho, padaria, doçaria, mel, enchidos e outras especialidades regionais. Entre os participantes encontram-se a Adega Casa da Torre, Casa de Compostela, Morgado de Outiz, Quinta das Pirâmides, Vinevinu, Vinhos Castro, Vermuiz, Doces Carol, Pão-de-Ló Burguês, Vieira de Castro, Amândio Braga – Mel Multifloral e Fumeiro do Fernando.

O Mercado Produto que é Nosso abre portas na sexta-feira, dia 22, pelas 14:30, encerrando às 21:00. No sábado, pode ser visitado das 10:00 às 21:00, e no domingo, das 10:00 às 19:00, com a INCOGNITUNA – Tuna Académica Masculina da ESSVA a animar o espaço pelas 16:00.

Famalicão vai iluminar Paços do Concelho com cores do arco-íris

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© CM Famalicão
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A Câmara Municipal de Famalicão vai iluminar os Paços do Concelho com as cores do arco-íris nas noites de 16 e 17 de maio, de forma a assinalar o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, celebrado anualmente a 17 de maio.

A iniciativa pretende “reforçar o compromisso com a promoção dos Direitos Humanos, da igualdade e da inclusão, sensibilizando para a construção de uma sociedade mais aberta, tolerante e solidária”.

Subida da Vezeira encheu ruas da vila do Gerês

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© CM Terras de Bouro
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A Subida da Vezeira voltou a afirmar-se como um dos momentos mais emblemáticos da preservação das tradições comunitárias de Terras de Bouro, enchendo as ruas da vila do Gerês no passado dia 10 de maio.

As vezeiras de Rio Caldo e de Vilar da Veiga cumpriram, uma vez mais, o secular ritual de subida à serra, atravessando a vila termal num desfile marcado pela forte ligação entre as comunidades locais, a pastorícia e a identidade cultural do território. O evento, organizado pela Associação Lírio do Gerês, contou com o apoio do Município de Terras de Bouro, da Junta de Freguesia de Rio Caldo, da Junta de Freguesia de Vilar da Veiga e dos Hoteleiros do Gerês.

A prática comunitária da Vezeira em Terras de Bouro realiza-se anualmente, de forma ininterrupta, entre os meses de maio e setembro, na freguesia de Vilar da Veiga, envolvendo a participação das vezeiras de Vilar da Veiga, Rio Caldo e da Aldeia Comunitária da Ermida. Mantida ao longo de várias gerações pelos criadores de gado bovino e pelas suas famílias, esta tradição ancestral representa um valioso património cultural imaterial e um dos mais genuínos símbolos da identidade e da vivência comunitária serrana.

Ao longo do fim de semana, a iniciativa proporcionou diversos momentos de animação cultural e gastronómica, com destaque para as atuações do Rancho Folclórico da Associação Sociocultural de Paradela de Valdosende e do grupo Irmão Pires & Amigos, bem como para as tradicionais chegas de bois, atraindo numerosos visitantes à Vila do Gerês e contribuindo para a dinamização da economia local.

Para o Município de Terras de Bouro, “a valorização e preservação de tradições como a Vezeira assumem-se como uma prioridade estratégica, não apenas pela salvaguarda do património cultural imaterial, mas também pelo seu contributo para a afirmação do território, para a dinamização da economia local e para a promoção de um turismo autêntico, sustentável e profundamente ligado às raízes e identidade das comunidades serranas”.

Oferta de casas à venda em Braga diminuiu 13%

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DR
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O stock de habitação disponível para venda em Braga desceu 13% no primeiro trimestre de 2026, face ao mesmo período do ano anterior, segundo os dados analisados pelo idealista, o principal marketplace imobiliário do sul da Europa.

A oferta de habitação à venda diminuiu em 18 das 20 capitais de distrito do país e regiões autónomas analisadas no último ano, com aumentos apenas em Santarém (2%) e Vila Real (1%).

Em sentido contrário, as maiores quebras da oferta observaram-se em Faro (-38%), Portalegre (-31%), Funchal (-26%) e Porto (-25%), seguidas de Évora (-21%), Coimbra (-16%), Aveiro (-15%), Castelo Branco (-15%), Braga (-13%) e Lisboa (-13%).

Segundo o idealista, registaram-se ainda reduções da oferta habitacional em Leiria (-11%), Setúbal (-10%), Ponta Delgada (-8%), Viseu (-8%), Guarda (-7%), Bragança (-6%), Viana do Castelo (-4%) e Beja (-3%), confirmando uma retração generalizada da oferta de casas à venda na maioria dos mercados analisados.

Museus de Guimarães vão estar de portas abertas

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Centro Cultural Vila Flor © UMinho
Centro Cultural Vila Flor © UMinho

No Dia Internacional dos Museus, a 18 maio, e na Noite Europeia dos Museus, a 23 maio, A Oficina convida todos a (re)descobrir os seus espaços expositivos – Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Palácio Vila Flor, Casa da Memória de Guimarães, Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra – com entradas e visitas orientadas gratuitas. Sob o tema internacional “Museus a unir um mundo dividido”, as iniciativas reforçam o papel dos museus enquanto espaços de encontro, diálogo, inclusão e construção coletiva.

Associando-se a esta celebração internacional, A Oficina convida o público a habitar os seus espaços culturais como territórios de descoberta, pensamento e partilha. No dia 18 de maio, todos os espaços expositivos geridos pel’A Oficina terão entrada gratuita durante o horário habitual de funcionamento (09:30-13:30 e 14:30-18:30), possibilitando visitas autónomas às exposições patentes. Participam nesta celebração o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, o Palácio Vila Flor, a Casa da Memória de Guimarães, e o Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra, espaços que afirmam a diversidade cultural e artística do território vimaranense.

As comemorações prolongam-se no dia 23 de maio, com a celebração da Noite Europeia dos Museus. Nessa data, o CIAJG, a Casa da Memória de Guimarães e o Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra terão horário alargado até às 22:30, com visitas orientadas gratuitas conduzidas pelos monitores da equipa de Mediação Cultural d’A Oficina entre as 18:30 e as 22:30. No CIAJG, as visitas contarão também com a participação do diretor artístico do museu e artes visuais d´A Oficina.

O Centro Internacional das Artes José de Guimarães tem atualmente patentes as exposições “Come di”, a primeira retrospetiva sistemática de Jorge Molder, “Back Outside”, do artista escocês Aidan Duffy, e “Artes Tradicionais Africanas na Coleção de José de Guimarães”, naquele que é o primeiro ciclo expositivo sob a direção artística de Miguel Wandschneider. Este centro de arte contemporânea, cuja base do seu projeto cultural é a coleção do artista José de Guimarães (e um conjunto representativo da sua própria obra), acolhe igualmente obras de artistas contemporâneos com diversas linguagens artísticas que estimulam novas formas de pensamento crítico e sensível.

O Palácio Vila Flor, espaço expositivo do Centro Cultural Vila Flor, um dos mais emblemáticos espaços culturais da cidade, acolhe regularmente propostas expositivas e projetos multidisciplinares que cruzam criação contemporânea e pensamento artístico, apresentando atualmente a exposição “Só me Saem Duques e Cenas Tristes”, dos artistas Hugo Flores, Luísa Abreu e Teresa Arêde, com curadoria de Ivo Martins.

A Casa da Memória de Guimarães propõe uma reflexão contínua sobre a identidade, as histórias e as transformações do território e das suas comunidades, convidando o público a participar numa experiência construída a partir das memórias coletivas e individuais da cidade.

Já o Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra dedica-se à valorização dos saberes tradicionais, dos ofícios e das práticas artesanais, num espaço onde o fazer manual continua a ser lugar de transmissão e experimentação. Inclui um núcleo museológico sobre os ofícios mais característicos desta região – olaria, têxteis, curtumes e cutelarias –, bem como uma loja e um atelier onde é possível observar a feitura da Cantarinha dos Namorados.

Póvoa de Lanhoso recebe auscultação pública sobre eventual elevação a cidade

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© CM Póvoa de Lanhoso
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A Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso vai promover, entre os dias 17 e 23 de maio, uma auscultação pública à população sobre a eventual elevação da freguesia da Póvoa de Lanhoso (Nossa Senhora do Amparo) a cidade.

Esta iniciativa tem caráter consultivo e pretende “ouvir a opinião dos cidadãos recenseados na freguesia, garantindo um processo participado, transparente e representativo da vontade da população”.

A votação decorrerá na sede da Junta de Freguesia, de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 12:00 e das 14:30 às 22:00, e ao sábado e domingo, das 10:00, às 22:00.

Para participar, os eleitores deverão estar recenseados na freguesia da Póvoa de Lanhoso e apresentar o respetivo Cartão de Cidadão.

A Junta de Freguesia considera “fundamental envolver a comunidade nesta decisão”, incentivando “a participação de todos os cidadãos”.

Braga: Tadim organiza caminhada para ajudar Liga Portuguesa Contra o Cancro

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A Junta de Freguesia de Tadim, em Braga, vai promover um conjunto de atividades para os meses de maio e junho, convidando toda a comunidade a participar.

O grande destaque deste programa é a Caminhada Solidária “Trilho das Candeias”, que se realiza no dia 31 de maio, com o objetivo de unir o desporto à solidariedade social.

Este evento solidário tem como propósito apoiar a Liga Portuguesa Contra o Cancro, revertendo as receitas a favor desta causa. O percurso terá início às 09:00 no Largo S. Bartolomeu, estando a concentração marcada para as 08:30. As inscrições já se encontram abertas e decorrem, na Junta de Freguesia de Tadim, até ao dia 17 de maio.

“Durante os próximos três fins de semana, Tadim prepara-se para três atividades que vão ser uma boa oportunidade para a população estar junta, mas também para ser solidária, como acontece com a Caminhada Solidária “Trilho das Candeias”. Este ano, todas as receitas geradas vão reverter a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro, que faz um trabalho meritório em favor de tantas e tantas pessoas”, disse Rolando Vilaça, presidente da Junta de Freguesia de Tadim.

Para participar, os interessados devem fazer a sua inscrição para garantir o seu lugar. O evento inclui a oferta de água e de uma t-shirt oficial da caminhada.

Além da caminhada, o calendário de atividades inclui outras iniciativas de relevo. No dia 17 de maio, terá lugar o Cicloturismo de Tadim, com partida às 09:30 da sede da Junta de Freguesia. Já no dia 6 de junho, o Largo da Freguesia recebe uma Aula de Spinning ao Ar Livre, pelas 16:00, uma atividade gratuita mas com vagas limitadas.

Terras de Bouro coloca 4,5 quilómetros de rails em várias estradas do concelho

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© CM Terras de Bouro
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O Município de Terras de Bouro colocou 4,5 quilómetros de rails em várias estradas do concelho para reforçar as condições de circulação e a redução do risco de acidente nas vias.

Esta intervenção surge “na sequência de outras que têm vindo a acontecer, aumentando desta forma as proteções metálicas adjacentes nas estradas do concelho, sobretudo em zonas mais sinuosas e com desníveis de relevo”.

“Trata-se de uma medida preventiva e de reforço relativamente à estratégia que o município tem vindo a adotar para criar melhores condições de segurança à população residente e a quem nos visita. O investimento realizado e a requalificação da rede rodoviária são fundamentais para a promoção de um estilo de condução defensivo, algo a que o Município de Terras de Bouro também apela junto de todos os condutores”, refere a Autarquia.

Braga Romana: quando o passado exige futuro

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Braga volta, mais uma vez, a ser Bracara Augusta. A Braga Romana não é apenas um evento de recriação histórica: é um retrato vivo de uma cidade que se recusa a ser pequena. No meio dos escudos, toga, gladiadores e mercados antigos, respira‑se uma ideia simples, mas poderosa: Braga tem um passado de referência… e merece um futuro à mesma altura.

Foi a única cidade criada pelo imperador Augusto no atual território português a norte do Douro, funcionando como um polo de irradiação da cultura, língua (latim) e costumes romanos para os povos indígenas (brácaros).

Porque, quando se caminha em direção à Sé e ao largo do Paço, cruzando legionários, magistrados e mercadores, é difícil não pensar numa pergunta incómoda: se Braga foi importante no passado, por que hei de ser modesta hoje? A cidade que nasceu sob o signo de Roma, sob o signo de Césares não foi feita para protagonizar pequenas histórias; foi feita para grandes narrativas.

A história de Bracara Augusta é bem mais do que linha de tempo num livro escolar. Foi capital da região da Gallaecia, ator político e económico do Noroeste Peninsular, cidade de magistrados, de santuários e de mercadores. Braga, nessa época, não era apenas um ponto lateral no mapa: era o centro, um lugar de convergência, de poder, de decisão e de influência.

Convém referi que esta herança não é apenas romanticismo. É sim uma prova de que Braga tem um gene de centralidade. Quando se olha para o papel que já teve no passado, é difícil compreender que a cidade aceite, de forma silenciosa, um lugar secundário (atrevem a ri mais longe e dizer terciário) na discussão sobre o futuro do país ou o seu impacto. A memória histórica exige humildade, certo, mas também exige coragem para assumir o peso que se carrega, e sobretudo coragem aos agentes políticos da cidade, município, executivo e oposição.

Braga Romana é, por isso, muito mais do que uma atracão turística. Mostra‑nos como Braga domina o eixo medieval, como abraça o turismo, como transforma o património em espetáculo, mas, também, como ainda não foi totalmente capaz de traduzir essa força histórica e cultural em projeção política, económica e institucional à escala nacional, esta cidade e o seus habitantes merecem mais e melhor.

A feira romana faz parte da história da nossa cidade, é um marco, reúne milhares de pessoas, capta olhares da comunicação social, atrai visitantes de fora. Mas, ao mesmo tempo, deixa emergir um sentimento: se conseguimos fazer isto com o passado, por que não fazemos tanto, ou mais, com o futuro? Porque não podemos ser mais ambiciosos no papel que temos no país, no Norte, no Minho?

Braga não é apenas uma “cidade histórica” ou uma “cidade religiosa”. É, hoje, uma cidade de universidades, de empresas, de serviços, de tecnologia e de cultura. Tem população jovem, tem dinamismo, tem tradição e tem rede. Mas, por vezes, o seu protagonismo não corresponde ao tamanho do seu potencial.

Será culpa da classe política que liderou a cidade nas últimas décadas? Certamente que tem a sua responsabilidade. No entanto, não podemos isentar as forças políticas nacionais, sobretudo os maiores partidos, PS e PSD que contribuíram para aprofundar ainda mais o centralismo. Deputados eleitos pelo círculo de Braga que pouco ou nada fizeram pela cidade são também culpados do estado atual da cidade. Pedia-se mais, muito mais.

Basta olhar para o estado atual de Braga: desordem urbanística, trânsito caótico, habitação muitas vezes financeiramente incomportável, transportes públicos deficitários, entre outros problemas evidentes. Nos últimos 10 a 20 anos, não houve qualquer investimento de grande impacto por parte do Estado central que tivesse transformado a vida dos bracarenses.

E no que toca a infraestruturas, duas grandes obras estruturais continua -se sem se ver luz ao fundo do túnel — Nó de Infias e a variante do Cávado.

Neste mês de Maio, nesta semana de Braga Romana, desperta em mim — e seguramente em muitos bracarenses — o sentimento de que a cidade merece mais e tem potencial para tal.

Se Bracara Augusta era centro de poder, de religião e de comércio, Braga de hoje pode ser centro de inovação, de formação, de cultura e de liderança regional. Isso não acontece por acaso; acontece por ambição, por plano e por vontade política.

Uma das ferramentas para esse caminho seria, sem dúvida, a criação da famosa área metropolitana de Braga ou Minho — uma área metropolitana que não englobe a apenas cidade, mas sim também os seus parceiros: Vila Verde, Barcelos, Vila Nova de Famalicão, Guimarães e Amares.

A memória romana não deve servir apenas para desfilar trajes, tirar fotos, aparecer no jornal, vender artesanato ou encher notícias de cor. Deve ser um motor de identidade. Braga tem o direito, e até à obrigação, de exigir uma posição de relevo: na distribuição de investimentos públicos, na localização de infra‑estruturas estratégicas, na atração de empresas, na promoção cultural e na visibilidade nacional.

Porque uma cidade que nasceu romana não combina bem com a modéstia, combina melhor com a ousadia.