Município e UMinho apresentam projeto para a área arqueológica das Carvalheiras
Terça-feira , Agosto 4 2020 Periodicidade Diária nº 2533
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Município e UMinho apresentam projeto para a área arqueológica das Carvalheiras

O Município de Braga e a Universidade do Minho promovem no próximo dia 30 de novembro, pelas 10h00, no Museu D. Diogo de Sousa, a apresentação pública do projeto integrado de valorização, musealização e adequação à visita da área arqueológica das Carvalheiras, abrindo-o de seguida à discussão pública.

Recorde-se que o Município a UMinho celebraram, em 2018, um acordo de cooperação tendo como objetivo a elaboração deste projeto, que resulta do empenho conjunto de ambas as entidades.

O conjunto arqueológico das Carvalheiras, classificado como Imóvel de Interesse Público, constitui uma das mais originais e maiores áreas com ruínas romanas da cidade, oferecendo um elevado potencial histórico, científico e cultural na promoção de Braga e do país.

A apresentação contará com a presença de Ricardo Rio, de Rui Vieira de Castro, reitor da Universidade do Minho, e de Miguel Bandeira, vereador do Património e Regeneração Urbana.

O conceito e o projeto serão apresentados pelos projetistas, os arquitetos José Alejandro Carballo e Ricardo Mar Medina, juntando-se à coordenação científica Manuela Martins, vice-reitora da Universidade do Minho e responsável científica pelas escavações arqueológicas.

A apresentação contemplará a conceção da solução arquitetónica de musealização das ruínas e dos circuitos de visita, das soluções de conservação e cobertura dos vestígios, da solução arquitetónica do centro de interpretação e da sua articulação com a área a visitar e a envolvente.

Recorde-se que o sítio arqueológico das Carvalheiras é o único quarteirão romano completamente escavado da antiga Bracara Augusta, sendo o seu valor inegável para entender o urbanismo romano da antiga cidade.

A intervenção permitirá a sua recuperação integral para utilização como lugar privilegiado de visita do passado romano da cidade, complementando a narrativa e os itinerários com outros lugares da mesma época que hoje já se podem visitar: entre outros, a Fonte do Ídolo, as Termas Romanas ou o Museu Arqueológico D. Diogo de Sousa.