
“Nunca se perde tempo com aquilo que amamos”. A frase, da autoria do historiador Alberto Sampaio, deu, hoje o mote para a inauguração do projeto de intervenção artística comunitária “Origens”, que embeleza uma parede da Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga.
O projeto foi desenvolvido pelo Centro Artístico – A Casa ao Lado, em conjunto com o Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio, e está integrado no “ATLAS – Programa de Mediação Cultural” – promovido pelo Município de Braga e alinhado com a Estratégia Cultural de Braga 2020-2030.
Ao longo de três meses (março, abril e maio) mais de 300 alunos participaram na pintura mural envolvendo 16 turmas do 12º ano do Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio.
Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, sublinhou que o Atlas é especialmente dirigido às comunidades educativas, envolvendo ao todo oito iniciativas nas mais diversas áreas, da música à dança, cinema, fotografia, pintura e artes visuais, sempre com a dimensão do desafio à criatividade e à arte urbana. “É um projeto que valoriza os jovens, os professores e as escolas”, disse o autarca.
Por sua vez, Suzana Leite, coordenadora Intermunicipal do Plano Nacional das Artes, elogiou o trabalho desenvolvido pelo Município na área da cultura e nas escolas, salientando que “Braga trabalha com as escolas e não nas escolas”. A responsável afirmou ainda que “o contacto dos artistas com os jovens tem um poder transformador”.
“Origens” é um projeto de intervenção artística que pretendeu promover a transformação social para a igualdade e liberdade. O reconhecimento da diferença é “importante para a gestão e consciência da diversidade cultural nas escolas”. A igualdade, por sua vez, é “fundamental para permitir que todos adquiram competências que lhes permitam superar as barreiras sociais”.


