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Lançada primeira pedra em Braga para casa que vai acolher vítimas de violência doméstica

A obra deverá estar concluída até final de agosto de 2026.

© Cáritas

Está lançada a primeira pedra para a construção do novo Centro de Acolhimento de Emergência (para vítimas de violência doméstica. O projeto da Cáritas de Braga foi apresentado na Sé de Braga.

A obra terá um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros e deverá estar concluída até final de agosto de 2026.

O CAE de Braga será constituído por 12 quartos, sala de atividades multiusos, sala de refeições, gabinete técnico, gabinete de acolhimento e atendimento, sala de pessoal auxiliar, receção, cozinha, lavandaria e espaço exterior com jardim e parque infantil. “Não será apenas um lugar, mas um abraço silencioso”, afirmou a presidente da Cáritas de Braga, Ana Santos. “Necessitamos de garantir condições de conforto e bem-estar, que permitam minimizar a perda material, emocional e social, que assola a vida de muitas vítimas de violência doméstica, e potenciar a sua recuperação”, acrescentou a responsável.  

O projeto representa um investimento global de cerca de 1.530.000 euros, com uma comparticipação, a fundo perdido, por parte do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) no valor de 891.501,79 euros, para reabilitação do edifício, assumindo a Cáritas de Braga cerca de 520.000 euros. Para a concretização total do projeto acresce, ainda, um investimento de 130.000 euros, por parte da instituição, destinado à aquisição de equipamentos e mobiliário, assim como uma verba de 15.000 euros, já despendida na concretização da candidatura e em projetos de especialidades e arquitetura, totalizando, assim, uma necessidade de angariação global no valor de 665.000 euros. 

“Sem dinheiro não há caridade possível. É preciso receber para dar”, alertou o Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro.

“Que ninguém tenha dúvidas do papel da Igreja na comunidade, educação, património e respostas sociais”, acrescentou o presidente do Município de Braga, João Rodrigues. 

O presidente do IHRU, Benjamim Pereira, garantiu “todo o apoio ao projeto” e pediu à empresa responsável pela obra “celeridade máxima” e o “cumprimento de prazos”. “Vamos fazer tudo para que, no prazo previsto, as pessoas tenham uma casa”, respondeu o engenheiro Bernardo Pinto da empresa Bernardo Pinto & Marques, Lda, na sua intervenção.

D. José Cordeiro, lembrou “as tantas pessoas” que a Cáritas de Braga já acolheu no atual centro de acolhimento. Desde agosto de 2022, a instituição contabilizou 908 pessoas acolhidas, das quais 349 crianças e jovens, menores de idade. O futuro CAE terá a capacidade de receber 25 pessoas em simultâneo.

A cerimónia contou também com a presença de Fátima Miguel, representante distrital da Segurança Social, que valorizou a equipa técnica da Cáritas Braga na área da violência doméstica. “São pessoas muito capazes”, elogiou.

Para assinalar o lançamento da primeira pedra, os convidados foram desafiados a assinar dezenas de azulejos que formarão um mural no novo CAE. Esteve, também, exposta uma oliveira que será plantada no local.

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