Juventude Popular quer que o Governo isente TSU, FCS, IVA e IRC às empresas
Sexta-feira , Dezembro 4 2020 Periodicidade Diária nº 2655
Principal / País / Juventude Popular quer que o Governo isente TSU, FCS, IVA e IRC às empresas

Juventude Popular quer que o Governo isente TSU, FCS, IVA e IRC às empresas

Juventude Popular

A Juventude Popular veio criticar as medidas do Governo para as empresas durante o Estado de Emergência.

Francisco Mota, presidente da Juventude Popular, considera que “o Estado de Emergência não pode significar para as empresas e para a economia ficar em ‘estado de mendigo'”. “O governo continua a demostrar um desnorte no que confere ao combate à pandemia e nas medidas adotadas. Se por um lado a falta de preparação, planeamento e coordenação na área da saúde é evidente e demonstra uma incompetência da tutela, por outro lado, o Governo deveria usar o “Estado de Emergência, mas com contrapartidas para os sectores mais afectados. Há um cenário de insolvências sem precedentes”, referiu.

Para o líder centrista, “nas opções de fechar e abrir, nos horários a cumprir e na circulação dos portugueses são dados sinais contraditórios e com impactos que não foram sequer tidos em conta. O Governo, neste momento, passa uma mensagem que o descredibiliza e com isso perde a autoridade moral e política no combate à pandemia”.

Francisco Mota lembra que “setores como a restauração, turismo e comércio, importantes ventiladores da economia vêem-se obrigados a fechar e, sem receita, obrigados a continuar a cumprir com ordenados e impostos ao Estado. O Governo só tem uma hipótese, que é compensar estes setores imediatamente e sem burocracias, através da isenção de tudo o que são impostos da sua responsabilidade e da segurança social (TSU; Fundo de Compensação Salarial; IVA e IRC) até ao final do ano, permitir que as empresas entrem em layoff com regras específicas para este período e ainda isenção de todos os impostos cobrados aos senhorios de forma a que esse valor seja abatido nas rendas mensais aos empresários. Um governo que age por bem, não pode deixar as empresas em estado de mendigar”.

O centrista finaliza que “temos também a economia rural, nomeadamente a caça, que volta a sair muito prejudicada com a falta de sensibilidade, conhecimento e visão de país por parte do Governo. Este é um período importantíssimo para o mundo rural e para que os empresários do setor possam tirar rendimentos dos investimentos que fizeram e certamente são atividades, onde a segurança e o distanciamento são assegurados”.