Juventude Popular de Braga critica atual plano de retoma da TAP para os próximos meses
Quinta-feira , Setembro 24 2020 Periodicidade Diária nº 2584
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Juventude Popular de Braga critica atual plano de retoma da TAP para os próximos meses

Renata Faria, líder da JP Braga.

No seguimento da apresentação do plano de retoma de parte da operação da TAP para os próximos dois meses e do comunicado do Conselho de Administração da TAP, a Juventude Popular de Braga veio condenar qualquer possibilidade que esteja na linha do plano de retoma dos voos na medida em que uma decisão desse cariz revelaria “o caráter centralizador da empresa e a enorme falta de responsabilidade das entidades governativas”.

Para Renata Faria, líder da Juventude Popular de Braga, “a solução adotada pela companhia aérea, de apenas incluir três novas ligações ao Aeroporto Sá Carneiro, que serve o Norte do país, a par de outras decisões lesivas para outras regiões, como a do Algarve, revela a centralização dos interesses da empresa e, sobretudo, a irresponsabilidade governativa do anterior e atual executivo liderado por António Costa que, de forma lesiva para os contribuintes e sobre o falso pretexto de salvaguarda da soberania e interesse nacional, decidiu, num primeiro momento, reverter a privatização da companhia, algo que no nosso entender não deveria ter ocorrido”. “Celebrar um acordo ruinoso que nos conduziu ao atual cenário, onde o Estado, leia-se, os contribuintes, tem de suportar os sucessivos prejuízos na empresa, injetar futuramente grandes quantias de dinheiro, mas sem possuir, em contrapartida, qualquer poder de decisão sobre a mesma, num acordo onde o Estado paga, o privado gere”, afirma.

A líder declara que “esta solução governativa, para além da celebração do mencionado acordo ruinoso, continua a lesar a confiança dos portugueses compactuando com o acervo de decisões tomadas pela companhia aérea, que demonstraram, e continuam a demonstrar, a falta de vontade da empresa em salvaguardar o interesse nacional e a representatividade de todo o território nas suas opções estratégicas, como, por exemplo, a decisão tomada em 2016, do não reforço dos voos com destino ao Aeroporto Sá Carneiro, sob o pretexto de falta de mercado. Ao contrário, pasme-se, de companhias privadas que procuraram investir nas rotas para o norte do país”.

Renata Faria entende que “estas sucessivas decisões são um contra senso, face aquele que deve ser o superior interesse do país e que contam com o aval do senhor Primeiro-Ministro, ainda que por vezes com alguns golpes teatrais, como o caso das suas mais recentes declarações relativas a esta polémica, que continua a entender injetar capital e continuar a patrocinar uma empresa que já há muito não serve os interesses dos portugueses e do norte do país, região esta que se assume de enorme relevo para a economia nacional, quer por via do turismo, quer por via das exportações, área onde lidera. Estamos perante um cenário caótico, onde o atual Executivo não se governa, não governa a TAP, nem deixa os outros, por via da privatização, governar, liderado por um PrimeiroMinistro que não tem qualquer pudor em colocar a ideologia ‘rosa-avermelhada’ e as tão ‘queridas’ nacionalizações à frente do interesse nacional, remetendo, assim, para o esquecimento os sucessivos balanços de contas negativos da empresa e da simultânea falta de respeito, pela via das recorrentes tomadas de posição da companhia, para com os portugueses”, afirma a jovem centrista.

Por fim, Renata Faria declara que “a Juventude Popular repugna qualquer tentativa de colocar os interesses centralistas ou ideológicos acima daquele que deve ser o interesse dos portugueses e do país. Por Braga, pelo Norte, mas sobretudo por Portugal”.

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