Jovem de Braga vence prémio Nacional da Mobilidade em Bicicleta
Quinta-feira , Novembro 26 2020 Periodicidade Diária nº 2647
Principal / Braga / Jovem de Braga vence prémio Nacional da Mobilidade em Bicicleta

Jovem de Braga vence prémio Nacional da Mobilidade em Bicicleta

Mário Meireles, Bicycle Mayor de Braga, foi galardoado, esta quinta-feira, com o prémio Nacional da Mobilidade em Bicicleta, na categoria Cidadania. O bracarense recebeu o prémio pelas mãos de Eduardo Pinheiro, secretário de estado da Mobilidade, num cerimónia que decorreu na Biblioteca Orlando Ribeiro, em Lisboa.

Mário Meireles agradeceu a honra e responsabilidade da atribuição do prémio, partilhando o mesmo “com todos os que se interessam pela causa pública, pelo ambiente urbano, pela qualidade de vida, pela redução de sinistralidade nas cidades e se dedicam diariamente à defesa de melhores cidades”.

O bracarense deixou uma palavra de agradecimento à Braga Ciclável, que com ele “fazem um coletivo que no dia a dia dispensam parte do seu tempo a incentivar políticas públicas em benefício dos cidadãos” e também à FPCUB “por décadas de luta incansável na defesa da utilização da bicicleta, que começa agora a florescer, principalmente em Lisboa”.

Para Mário Meireles, “a sociedade está cada vez mais exigente no que à mobilidade em bicicleta diz respeito”, e a aposta na criação de mais e melhores infraestruturas “é inevitável”. “As pessoas apenas têm medo de utilizar a bicicleta nas cidades por causa das ruas e avenida que hoje temos, que provocam esse medo. Assim que a infraestrutura se adequar, se readaptar o espaço que hoje é totalmente do automóvel e passe a ser um espaço democrático, com vias para cada modo, com ciclovias, as pessoas passarão a utilizar  a bicicleta.  O número de pessoas depende da qualidade e quantidade da infraestrutura ciclável, da rede ciclável urbana”, disse.

O Bicycle Mayor de Braga acrescentou que “os autarcas que ignorarem e descurarem hoje o investimento necessário nas infraestruturas, para promover o uso da bicicleta, terão obrigatoriamente que o fazer nos próximos anos. Não apostar na bicicleta é fazer mal às cidades pela qual têm responsabilidade. A próxima década será a década de um Portugal cada vez mais amigo das bicicletas, e isso depende de todas as cidades e de todos os seus autarcas. A sociedade irá reivindicar cada vez mais a criação de ciclovias e soluções que promovam a utilização da bicicleta”.