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José Rodrigues dos Santos apresentou novo livro na Semana da Leitura em Esposende

© CM Esposende

Está aí mais uma Feira do Livro de Esposende. A Catraia de Livros – Semana da Leitura arrancou este domingo e decorre até 17 de março, numa edição dedicada ao Centenário de nascimento de Agustina Bessa-Luís e de Eugénio de Andrade.

“A nossa catraia, embarcação que moldou a personalidade das gentes de Esposende e, agora, leva a cultura a todos e abre horizontes a quem nela embarcar”, disse o presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira.

O Município de Esposende reafirma a forte dinâmica e a grande abrangência da sua política cultural, envolvendo diversas áreas. A edição deste ano da Catraia de Livros evoca um dos mais lidos e traduzidos poetas portugueses, Eugénio de Andrade, e Agustina Bessa-Luís, nome maior da ficção portuguesa contemporânea. “Ambos cultivavam o bom gosto de ter Esposende como destino de férias e refúgio para escreverem algumas das suas obras”, aludiu o autarca, lembrando que “Esposende mantém esse perfil de local inspirador para artistas, como comprova a recente atribuição do Urso de Prata, Prémio do Júri do Festival de Berlim, ao filme “Mal Viver”, de João Canijo, que foi gravado em Ofir”.

No panorama literário local, em 2016 arrancou o projeto de valorização da vida e obra do escritor Manuel de Boaventura, patrono da Biblioteca Municipal. Foi instituído o Prémio Literário e adquirida a sua casa, em Palmeira de Faro, que será transformada em Casa-Museu. “Já está em curso o processo de inventariação do património e consequente tratamento técnico”, anunciou Benjamim Pereira. E é no âmbito desta estratégia que se insere esta segunda edição da Catraia de Livros.

A terminar, Benjamim Pereira convidou à participação da população nas iniciativas da Catraia de Livros – Semana da Leitura, cujo programa engloba encontros com escritores, entre os quais José Rodrigues dos Santos, Isabela Figueiredo, João Tordo, Lúcia Barros e Álvaro Laborinho Lúcio, além de sessões de canto, Hora do Conto, escrita criativa, declamação, palestras e debates.

A coordenadora nacional da Rede de Bibliotecas Escolares, Manuela Pargana Silva, elencou as virtudes da leitura, “pela possibilidade que faculta no conhecimento de outras culturas e contruir outro olhar do Mundo” e, enquanto promotora de uma “visão mais plural”, defendeu a importância das bibliotecas escolares, nomeadamente “para criar esperança”. Esta cerimónia de abertura da Catraia de Livros foi enriquecida com uma performance do Coro da Iniciação Musical da Escola de Música de Esposende, bem assim como de Adriano Lima que declamou um poema de Eugénio de Andrade e de Débora Fernandes que cantou “Chuva”.

Após a cerimónia de abertura, José Rodrigues dos Santos apresentou o seu mais recente romance “A Mulher do Dragão Vermelho”. Aos muitos presentes que preenchiam o Auditório Municipal, o escritor explicou que o novo livro desloca a ação central da trama para o Oriente, para o coração da geopolítica, num contexto da atual grave tensão mundial, revelador da “grande ameaça que paira sobre o Ocidente”.

“As grandes obras literárias retratam a verdade, independentemente da inconveniência da mesma”, referiu José Rodrigues dos Santos, defendendo que a situação atual é “muito semelhante ao período antes da Segunda Guerra Mundial. É uma guerra entre as ditaduras e as democracias liberais”.

Esta iniciativa da Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura e da Rede de Bibliotecas Escolares do Concelho de Esposende, em parceria com os estabelecimentos de educação e ensino concelhios, mobiliza cerca de 2000 alunos e os respetivos professores e encarregados de educação, além da população em geral.

Toda a programação pode ser consultada aqui.

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