
O tecido empresarial do distrito de Braga registou um aumento de 40% nas insolvências e uma quebra de 12% na constituição de novas empresas, num cenário que reflete maiores dificuldades para a sobrevivência dos negócios. Apesar deste contexto, o volume de negócios subiu de 33,5 mil milhões de euros em 2023 para 34,6 mil milhões em 2024, enquanto a taxa de exportação se manteve estável nos 34,1%, evidenciando a forte vocação internacional da economia bracarense.
Segundo os dados da Iberinform, Braga concentra 27% das empresas do distrito, seguindo-se Guimarães (18%), Vila Nova de Famalicão (16%) e Barcelos (13%). O tecido empresarial é dominado por microempresas (85%) e apresenta um perfil de risco moderado, embora 26% das empresas estejam classificadas em risco elevado. Os serviços representam 41% da atividade económica, seguidos da indústria e construção, ambas com 13%.
Os dados revelam ainda um agravamento dos prazos médios de pagamento, que passaram de 77 para 79 dias, apesar da ligeira melhoria nos prazos de recebimento. A combinação entre o aumento das insolvências, os elevados prazos de pagamento e a existência de um número significativo de empresas em risco médio e elevado reforça a necessidade de um acompanhamento rigoroso da situação financeira das empresas do distrito.


